Abril 27 2007
Já é tarde, quando faço este post. E estou cansado. Cansado do dia, da semana, em enfim, cansado... Contudo existe uma história que percorre a minha mente e lhe dá vivacidade. Esta tarde, estive a ver uns pormenores já esquecidos de A Última Feiticeira e a ler O Guerreiro Lobo. Desde que o fiz, a história não me sai da cabeça... É como se estivesse ligado ao livro. Uma sensação estranha mas fantástica.
São este tipo de sensações que nos fazem gostar mesmo, ou não, duma obra literária. É lógico que há outros factores, mas este parece-me fundamental.
À medida que fui lendo A Irmandade do Anel, fui descobrindo subtis sensações deste tipo, contudo, estas não passaram de ténues sentimentos. Talvez tenha sido por já conhecer a generalidade da história e por a surpresa se resumir a recônditos pormenores que não chegaram ao filme. Muito do encanto reside nos pormenores, e eu também me encantei!, mas saber por onde seguirão as personagens, qual será a próxima paragem e quem morrerá no capitulo seguinte é, no mínimo, pouco misterioso.
Desde logo fixei-me na vida dos estranhos hobbits. Foi, talvez, a parte mais interessante, aquela em que me senti realmente um novo viajante da Terra Média, que descobre os seus mistérios aos poucos. Redescobrir Frodo e restantes hobbits foi curioso, e a sua longa viagem, até Bree, revelou-se uma grande novidade, talvez por os acompanhar de tão perto, como se fosse um deles. São vários os acontecimentos que se dão nessa viagem, e alguns realmente surpreendentes. Tom Bombadil é uma dessas surpresas, uma personagens até então desconhecida e que me deixou intrigado.
Quando os hobbits passam a caminhar com a Irmandade a narração passa a explorar outras áreas e torna-se, a meu ver, um pouco mais fria. As trevas assombram o grupo mas é a frieza dos seus elementos que mais se acentua. Nem a beleza de Lórien consegue dar um entusiasmo eficaz à história. Possivelmente a história também não tenta captar o entusiasmo, e percorre outros caminhos, mas acredito que o filme vem prejudicar leituras posteriores do livro.
Palpitei com a quase morte de Frodo, os perigos quase fatais que afectaram o grupo e as conversas agitadas das personagens, mas nem a morte de Gandalf me proporcionou grande entusiasmo.
Fica a ganhar devido aos hobbtis, ao incrível Tom Bombadil, a Bree, aos orcs de Mória e às palavras ditas em Lórien e no final. No geral, continua a ser um bom livro pelo óptimo enredo e pela fantástica criação.
Gostei de ler o livro, embora esperasse um pouco mais. Comparando com O Hobbit, a aventura de Bilbo foi-me muito mais interessante, mas mais uma vez digo que o filme pode (e deve) ter influenciado a minha opinião.
Mesmo assim, O Senhor dos Anéis – A Irmandade do Anel é uma obra incomparável e que continuarei a seguir.

O Senhor dos Anéis - A Irmandade do Anel de J. R. R. Tolkien

 

Para vós, um Bom fim-de-semana e Boas Leituras!
Publicado por Fábio J. às 23:22

Abril 23 2007
É hoje o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor!
Comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge, esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e recebem em troca um livro.
Para além disso, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.
“Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão”, é manter viva a chama que nos alenta o coração e nos aquece a alma, é dar continuidade à demanda de emoções que o livro transmite e o Homem sente.
Esta data é simbólica, sem dúvida, pois os livros, tal como as emoções, devem fazer parte da vida de qualquer humano todos os das, em qualquer momento. As palavras, as páginas, os livros, são termos secos mas contêm em si, cada um, mensagens e sentimentos tão fortes e vivos como a mais pura das crianças.
Cada livro é um profeta que nos dita visões, que nos narra histórias e nos ensina. Um livro vive, com a sua alma passiva, e acompanha o leitor como um amigo, seguindo-o e completando-o.
Por isso mesmo o Homem ama-o, desde que o conheça profundamente, e reconhece o seu valor.
Por todo o mundo, hoje, se demonstra um pouco desse reconhecimento, quase que em forma de agradecimento, de adoração. Portugal não é excepção, e são muitas as instituições que assinalam este dia, seja com a realização duma Feira do Livro, exposições, espectáculos culturais, palestras, declamações ou com o simples, mas sincero, assinalar deste dia.
O livro é o meu passaporte para um mundo só meu, longe deste real e apático universo. Agradeço-lhe por existir e espero que possam ser muitos os que pela minha vida venham a passar. Porque ler é viver, e porque a minha vida só tem sentido com a leitura.
Seja de que forma for, não se esqueçam de assinalar este dia. O livro agradece...
Logótipo do DML, numa alusão à ligação entre as rosas e os livros
Publicado por Fábio J. às 17:16

Abril 22 2007
Porque amanhã é o Dia Mundial do Livro, este blog, que exalta o livro e existe por causa dele, não podia deixar de explorar este mágico objecto. E não há melhor forma de conhecer algo do que descobrir a sua história.
Todos nós acompanhamos na escola, em História, o crescimento das grandes civilizações e o desenvolver da Humanidade, portanto, não é novidade que a invenção da escrita foi um dos maiores passos do Homem. Ajudou a desenvolver toda uma complexa sociedade, nomeadamente com registos históricos, religiosos, científicos e claro, com o florescer da Literatura.
Todos estes factos já são sabidos, e como tal, o que pretendo aqui fazer não é mais do que marcar esta data e avivar a memória aos leitores mais desatentos com uma breve síntese desta história.
Falar desta evolução é falar de evolução social, cultural e até geográfica, e como tal a história do Livro está directamente ligada à história da Humanidade.
Hoje em dia, designamos livro como “um volume transportável, composto por, pelo menos, 49 páginas, sem contar as capas, encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária (ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, científico ou outro” (UNESCO), no entanto, nem sempre foi assim
Depois deste post, que tal pegar num livro e começar desde já a fazer parte desta história? Não há razões para arrependimento, apenas para...
... Boas Leituras!!!
Publicado por Fábio J. às 19:45
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Abril 20 2007
Finalmente fim-de-semana. A expressão é sempre a mesma, mas talvez seja por a sensação ser também sempre a mesma: tranquilidade.
Esta semana foi publicado Os Filhos de Húrin, como já aqui disse, e se este era um lançamento esperado o de Harry Potter and the Deathly Hallows é-o muito mais. As teorias são imensas e os rumores muitos mais. Se bem se lembram, há uns tempos apresentei aqui umas teorias do site Oclumência bastante convincentes. Hoje trago outra referência ao site. Correm muitos rumores mas estes vão um pouco mais além. Digo desde já que toda a notícia é um suposto spoiler e não existe qualquer tipo de confirmação, mas parece-me merecer a atenção de qualquer fã. Os créditos são do Oclumência e de Ludmila Souza.
Mas este post têm outro objectivo, pois esta semana há outro livro que quero destacar. De Filipe Faria, já um nome de referência na Literatura Fantástica portuguesa, chegou-nos, esta semana, Vagas de Fogo, o quinto volume das Crónicas de Allaryia.
Na imensidão cósmica existe um mundo, Allaryia, de grandes heróis e vilões infames, de seres de uma beleza indescritível e criaturas maléficas de uma fealdade atroz, nações poderosas e impérios tirânicos. Depois de muitas eras que alternaram entre a paz e a discórdia, chegam-nos estas crónicas.
No último capitulo desta odisseia, a Cidadela da Lâmina foi arrasada, mas agora as hostes d’O Flagelo estão de novo à solta no continente e Ul-Thoryn começa os preparativos de guerra contra Vaul-Syrith. Os companheiros que deram início a uma quase ingénua demanda em A Manopla de Karasthan estão separados, perdidos e desesperançados. E apesar do importante papel de cada um no vindouro conflito, os jovens amigos encontram-se privados da força da união. Mas a esperança ainda reside em Aewyre Thoryn.
A iminente imersão de Allaryia nas trevas torna-se uma realidade na qual poucos ainda criam, contudo, Seltor, o precursor destas, aprendeu com os erros do passado e os seus propósitos não aparentam de todo ser o que dele se espera…
“Mais um volume de uma história fantástica onde o Bem e o Mal se cruzam, e onde o suspense nos prende e envolve com forças mágicas”. Adorada como poucas outras obras conseguem ser, esta obra é já um marco destacado na Fantasia em Portugal, de Portugal.
A não perder.

Vagas de Fogo de Filipe Faria

Bom fim-de-semana e Boas Leituras!
Publicado por Fábio J. às 19:52

Abril 17 2007
Acabei esta tarde de ler o livro I da história de O Senhor dos Anéis. Não o primeiro volume, digamos assim – A Irmandade do Anel – mas sim uma das seis partes em que se divide a história. Vendo bem, não sei que parte salientaria. A história já não me é estranha, graças aos filmes, contudo, tanto devido às diferenças lógicas de apresentação como às reais diferenças na história, que até são bastantes, continua a ser uma leitura interessante e com surpresas.
Comecei a ler esta trilogia, provavelmente, por gostar da história que anteriormente conheci e o mesmo talvez se passe com uma outra obra de J. R. R. Tolkien que hoje é lançada: Os Filhos de Húrin.
A Tolkien Gateway refere que “o lançamento deste livro marca um momento histórico” na História da Terra-Média, e certamente não se engana. Já apresentada em O Silmarillion e em Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média este livro propõe-se narrar esta bela e simultaneamente trágica história sobre Túrin, filho de Húrin. Christopher Tolkien diz que “quando O Senhor dos Anéis estava terminado, ele [o pai] escreveu-a de novo, fê-la crescer grandemente em complexidade: ela tornou-se a história dominante no seu trabalho final sobre a Terra Média”.
Tal como já aqui referi, esta história passa-se muito antes dos tempos de O Senhor dos Anéis, na Beleriand, para lá dos Portos Cinzentos. Nesse tempo, Morgoth atormenta o mundo e guerreia os homens, e para se vingar de um deles, Húrin, o homem que ousou desafiá-lo e zombá-lo na sua própria face, amaldiçoa os seus filhos.
Contra eles, enviou o seu mais formidável servidor, Glaurung, um poderoso e corrompido dragão de fogo. Nesta história de conquista brutal e evasão, de esconderijos em florestas e perseguição, de resistência apesar do desespero, o Senhor Negro e o Dragão revelam-se de forma sombriamente articulada. Sardónico e trocista, Glaurung manipulou os destinos de Túrin e Niënor com mentiras e astúcia e falsidade diabólica. No fim, a maldição de Morgoth foi cumprida.
Da autoria do mestre e com edição do seu filho esta promete ser uma renovada e apaixonante obra, indispensável aos fiéis leitores do escritor.
Resta dizer que esta obra é ilustrada por Alan Lee, com trinta ilustrações a preto e branco e oito imagens a cores, e contem vários complementos como genealogias, mapas, listas de nomes e outras notas editoriais sobre a história.
89 anos depois de ser iniciada, esta história é finalmente publicada como uma obra singular. Não saberemos se poderá voltar a ser publicado outro livro assinado por Tolkien e por isso é necessário assinalar este dia, o dia em que um dos maiores escritores do século XX volta a estar nas bancas.
Eu lerei!
 

Os Filhos de Húrin de J. R. R. Tolkien

Até Breve e Boas Leituras!!!
Publicado por Fábio J. às 17:23

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