Setembro 12 2007
Mal posso acreditar que as férias acabaram. Todos os anos digo o mesmo, mas esta vez salienta-se pela apatia que envolve este início de ano lectivo. O mesmo local, as mesmas pessoas, as mesmas coisas... parece que as férias foram apenas um fim-de-semana! Talvez seja o stress pós-férias, que parece estar agora na moda, mas daqui a um mês já devo estar consciencializado...
Neste meu blog com já mais de um ano, tenho escrito sobre diversos autores e obras que leio ou simplesmente me despertam interesse. No entanto, como é óbvio, existem vários nomes e títulos que não chegam a passar por aqui. Digo isto pois, há algum tempo, referiram a ausência de Luís Miguel Rocha no blog. Como ele, inúmeros autores não são aqui referenciados (é impossível faze-lo), mas desta vez não quero deixar de escrever sobre ele.
É que, depois do best-seller O Última Papa (um romance sobre a morte do Papa João Paulo I), obra editada em vários países (e com destaque e alguma polémica), Luís Miguel Rocha volta a pisar terreno papal e a apresentar-nos um thriller religioso inquietante que promete “abalar a realidade como a conhecemos”: Bala Santa.
Nesta obra, o autor portuense questiona os acontecimentos que estiveram na base da tentativa de assassínio de João Paulo II, no Vaticano, em 1981. Numa mistura entre realidade e ficção, a história flúi entre “uma jornalista internacional, um ex-militar português, um muçulmano que vê a Virgem Maria, uma padre muito pouco ortodoxo que trabalha directamente sob as ordens do sumo-pontífice, vários agentes dos serviços secretos mais influentes do mundo e muitos outros personagens dos quatro cantos do globo”, todos eles em busca duma verdade que nem sempre é útil.
Este é também um livro que pretende dar respostas, entre as quais o porquê de, “entre as cerca de 20 mil pessoas que nesse dia saudavam o Papa, estar um conjunto de "homens silenciosos", pertencentes a vários serviços secretos, entre os quais o KGB, a Mossad, a CIA, o MI6 e agentes da nova democracia portuguesa”. “O que faziam? É uma das respostas deste livro”, garante Luís Miguel Rocha em entrevista dada.
Bala Santa é, na obra, uma das três que atingiu o Papa e que parece se ter “desviado” de todos os órgão vitais, “como se estivesse a ser guiada por alguém". A obra inclui ainda aspectos da conversa entre João Paulo II e Alia Agca, o turco que disparou sobre ele, e uma carta enviada pela Irmã Lúcia ao Papa, que se crê premonitória.
Muito mais há a dizer sobre esta história, mas cabe a cada um descobri-la por si próprio, mergulhando nos seus segredos e descobrindo-os... se possível.
A mim já me cativou, e parece-me ser outro livro condenado ao sucesso.
Antes de ir, quero agradecer o destaque feito pela equipa do Sapo e dar as boas vindas aos “visitantes de passagem”.

Bala Santa de Luís Miguel Rocha
Porque ler é necessário, Boas Leituras e Até Breve!!!
Publicado por Fábio J. às 22:16

Porto, 2007.09.12

Viva.

Boa crítica literária sobre o "Bala Santa".

Aí envio um texto meu.

A ESCOLA COMERCIAL E INDUSTRIAL DE FARO


A Escola Comercial e Industrial é uma saudade.

ALABI.. ALABA...BUM .. BA.. ESCOLA...ESCOLA .. ESCOLA. Era este o nosso grito de «costeletas». Abaixo os bifes. Costeletas, orgulhosamente, sempre.

7 de Outubro de 1952, oito horas e quarenta e cinco minutos, toca a campainha a convidar-me para entrar no complicado mundo académico. E lá vou eu começar o meu percurso.

Primeiro andar, sala 18, 1º Ano 1ª Turma do Ciclo Preparatório. Eu e mais trinta. O chefe de turma era o Celinho, que um dia deixou a escola e foi aprender o ofício de mecânico de automóveis.

Recordações e mais recordações.

Começar por onde?

Acho que deverei começar com um OBRIGADO aos professores, aqueles que nos ensinaram a perceber o verdadeiro sentido da vida. No fundo, um agradecimento a todos aqueles que contribuíram para a nossa formação de homens.

Depois algumas peripécias:

Como aquela jogada genial do João Cuco, que num jogo treino de andebol, no átrio da Escola, quando o professor de ginástica apitou para o iniciar, o João fez este trabalho maravilhoso: agachou-se, apanhou a bola com a mão esquerda, prendeu-a à mão, levantou o tronco, ensaiou o movimento para trás do braço esquerdo com a bola segura e atirou a bola para Alameda João de Deus.

Mais harmonioso movimento de braço e tronco nunca foi visto em lugar nenhum do Universo..

De tal forma que o jogo treino acabou logo ali. Mais beleza para quê?

Ou referenciar, aquela defesa que eu fiz, no campeonato inter turmas de andebol, estava eu no 2º quarta do Curso Geral de Comércio, era o keeper e defrontámos a equipa do Vicente, da Industria, parece-me, um que diziam namorava a Lita e era jogador da equipa representativa da Escola nos campeonatos da Mocidade Portuguesa.

Às tantas, o Vicente entra na área com a bola controlada e, em salto e todo no ar, mandou a bola de raiva (estávamos zero a zero) para o meu lado direito, próximo do poste, a bater um palmo antes do risco de baliza (os entendidos sabem que é jogada fatal) e eu, keeper anónimo, desconhecido no mundo inteiro, em voo decidido, qual falcão a cortar os ares, evitei que a bola entrasse na baliza.

Simplesmente genial.

Ou começar por referir as cenas de porrada que havia no recreio entre o Nogueira e o Zé Filipe de Olhão, entre o Reinaldo Neto de Estoi e o Zé Pedro Soares da Fuzeta, entre mim e o Rodrigues de Olhão, entre o Alfredo Teixeira e o Guy... ambos de Albufeira, o Ferro e o Salsinha...e outros...

Que combates extraordinários.!...

A Escola no meu tempo também era isto.

Aliás quem tiver dúvidas acerca do que acabo de dizer, é ler o Dr. Daniel Sampaio em “Voltei à Escola”, onde o professor fala de muitas coisas comuns e do Dr. Raimundo, o professor de Geografia a quem a malta chamava o Ratimundo.

Alcunhas aos professores, sim, também tivemos isso, obrigado.

Ao Dr. Rebelo da Silva, de Inglês alcunhamo-lo de ”O Fonética”, pois dizia ele que Inglês só a partir da fonética. Hoje. à distância, direi que era um homem sem qualquer aptência para lidar com jovens rebeldes.

Mais coisas:

Na aula do Dr. Cruz, aula mista de inglês, a lição era Correios e selos de correio, que se colocavam no canto superior direito do envelope... a malta lia ... I put the stamp in the corner…. e o Cruz corrigia…I put the stamp in the cóna,.. não dava mesmo.. risada de morte...

Quando eu dei um track na aula de Física, creio que com a Nariguda, e ... fazendo-me de espantado... olhei para trás e o Zé Lúcio Beatriz Dias foi para a rua

Quando na aula do Zè Uva, um aluno deixou cair a caneta, e o velho disse: você aí, abaixe-se, apanhe a caneta, em frente marche, esquerda volver, alto, abra a janela, estique o braço, abra a mão...

Falar da Escola Comercial e Industrial de Faro, é imperioso falar do professor de ginástica, pelas mãos de quem passaram todos os rapazes alunos da Escola.. Pelo simples facto de todos nós termos de ir às aulas de ginástica e haver um único professor dessa matéria, que era o professor Américo. Foi ele que educou os montanheiros todos...
JBS
SOUSINHA a 12 de Setembro de 2007 às 22:54

Confesso: Não conhecia. Mais! Nunca tinha ouvido falar, se quer! O que é uma pena, pois parece ser muito interessante... Estou falando de três coisas... O Blog (parabéns, não o conheci antes mas está de muito bom gosto), o Livro e o Autor do Livro. Adoro ler, por isso adicionei o blog aos favoritos. E como adoro ler, talvez também adicione o referido autor e livro aos favoritos... Quem sabe? Mas a curiosidade já apanhou o gato, o que é um óptimo começo...
tasha a 13 de Setembro de 2007 às 10:24

Quanto ao livro em questão é normal o "desconhecimento" pois o livro foi lançado no passado dia 10, ainda recentemente portanto.
Mas é essa ideia: provocar a curiosidade e fazer com que o visitante queria conhecer melhor a obra e o autor, incentivando a leitura.
Ainda bem que o blog e as "selecções" que faço agradam. Fico contente por isso.

Até à próxima, então!
Fábio J. a 15 de Setembro de 2007 às 17:37

tb gosto muito de ler mas quase sempre sao livros emprestados o mair recorde que ja bati foi ler 9 livros em 2 meses
marcia a 13 de Setembro de 2007 às 17:02

O que importa mesmo é ler. Desde que sejam leituras de qualidade e que nos agradam, nada mais tem importância.
Quanto ao recorde, acho que é bastante bom, embora não sejam os números que aqui importam.
Fábio J. a 15 de Setembro de 2007 às 17:47

Olá Crítico!

Já ha algum tempo que ando para ler O Último Papa, que me espera desde Setembro, mas este ano não foi muito produtivo relativamente a leitura. Ás críticas parecem ser favoráveis, e o livro indicado também bastante interessante! E temas controversos!

Estou em dúvida se já terás começado hoje as aulas ou apenas na segunda..! De qualquer forma quero desejar-te boa sorte e um ano lectivo fantástico! Este é ano de exames, por isso tem de correr mesmo bem, não é?
Bjinhos e que consigas ultrapassar sem problemas o stress pós-férias que é cada vez mais generalizado! :)
cricri a 13 de Setembro de 2007 às 17:31

Um conselho: leia O Ultimo Papa.
Embora conheça pessoalmente o autor, não digo isto por dizer. O livro tem a capacidade de nos agarrar à história e continuar sempre a querer mais. Li-o em 3 dias e isto contando que trabalho, porque senão tinha ido no próprio dia.

É uma obra que aconselho vivamente.

Olá Crítico!

Depois de uma longa ausência, estou de volta para "cuscar" o que tens escrito por aqui.
Primeiro que tudo, os meus parabéns pelo novo visual e pelos posts que fui perdendo na minha ausência. Vejo que o blog está agora mais movimentado e julgo que a tendência para tal será cada vez maior. Tens construído um excelente espaço:)

Quanto ao livro Bala Santa e O Último Papa, tenho de confessar que este tipo de livros me chama cada vez menos... Não nego o seu carácter atractivo e leitura viciante que proporcionam, apenas me deixa um pouco apreensiva esta moda de tratar estes assuntos polémicos... Contudo, é bom ler aqui que existe quem tenha lido e apreciado, pois abre-me um pouco a curiosidade e, talvez, os inclua na minha lista de próximas leituras que começa a ficar gigantesca com as visitas a este blog;)
Infelizmente, as férias não me proporcionaram nada de produtivo no que diz respeito à leitura. Fui obrigada a deixar o último volume do Harry Potter de lado e será difícil retornar à leitura com o início de um ano atarefado de aulas como vai ser o próximo (transição para Bolonha, projecto... :S ) Muita força para esse início de aulas (também estou com stress pós-férias... presumo que essa expressão caracteriza o meu estado de espírito perfeitamente)!
Pink Robot a 14 de Setembro de 2007 às 21:45

Ora seja bem-vinda!

Realmente, as coisas têm mudado um pouco por aqui, mas nada de especial.

Não vejo problemas em se tratar este tipo de assuntos, até porque, na verdade, a maioria é ficção. Cabe é ao leitor saber distinguir ficção de realidade e não levar nada muito a sério. Talvez ainda é que haja um problema: cada vez se pode confiar menos num livro... pode até parecer mal dizer isto, mas começa a ser um pouco assim.
As minhas férias também não foram muito movimentadas. Não li mais do que no resto do ano.
Bem, muito boa sorte para este novo ano lectivo, com muito sucesso. E as melhoras para esta "depressão" que nos toca a todos.

Até Breve!
Fábio J. a 15 de Setembro de 2007 às 19:35

Quando escrevo: "há algum tempo, referiram a ausência de Luís Miguel Rocha no blog" referia-me precisamente a si, a uma mensagem em que recomendava a leitura deste livro.
Sem dúvida que a leitura de Bala Santa só virá depois de O Último Papa. E apenas ainda não o li porque as opções têm sido bastantes.

Mais uma vez obrigado pela recomendação. Não será esquecida.
Fábio J. a 15 de Setembro de 2007 às 19:21

Também ando a tentar encontrar um espaço para ler O Último Papa. Como quero variar mais e deixar um pouco a fantasia, penso que este escritor (português) é uma boa hipótese.

As minhas aulas começaram mesmo na quarta. E já estou um bocadinho cheio... Nem digas nada: nem na aula de apresentação dos livramos do aviso: "este ano é ano de exame!"
Boa sorte também para ti nesta tua nova fase de estudos. Terás muito sucesso, certamente!

Beijos
Fábio J. a 15 de Setembro de 2007 às 17:53

Si, como te entendo. Esse ano é horrível. Todos os professores nos lembravam em todas as aulas que íamos fazer exame. E este ano repetiu-se, mas vá, já estavamos habituados. Mas é mesmo mau. Já basta nós pensarmos que vamos tê-los ainda temos sempre de ouvir isso. Satura!

Obrigada..! Espero que as coisas corram bem, e quenão compliquem demasiado. Há que trabalhar!

Bjinho
cricri a 20 de Setembro de 2007 às 23:08

EU QUERO ESSE LIVRO
Miguel a 20 de Setembro de 2007 às 21:55

Sem dúvida um dos melhores livros que li até hoje. Se "O Último Papa" me fascinou, este não ficou atrás. Luís Miguel Rocha é um dos melhores escritores que li até hoje.
Quem ainda não leu, não percam tempo e deixem-se enredar por uma história fascinante.
Parabéns pelo blog.
Elisa Barros a 24 de Setembro de 2007 às 22:13

Depois desta opinião tão confiante restam poucas dúvidas quanto à mestria de Luís Miguel Rocha.
De qualquer forma, quero ler primeiramente O Último Papa, e espero faze-lo logo que possível.

Obrigado pela opinião.
Até Breve!
Fábio J. a 26 de Setembro de 2007 às 22:41

está à venda a 1euro no jumbo de Aveiro.
rpfc a 23 de Janeiro de 2011 às 22:57

Um blog sobre livros e afins. A descongelar lentamente...
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