Novembro 28 2008
Depois da campanha promovida pela Wook, na qual, supostamente, foram oferecidos três mil livros gratuitamente, através do seu sítio na internet, as livrarias Bertrand oferecem sessenta mil livros, neste Natal.
De 27 de Novembro a 11 de Dezembro, qualquer livro comprado por qualquer leitor em qualquer uma das 57 livrarias Bertrand do país recebe, gratuitamente e de forma automática, um do livros disponíveis para oferta.
A Bertrand, que recentemente renovou o design da sua livraria virtual, responde assim à campanha da livraria virtual da Porto Editora mas, a meu ver, fá-lo de uma forma mais coerente. Espera-se, como primeira diferença, que as livrarias continuem com normal funcionamento.
A notícia pode ser lida aqui.
Ler nunca foi tão barato... venham mais destas iniciativa.
Publicado por Fábio J. às 23:33
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Novembro 24 2008
Acabo de ler a uma notícia incrível!
A Wook.pt, antiga Webboom.pt, vai disponibilizar a partir de terça-feira um milhão de livros grátis na Internet. Sim, leu bem, um milhão, inteiramente grátis.
“Nos próximos dias, livros como A Viagem do Elefante, A Vida num Sopro ou O Priorado do Cifrão estarão disponíveis a preço zero”, refere a Porto Editora, num comunicado enviado à Lusa, aludindo aos mais recentes livros de José Saramago, José Rodrigues dos Santos e João Aguiar.
A campanha, que começa terça-feira, vai permitir “durante três dias, em determinadas horas, disponibilizar um milhão de livros com 100 por cento de desconto”.
Para ter acesso a esta campanha é necessário estar registado na Wook.pt e, depois, ficar atento aos anúncios que assinalam o início dos denominados Momentos Wook.
“Os primeiros mil clientes que tiverem a sorte de encontrar um dos seus livros preferidos com 100 por cento de desconto, e rapidamente confirmarem a encomenda, serão os felizardos”, salienta a Porto Editora.
Esta é, sem dúvida, uma excelente iniciativa. Há muito marketing em jogo, mas mesmo assim não é todos os dias que mil livros são distribuídos gratuitamente.
Boa sorte aos que procurarem os Momentos Wook.

Até Breve!

Publicado por Fábio J. às 21:49
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Novembro 22 2008
A verdade: Nicholas Flamel nasceu em Paris, em 28 de Setembro de 1330. Quase setecentos anos depois, é reconhecido como o maior Alquimista de todos os tempos. Diz-se que descobriu o segredo da vida eterna. Os registos certificam que morreu em 1418. Mas o seu túmulo está vazio.
A lenda: Nicholas Flamel está vivo, graças ao elixir da vida que produz há séculos. O segredo da vida eterna está escondido no livro que protege – o Livro de Abraão, o Mago, o livro mais poderoso de sempre. Se for parar às mãos erradas poderá ser o fim do Mundo.
Quando comecei a ler O Alquimista sabia apenas o que acima transcrevi e desconhecia totalmente que tipo de livro iria ler. O nome do autor, Michael Scott, também me era totalmente desconhecido. A surpresa foi grande, pois trata-se de um livro sem igual. A série tem por título Os Segredos de O Imortal Nicholas Flamel, mas mesmo este não permite antever do que trata a narrativa.
A história começa numa tarde de Verão como qualquer outra, na Califórnia actual. Josh, de 15 anos, trabalha na pequena livraria de Nick Fleming e da sua esposa, Perry. No bar da frente trabalha Sophie, a sua irmã gémea. Como, a certa altura, diz o autor, todas as mitologias têm alguma história sobre gémeos. Nesta obra, os dois irmãos farão também parte da mitologia e percebem-no quando Dr. John Dee, antigo alquimista e conselheiro da rainha Isabel I de Inglaterra, invade a livraria de Nick rodeado por monstros de barro, em busca do Livro de Abrão.
Josh e Sophie são, assim, transportados para uma aventura impar que os fará estar frente a frente com antigos deuses egípcios, nórdicos ou celtas, com bruxos e homens imortais e com bestas e seres míticos. Os irmãos, até então jovens comuns agarrados ao computador e ao telemóvel, vê-se dentro de um universo novo, mitológico, do qual não mais conseguirão escapar. Os donos da livraria são afinal Nicholas e Perenelle Flamel, e o livro procurado pelo Dr. John Dee é, afinal, o Codex, um misterioso livro de alquimia e história que permite criar a Pedra Filosofal e o elixir da vida eterna e que descreve uma velha lenda segundo a qual surgirão dois gémeos com o poder de salvar o mundo... ou de o destruir.
O autor usa uma linguagem simples e demonstra conhecer muito das principais mitologias do nosso mundo, tal é o número de referentes e personagens mitológicas e lendárias presentes na obra. A história é contada de um ponto de vista muito actual, criando um ambiente único no qual tecnologia e mitologia coexistem, havendo mesmo deuses com telemóveis e noções de genética.
Gostei bastante de ler este livro, interessante e surpreendente do início ao fim. Os protagonistas tentam, recorrentemente, negar a existência de tudo aquilo que vêem, por ser impossível haver misticismo no mundo moderno. Também eu o nego, mas é fascinante perceber que durante a leitura deste livro nada me parecia ilógico ou impossível. É essa a magia da fantasia...
A obra faz parte de uma série que conta já com dois livros publicados na versão original, The Alchemyst e The Magician, estando The Sorceress previsto para 2009 e mais três livros, The Necromancer, The Warlock e The Enchantress, previstos para os anos seguintes. Consta, também, que a adaptação cinematográfica está já em pré-produção.
Assim que O Mágico seja publicado irei lê-lo, pois gostei da escrita de Michael Scott, apelidado de rei da fantasia na Bretanha, e porque estou bastante curioso quanto ao destino dos irmãos Josh e Sophie. Um livro a não perder.

 

5473

O Alquimista de Michael Scott

Links: Michael Scott

Até Breve!
Publicado por Fábio J. às 19:39

Novembro 16 2008
Não há nada provado, mas parece-me que quanto mais o frio do Inverno se faz sentir, mais vontade tenho de ler, sobretudo, fantasia. E quanto mais mágica for a história, melhor.
Por isso, na passada semana li As Montanhas Misteriosas, o livro um da série As Terras de Elyon, do norte-americano Patrick Carman. Trata-se de uma história de fantasia, passada numa terra limitada por infindáveis penhascos, e a sua protagonista é Alexa, uma jovem de 12 anos. Como facilmente se conclui, esta é uma história para crianças, embora, como explicarei mais adiante, tal designação me tenha parecido, em certos momentos, errada.
A editora compara a série a Harry Potter ou às Crónicas de Nárnia. Tem muitíssimo pouco a ver com a saga do jovem feiticeiro, mas certamente agradará aos que gostaram das aventuras em Nárnia.
A história começa quando a jovem protagonista viaja com o pai para a maior cidade do reino. Este é protegido por altas muralhas que delimitam mesmo as estradas que ligam as suas quatro cidades. Com o passar do tempo, tal protecção levou a população a temer os seres misteriosos que vivem do lado desconhecido da muralha. Mas Alexa é curiosa, e quando uma misteriosa chave de prata lhe vai parar às mãos, ela sabe que uma nova aventura irá começar. O que não sabe é que a integridade do reino depende de si e que só ela poderá impedir um mal antigo de destruir tudo aquilo que conhece.
Sob a influência de uma pedra mágica, Alexa falará com animais. Uns irão ajuda-la a cumprir a sua missão, outros irão traí-la e dificultar os seus intentos. É uma história bem construída, em nada aborrecida ou imatura e, por comparação às crónicas de C. S. Lewis, não se sai mesmo nada mal. Talvez menos criativa (e ainda bem, porque achei as crónicas demasiado fantasiosas) mas, a meu ver, mais cativante.
Mais uma vez, fiquei surpreendido com algumas mortes gratuitas existente neste livro infanto-juvenil, mas nada que se pareça com as diversas cenas chocantes das crónicas de Nárnia. Talvez seja impressão minha, mas alguns livros para crianças conseguem ser mais frios que um livro de terror para adultos.
Não achei o livro uma obra-prima, mas gostei de o ler. Já tenho o segundo volume em casa, pois a dona dos livros gostou e quer ler mais, e por isso, à partida, irei lê-lo também. Quanto ao resto, logo se verá. A série conta já com outro livro traduzido, mas no total são, para já, cinco as histórias passadas nas terras de Elyon.
Um livro para ler numa noite fria, no calor da cama.
As Montanhas Misteriosas de Patrick Carman
Fantásticas Leituras!
Publicado por Fábio J. às 20:00

Novembro 09 2008
Terminei a leitura de Ensaio sobre a Cegueira, obra de José Saramago. Mais uma vez, maravilhei-me com a história, com as personagens, com a acção, com as palavras do autor que já me convenceu.
A obra nasce de uma interrogação simples: e se, sem causa conhecida nem controlo capaz, uma cegueira afectasse toda a população mundial? Uma possível resposta está presente neste livro e, acreditem, não é, de todo, reconfortante.
Um homem cega, enquanto se encontrava parado num semáforo, mergulhando na luminosidade e não escuridão comum. A partir deste primeiro cego a cegueira branca alastra, contagiando todos e transformando a sociedade organizada num inferno pestilento, malcheiroso, moribundo, branco. Do todos se aparte uma, a única que em mundo de cegos vê. Azar o seu, obrigada a olhar e ver a degradante e bestial natureza humana.
Por vezes chocante, muitas vezes inquietante, sempre surpreendente, o enredo desenvolve-se a um ritmo constante e apresenta situações incríveis, ora repugnantes ou atemorizadoras, ora deprimentes ou humanas. A verdade é que o livro fez-me sentir e pensar, e se intensidades existem para o sentir e o pensar este livro fez-me senti e pensar mais do que outras leituras.
As personagens, sem nome, não são apenas parte da história. No fundo, são elas próprias a história, pois é a humanidade, aqui vista de múltiplas e incómodas perspectivas, a razão deste romance. Elas somos nós e esta é a verdade mais assustadora da obra.
Este romance sem tempo, passado num ontem, hoje ou amanhã, é fruto da genialidade do autor, exímio contador de histórias. Mais uma vez, a leitura foi muitíssimo agradável e foi com pena que a terminei. A cegueira está sempre presente. Ironicamente, é por seremos tão cegos que não a conseguimos enxergar.
Resta dizer que a adaptação cinematográfica, realizada por Fernando Meirelles, chega aos cinemas portugueses na próxima quinta-feira, dia 13 de Novembro. A não perder.
Um livro muito recomendado!
Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago
Inquietantes Leituras!
Publicado por Fábio J. às 21:38

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