Novembro 03 2009
Chegou hoje ao fim o passatempo A Melodia do Adeus, uma colaboração com a Editorial Presença. Dos mais de 150 participantes, quase todos indicaram correctamente o título da versão original deste novo livro de Nicholas Sparks, ou seja, The Last Song. Os vencedores receberão um livro e um saco promocional.
Primeira participação, correspondente a um exemplar autografado e um saco promocional: Vanessa Montês, Almeirim
Participações nº3 e nº 19, sorteadas electronicamente, correspondentes a um exemplar e um saco promocional: Maria Azevedo, Esmoriz; e Maria Neves, Senhora da Hora
Já tive oportunidade de ler o prólogo e o 1º capitulo e confesso a minha surpresa e agrado. Literatura leve ou não, este livro cativou-me, por isso, espero que também possam desfrutar da sua leitura.
Fica prometida uma descrição mais completa desta obra assim que a ler. Para já, parabéns aos participantes seleccionados e obrigado aos restantes!
Boas Leituras!
publicado por O Crítico às 23:19

Outubro 23 2009
Nicholas Sparks é um autor consagrado internacionalmente e acarinhado pelo público. Há mais de uma década que encanta os leitores com narrativas sobre os profundos mistérios do coração. Quem ainda leu uma das suas histórias tem agora uma excelente oportunidade para o fazer, pois o blog Os Livros e a Editorial Presença têm 3 exemplares de A Melodia do Adeus para oferecer, cada um deles com o respectivo saco promocional.
Para se habilitar a um dos exemplares basta responder à questão no formulário presente neste link e indicar alguns dados necessários para contacto. A primeira participação com a resposta correcta vale um conjunto livro autografado/saco. Os outros dois conjuntos livro/saco serão sorteados pelas restantes participações válidas.
E para que fiquem já a pensar no enredo, fiquem com a sinopse deste livro, disponível nas livrarias a partir do dia 3 de Novembro:
Com apenas dezassete anos, Ronnie vê a sua vida virada do avesso quando o casamento dos pais chega ao fim e o pai se muda da cidade de Nova Iorque, onde vivem, para Wrightsville Beach, uma pequena cidade costeira na Carolina do Norte. Três anos não são suficientes para apaziguar o seu ressentimento, e quando passa um Verão na companhia do pai, Ronnie rejeita com rebeldia todas as tentativas de aproximação, ameaçando antecipar o seu regresso a Nova Iorque. Mas será em Wrightsville Beach que Ronnie irá descobrir a beleza do primeiro amor, quando conhece Will e se deixa tomar por uma paixão irrefreável e de efeitos devastadores. Nicholas Sparks é, como sabemos, um mestre da moderna trama amorosa, e, em A Melodia do Adeus, usa de extrema sensibilidade para abordar a força e a vulnerabilidade que envolvem o primeiro encontro com o amor e o seu imenso poder para ferir… e curar. 
[Pack+Nicholas+Sparks.PNG]
A Melodia do Adeus de Nicholas Sparks
O passatempo é válido até às 14:00 horas do dia 3 de Novembro. Participações multiplas serão desconsideradas.
Boas Sorte!

*03/11/09: Resultados

publicado por O Crítico às 23:28

Outubro 22 2009
O livro O aniversário de Astérix e Obélix - O Livro de Ouro, comemorativo dos 50 anos da série, está a partir de hoje nas livrarias nacionais, assim como em outros 18 países de todo o mundo. Editado pela ASA, o livro apresenta ilustrações e textos inéditos da autoria de René Goscinny (Texto) e Albert Uderzo (Desenhos e Texto).
Nesta publicação, a história foi feita à medida:
A propósito do aniversário de Astérix e Obélix, o chefe Matasétix convida para virem à aldeia todos aqueles que se cruzaram com os dois gauleses ao longo das suas aventuras, para se associarem à efeméride e para lhes trazerem um presente. Uns acedem ao convite e aparecem, e outros, por razões diversas, apenas podem enviar um postal. E as prendas, opiniões, recordações ou premonições, vão-se multiplicando, com a participação de gauleses, romanos e outros.
A obra de 56 páginas contém pranchas inéditas de Uderzo e textos inéditos do já falecido Goscinny e vem assinalar o aniversário do universo gaulês mundialmente famoso. Trata-se, a meu ver, de uma daquelas criações que se entranharam na cultura ocidental e, por isso, comemorações deste género fazem todo o sentido. Afinal, todos nós já alguma vez nos divertimos com as BD ou com as adaptações cinematográficas.
Eis um daqueles livro que gostava de ter quase por coleccionismo, numa espécie de homenagem à criação. Fica a sugestão.
O aniversário de Asterix e Obélix - O Livro de Ouro de R. Goscinny e A. Uderzo
Asa, 2009
 Boas Leituras!
publicado por O Crítico às 23:13

Outubro 21 2009
Ursula K. Le Guin by Marian Wood KolischA escritora norte-americana Ursula K. Le Guin comemora hoje 80 anos de vida. Autora de diversos romances e contos de Fantasia e Ficção Científica, é uma referência dentro da Literatura Fantástica, considerada por alguns “uma lenda viva”.
A poesia e criatividade das obras de Le Guin traduz-se em narrativas sublimes e fascinantes, de tal modo que me tornei, após a leitura das cinco narrativas do Ciclo de Terramar, um fã seu. Ao assinalar esta data, pretendo destacar a vida e a carreira de uma mulher que vive da, e para, a Literatura Fantástica, proporcionando aos leitores viagens a mundos fantásticos e únicos.
Curiosamente, a obra que deu lhe deu visibilidade mundial, A Mão Esquerda das Trevas, comemora também, por estes dias, 40 anos. Felizmente, já a tenho na estante e será uma das minhas próximas leituras.
Mas existem outras obras publicadas em português, no nosso país. Há algum tempo, questionei a Editorial Presença acerca da publicação de traduções das obras mais recentes. Não obtive qualquer resposta, mas, por mero acaso, acabei de saber, pelo site de Mª Rosário Monteiro (talvez uma das principais teóricas formais acerca do Fantástico, em Portugal), que Lavínia, romance vencedor do Prémio Locus 2009, tem lançamento previsto para o próximo ano.
Seja esta ou outra obra, vale a pena conhecer o excelente trabalho desta senhora do Fantástico. Viva Le Guin, viva o Fantástico!
Links: Site oficial | Wiki (pt)
publicado por O Crítico às 22:35

Outubro 20 2009
Venho passear-me alguns minutos pela internet e deparo-me com isto:
O eurodeputado social-democrata Mário David exortou hoje o escritor José Saramago a renunciar à cidadania portuguesa por se sentir "envergonhado" com as recentes declarações do Nobel da Literatura sobre a Bíblia.
Apesar de não gostar de alimentar polémicas (1-2), desta vez não posso deixar de declarar a minha estupefacção.
As últimas declarações de Saramago sobre a Bíblia e o Papa estão condensadas aqui e aqui.
As opiniões do Nobel português acerca da religião já são mais do que conhecidas. A surpresa é vir agora um ser claramente afectado fazer sugestões, a meu ver, idiotas e totalitárias. Ele fala em liberdade de expressão quando se esquece da liberdade de crença e ideologia, direitos, e também deveres, que qualquer cidadão bem formado não pode abnegar.
Pior do que a concepção francamente ultrapassada é a autoria… mas, em Portugal, estas aberrações já começam a ser banais.
Faça Saramago o que fizer, depois disto também eu penso renunciar à cidadania portuguesa. No entanto, quero acreditar que em Portugal ainda há quem respeite e tolere diferentes concepções do mundo.
publicado por O Crítico às 21:50

Outubro 17 2009
João Tordo venceu hoje a 6ª edição Prémio José Saramago com o livro As Três Vidas, editado em 2008.
Em 2004, o autor estreou-se com O Livro dos Homens Sem Luz. Em 2007, publicou Hotel Memória e, em 2008, escreveu, em parceria, o guião para a longa-metragem Amália, a Voz do Povo. Em 2001, venceu o Prémio Jovens Criadores.
Esta distinção, criada pela Fundação Círculo de Leitores com o apoio do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, celebra a atribuição do Prémio Nobel da Literatura ao escritor José Saramago e visa "promover a divulgação da cultura e do património literário em língua portuguesa, através do estímulo à criação e dedicação à escrita de jovens autores no domínio da ficção, romance ou novela em língua portuguesa, por escritores com idade até 35 anos".
No valor de 25 mil euros e periodicidade bienal, o prémio existe há 10 anos e já foi entregue a Paulo José Miranda (1999 - Natureza Morta), José Luís Peixoto (2001 - Nenhum Olhar), Adriana Lisboa (2003 - Sinfonia em Branco), Gonçalo M. Tavares (2005 - Jerusalém) e Valter Hugo Mãe (2007 - O remorso de Baltasar Serapião).
O anúncio foi feito durante o Escritaria 2009, um conjunto de homenagens ao escritor José Saramago realizadas pela Câmara Municipal de Penafiel, e contou com a presença do Nobel português.
As Três Vidas de João Tordo
Temas e Debates, 2008
Sem dúvida um autor e uma obra a conhecer.
publicado por O Crítico às 22:28

Outubro 15 2009
Dentre as mil e uma coisas que se têm passado no universo literário nas últimas semanas, venho agora destacar duas iniciativas promovidas pela Antagonista Editora.
A primeira é uma colecção de novelas literárias de Ficção Científica e de Terror Fantástico, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2010. A editora aceita manuscritos originais vindos de todos os países lusófonos e ainda da Galiza, de Goa e de Macau. Aqueles que quiserem participar ou saber mais têm apenas de seguir este link.
Esta colectânea enquadra-se na segunda iniciativa: a criação de uma nova colecção de Literatura Fantástica em Portugal. Chama-se Мир (pronuncia-se MIR, e corresponde a uma palavra russa que significa simultaneamente paz, mundo e universo) e trará às livrarias “diversos autores internacionais conceituados (finalistas ou galardoados com os prémios Hugo e Nébula) intercalando-os com autores lusófonos, europeus e sul-americanos a cada dois ou três meses, o objectivo final sendo a edição de um título mensal.”
“Esta colecção”, escrevem os editores, “nasce, primeiramente, da nostalgia de alguns entusiastas (ou fãs, se preferirem) destes géneros que recordam ainda a abundância de títulos e colecções existentes no mercado português há não muito mais de uma década. Infelizmente as grandes editoras optaram por congelar as suas colecções, dando origem a um vazio que, até agora, não tem sido preenchido.”
Ambição existe! Resta saber se a colecção tomará, efectivamente, o seu lugar nas livrarias. Até porque, parece-me a mim, nos últimos meses diversas obras do género têm sido publicadas, em colecções ou não.
Seja como for, estou bastante curioso em relação à constituição e rumo desta nova colecção.
publicado por O Crítico às 23:37

Outubro 12 2009
No último mês, têm sido muitos os lançamentos e anúncios literários relevantes. Por essa razão, nem sempre consigo destacar o que gostaria. Mas, ainda assim, tentarei divulgar algumas das obras de referência.
Começo, desde já, com O Espião de D. João II, de Deana Barroqueiro, autora merecedora de menção no que toca à ficção histórica em língua portuguesa, na actualidade.
Depois de D. Sebastião e o Vidente e O Navegador da Passagem, a autora traz-nos a aventura vivida por Pêro da Covilhã, navegador português do séc. XV às ordens de D. João II.
O formidável Espião de D. João II possuía qualidades e talentos comparáveis aos de um James Bond e Indiana Jones, reunidos num só homem. A memória fotográfica, uma capacidade espantosa para aprender línguas, a arte do disfarce para assumir as mais diversas identidades, a mestria no manejo de todas as armas do seu tempo e, sobretudo, uma imensa coragem e espírito de sacrifício, aliados ao culto cavaleiresco da mulher e do amor que o fascinavam, fazem dele uma personagem histórica única e inspiradora.
El-rei D. João II escolhia-o para as missões mais secretas, certo que qualquer outro falharia. Talvez esse secretismo seja a razão do seu nome de família e do seu rosto terem ficado, para sempre, na penumbra.
Em 1487, Pêro da Covilhã foi enviado de Portugal, ao mesmo tempo que Bartolomeu Dias, a descobrir por terra, aquilo que o navegador ia demandar por mar: uma rota para as especiarias da Índia e notícias do encoberto Preste João.
Ao espião esperava-o uma longa peregrinação de cerca de seis anos pelas regiões do Mar Vermelho e costas do Índico até Calecut e, também, pela Pérsia, África Oriental, Arábia e Etiópia, descobrindo povos e culturas em lugares hostis, cujos costumes lhe eram completamente estranhos. Na pele de um enigmático mercador do Al-Andalus, o Escudeiro-guerreiro do Príncipe Perfeito realizou proezas admiráveis que causaram espanto no mundo do seu tempo.
Neste romance fascinante, Deana Barroqueiro convida-nos a seguir o trilho de Pêro da Covilhã na sua fabulosa odisseia recheada de aventuras, amores, conquistas e descobertas inolvidáveis
Mais uma livro, fruto de rigoroso trabalho de investigação, que certamente agradará aos apreciadores de uma narrativa densa e da História nacional. Nas bancas a partir do próximo dia 15.

O Espião de D. João II de Deana Barroqueiro
Ésquilo, 2009
Boas Leituras!
publicado por O Crítico às 22:16

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