Junho 28 2007
O início de férias é sempre estranho. Nunca faço nada de nada. Chego ao final do dia e penso: Não fiz nada! Provavelmente a tendência irá mudar e assim passarei a aproveitar as férias duma melhor forma. Tentarei, também, actualizar o blog mais frequentemente.
Pois bem, o livro Os Reinos do Norte, de Philip Pullman, foi hoje eleito o melhor livro infanto-juvenil em língua inglesa dos últimos 70 anos. A obra foi escolhida entre as 70 que até hoje venceram o Carnegie Medal, o mais prestigiado prémio de língua inglesa para a literatura infanto-juvenil.
Para comemorar os 70 anos de existência do galardão, decorreu uma votação online, na qual leitores de todo o mundo puderam votar na melhor das melhores, de entre as 70 obras já premiadas. Com um total de 40% dos votantes a elegerem esta obra, não poderia haver outro vencedor.
Foi o vencedor da edição de 1995, e hoje este primeiro volume da trilogia Mundos Paralelos está já traduzido em 37 línguas e vendeu mais de 12 milhões de cópias em todo o mundo.
No início desta prestigiada trilogia estão desde logo presentes os ingredientes para uma incrível história do universo fantástico. Desde o thriller, ao mito clássico, ao conto de fadas, ao suspense, à luta entre o bem e o mal até ao terror mais genuíno e arrepiante, tudo se articulação formando esta obra.
Nela, seguimos uma menina de onze anos, Lyra, que irá fazer uma viagem perigosíssima às vastidões do longínquo Norte para tentar desvendar os misteriosos acontecimentos que por lá se passam...
Como já aqui foi dito, a obra está sendo adaptada para cinema e chegará ao grande ecrã a 7 de Dezembro deste ano, contando com, por exemplo, Nicole Kidman, Daniel Craig, Sam Elliott e a estreante Dakota Blue Richards.
Já referi que prendendo ler a obra o quanto antes. Este prémio vem me dar ainda mais vontade de conhece-lo.
E com esta notícia desejo-vos um óptimo início de fim-de-semana e umas boas férias para quem já delas puder usufruir, repletas, como é óbvio, de Boas Leituras!!!
Publicado por Fábio J. às 22:39

Toda a trilogia de Philip Pullman é fantástica, mas, minha opinião o que mais se destaca è A Torre dos Anjos. Além disso acho interessante a forma de como o autor se serve de alguns assuntos da ciencia para dar um ar mais real à sua historia ficticia. E depois o final não é do tipo telenovela que se deixa tudo para revelar no fim, há muito suspense e os mistérios são revelados aos poucos. Uma trilogia optima.
leitor a 29 de Junho de 2007 às 12:34

Cada vez fico mais curioso... Aquela minha má impressão, em relação à trilogia, já passou e os teus comentários vêm reforçar ainda mais a qualidade da obra.
Gosto dessa mistura de temas. Para além de dar uma ar mais real à história torna-a também mais interessante e abrangente. Isso deve-se notar no filme...

Vencedora deste galardão e merecedora do adjectivo "óptima" da tua parte: tenho de ler, e depressa!
Fábio J. a 29 de Junho de 2007 às 22:42

ola
concordo contigo. no principio das ferias nao se faz nada!!! fico acordada até tarde e levantome tarde. mas ja fui à praia. entao no ultimo post tiveste doente??
imagina que fui á biblioteca municipal. achei dois livros muito interessantes e aluguei. só quando sai de la me lembrei: mas ainda tenho uma data deles para ler!!!!!!!!!!! isto so me podia acontecer a mim ;)
entao estas a ler as lagrimas do sol e da lua?? eu ja li. achei mais interessante quando era a historia da cately mas esta tambem nao esta mal. quanto ao anders fiquei de boca aberta ao saber quem eram os progenitores da Katt. contame o que estas a achar da s lagrimas do sol e da lua.
ARYA a 29 de Junho de 2007 às 15:39

É mesmo frustrante. E ainda por cima o dia parece voar, passa por nós sem nos darmos conta. Tenho de mudar esta tendência.
Pelos vistos vais ter mesmo muito com que te ocupar, a nível literário, nos próximos tempos!
Realmente, pelo terço da história que já li (apesar de férias não tenho lido mais do que o habitual) gostava mais quando era a mãe de Edwina a narrar. Mas tal como dizes, este não está mal. Talvez seja só a resistencia à mudança, há de passar. Se queres que te diga, achei algumas alterações da história um pouco desnecessárias, pequenas coisas que levam a história a acontecimentos e conceitos que não me agradam, enquanto leitor. Pelo que até agora li, a Edwina não está a fazer jus à fantástica história da mãe.

Eu também fiquei bastante surpreendido com essa revelação acerca de Katt. Já suspeitava, para ser sincero, mas gostei... deu nova alma à história. Em breve continuarei com Anders 3 e aprofundarei a história.

Bye

Sim, também tenho essa opinião. A aventura de catelyn é mais interessante do que a da filha. Gostei desse 3º livro, mas em alguns aspectos deixa muito a desejar. Não é mau, claro. Longe disso. Mas o 1º e o 2º, principalmente o 1º, na minha opinião, é-lhe superior.

Já comecei a Irmandade do anel. Muito bom! Menciona muitos detalhes que no filme não são observados e, portanto, dá-nos uma percepção mais clara sobre a história. Ainda não li muito. Aliás, quase nada. Só o 1º capítulo que relata a vivencia de bilbo baggins e a festa. Gostei da referencia aos pais do Frodo e também das informações sobre a vida do hobbits , pois no filme não se menciona e, por isso, não se tinha uma ideia muito detalhada sobre estes. À medida que for lendo vou expondo aqui a minha opinião, ok?

Falando agora de "Mundos paralelos", já comecei a ler o 2º livro - "A torre dos anjos". Até agora estou a gostar. O início é bom, mas espero que, progressivamente, ainda seja melhor.

Anders ainda não li. Confesso que, antes de visitar este blog, nem sequer conhecia a saga. Pelas opiniões sobre o livro que li aqui, o livro é bom, mas falha nalguns aspectos, certo? Espero lê-lo nestas férias.
pp a 1 de Julho de 2007 às 11:45

Já estou na segunda parte da história e agora começo a gostar. Tentei quebrar todas as expectativas e desprender-me daquilo que veio com Catelyn. Esta é uma nova história e tem de ser encarada como isso. Para mim é como se nem da mesma saga fosse.

Eu gostei bastante do início da Irmandade do Anel. Todas aquelas coisas que aprofundamos, e que os filmes não contaram... e os hobbits até têm piada. Vai contando o que achas, afinal as opiniões sobre a trilogia são muito diversas. Eu ainda nem sei quando lerei o Regresso do Rei, mas espero que não demore.

Quanto a Anders, bem, eu no segundo volume até gostei, e conheço algumas pessoas que gostaram mesmo, mas se fosse hoje não investia o meu dinheiro na saga. É interessante, mas a forma como os autores escrevem... deixa um pouco a desejar, e tem partes muito maçudas, sem nenhum desenvolvimento. Por um lado gostava de saber a tua opinião, mas se leres não fiques à espera de nada muito especial. Eu continuarei porque estou curioso face aos desenvolvimentos, e o enredo até tem interesse. Bem, é uma relação de amor-ódio um pouco estranha.

Boas Leituras!!!
Fábio J. a 1 de Julho de 2007 às 23:35

Olha que bom, não sou a única!! lol
Esse é o meu pensamento diário: além de estudar, não faço nada, de produtivo, durante o dia. Nem sequer tenho saído de casa, por isso...É péssimo. Espero que após etsa fase isto também mude. Mas pelo menos tens um forte motivo para não fazer muita coisa, pelo menos nos dias anteriores.

Quando li aquele post sobre Os Reinos do Norte e depois de visitar a páginca oficial do filme decidi logo lê-lo. Mas então um prémio desses vem confirmar a ideia que eu já tinha: fantástico. Melhor livro dos últimos 70 anos é realmente extraordinário. :)

Boas férias!
cricri a 29 de Junho de 2007 às 20:27

Espero contraria esta tendência e por os meus dias a render... Nesta semana ainda tenho desculpa, mas depois tenho de me por em acção!

Já era para ter lido o livro, mas fui deixando o tempo passar, e ainda não o tenho. Mas quero lê-lo ainda nestas férias, portanto...
Eu nem conhecia a distinção anual, mas esta dos 70 anos é, sem dúvida, um prémio a ter em atenção.

Até Breve!

Estou a ter uma época de exames bem recheada e exaustiva de trabalho, de modo que nunca mais tive tempo para voltar a comentar. Contudo, dentro do possível, tenho lido os diferentes posts que vais colocando e os respectivos comentários de quem, tal como eu, por aqui passa. Mas, tal como tu, também tenho uma tendência a contrariar: tenho de começar a comentar mais vezes:P

Fico contente, ao ler neste post, a atribuição de um reconhecido prémio a uma trilogia que gostei tanto de ler. Considero-o merecido, tendo em conta a complexidade do enredo que constitui a trilogia bem como a sua beleza, mas também pela simplicidade com que foi escrito e pela excelente construção de personagens. Julgo que estes pontos que elogio na obra não ressaltam logo no primeiro volume. É mesmo necessário analisar a trilogia como um todo, pois, só assim, se constata a evolução das personagens e os estranhos mundos tão bem imaginados por Phillip Pullman.

Já agora (eu ainda não me habituei à opção responder a comentário destes blogs do sapo), Cricri, é curioso como me identifico contigo. Estamos ambas em época de exames e a meio da obra A Fórmula de Deus. Presumo que estejas mais adiantada do que eu, pois ando um bocadinho preguiçosa. Estou a achar este livro muito bem escrito e apelativo, apesar, de como teclaste, é bastante próximo dos livros já escritos por Dan Brown. Já não é o primeiro livro de José Rodrigues dos Santos que leio. Há uns tempos atrás, li o Codex e não apreciei. Excelentes personagens, mas um enredo um pouco maçador para mim. Talvez seja apenas por uma questão de gosto ou porque o tema do livro não me pareceu muito interessante: a nacionalidade de Cristovão Colombo:/ Convenceram-me a ler A Fórmula de Deus e ainda bem, pois está a ser mesmo uma excelente experiência ler devagarinho cada página desta obra. Aproveito também para lançar uma questão, não achas que as personagens descritas por José Rodrigues dos Santos parecem mais humanas do que as descritas por Dan Brown? No Codex senti um pouco isto... As personagens que Dan Brown relata são um pouco heróis de um dia para o outro e pouco se conhece da sua vida pessoal. Por sua vez, José Rodrigues dos Santos consegue estabelecer o ambiente familiar das suas personagens e, ao mesmo tempo, inseri-las numa aventura. Mas, talvez, seja só uma impressão minha.

Sem dúvida que irei tentar actualizar frequentemente o blog, e vou esperar pela tua visita, logo que a "agitação académica" der tréguas.

Com o teu comentário fiquei a perceber que realmente esta trilogia é exactamente isso: uma trilogia, e a história só pode ser avaliada como uma só. Não és a primeira a afirmar isso, daí eu ter chegado a esta conclusão. Pelos vistos terei mesmo de ler os três, e cada vez fico mais curioso e fascinado.

Quanto ao resto do comentário apenas posso dizer que concordo contigo quando descreves as personagens de Brown como "pouco humanas". Têm bastante pouco da real, a meu ver, e nunca são aprofundados, facto derivado da "velocidade" das histórias. Parecem-me muito forçadas, até.
Não as posso comparar com as de J. R. S. pois nunca li.

Bem, Boas Leituras e até Breve!
Fico à espera da tua opinião sobre a obra.
Fábio J. a 2 de Julho de 2007 às 19:06

Bem, então estamos na mesma situação. Eu vou pouco depois da metade do livro (depois da chegada ao Tibete), porque só tenho lido à noite e para não começar a dormir às tantas da madrugada, tento moderar um pouco.
Eu estou simplesmente a adorar o livro!´Já aprendi tanta coisa..! Alguma já conhecemos da física e da química de 10º e 11º anos, quem segue ciências e tecnologias, e ainda mais aquelas teorias sobre o mundo, sobre o Homem, Deus.. Wow, é super super interessante! :)
Concordo contigo em relação às personagens! É verdade que em Dan Brown, o próprio íntimo, sentimentos, ideias, dia-a-dia, não são tão explorados como aqui. Talvez também conte o facto de o Código da Vinci, por exemplo, ser passado em 24 horas, mas as outras obras também são a mesma coisa. Principalmente Tomás, está muito bem explorado, parece uma pessoa próxima de nós! :)
Bem, então boa sorte para os exames!

Crítico, estou algo ansiosa por que leias essa trilogia e curiosa por saber a tua opinião. Espero que um dia te atrevas a ler um dos livros de J. R. S., pois a Cricri e eu já manifestamos que ler metade do livro foi muito bom. Pena ainda não termos acabado... a seu tempo...

Cricri, tal como previra, estou mesmo mais atrasada:P Ontem fiquei a meio da conversa que Tomás tem com o pai numa esplanada em Coimbra sobre as frases de Einstein (espero que isto não seja considerado spoiler).
Concordo plenamente contigo. O Tomás está a ser muito bem explorado ao longo de toda a acção. Apesar de não ter apreciado muito o livro anterior Codex, a personagem principal também tinha uma caracterização muito boa. Mais uma vez era professor universitário, mas era também casado e tinha uma filha com Síndrome de Down. A leitura do livro tem o seu ponto alto nas descrições dos problemas familiares e nas dificuldades e conflitos que a personagem principal tem entre a sua aventura e a sua família. Julgo que não apreciei o livro, porque o tema não era mesmo nada interessante para mim:/ Contrariamente à Fórmula de Deus, em que a Física sempre foi das minhas disciplinas favoritas... e estou agora a ler uma Física com outros olhos: sem fórmulas, sem problemas, sem exames... Boa sorte para os teus exames!

Eu adorei essas conversas!! Quando se põem a divagar pelas leis da física, com aquelas teorias todas!! Wow, deixa mesmo a pensar! :) Antes perferia química (se bem que no 11º detestei as duas, acho que devido à professora) mas tal como tu, acredita, agoar estudar para os exames é completamente diferente. Lê-se o livro, depois estuda-se e de repente lá aparece uma lei, uma fórmula: "olha o que eu li ontem!!" :) Super engraçado e muito mais motivante, sem dúvida!!
Eu tenho aqui o Codex, mas resolvi começar por este, que julgo mais cativante. Bem, eu gosto de história e aquilo trata de história, não? Mas entre a nacionalidade de Cristóvão Colombo e uma fórumula de Deus...é óbvio qual se escolhe! ;)
Bom estudo!

Se gostas de história, então vais gostar muito do Codex também. :) Não é que não aprecie História, mas acho alguns temas mais interessantes do que outros e a investigação que decorria ao longo do livro foi maçadora para mim. Contudo, a minha irmã adorou ler o Codex (embora tenha gostado mais de A Fórmula de Deus), daí que pode ser mesmo uma questão de gosto. Já que falamos em romances históricos, aproveito para referir um que adorei, mas focava uma personagem que sempre me impressionou: o conde Drácula. O livro intitula-se O Historiador e foi escrito por Elizabeth Kostova. Consiste numa abordagem diferente da história do famoso Drácula, misturando o real com o fantástico, apresentando factos históricos, personagens sombrias e com um bocadinho do estilo de Dan Brown, onde os heróis são professores universitários. A narrativa passa-se em vários planos e achei-a espectacular. Contudo, a minha apreciação é suspeita... o Conde Drácula fascina-me desde pequenininha... mas não deixa de ser um bom livro.
Bom estudo!
Pink Robot a 3 de Julho de 2007 às 23:26

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