Outubro 12 2007
Finalmente é fim-de-semana! Ufa! Estava a ver que não...
Hoje, logo que chego ao PC, deparo-me com as inevitáveis consequências de um novo Nobel da Literatura: o destaque nas livrarias virtuais, as páginas especiais, enfim, o habitual; e mais uma vez a Editorial Presença consegue publicar uma obra do galardoando em pouco tempo. O ano passado foi com A Vida de Nova, de Pamuk, e este ano é com O Sonho mais Doce, da premiada Doris Lessing, com lançamento marcado para o próximo dia 19. No ano anterior não sei, mas neste foi um grande golpe de sorte que ajudará consideravelmente nas vendas.
Mas este post é sobre outro livro, uma outra história que me acompanhou nos últimos dias: Goor – A Crónica de Feaglar I. Este é o primeiro livro publicado por Pedro Ventura, talvez mais conhecido na “comunidade virtual” por Sá Morais, o nome com que assina os posts dos seus blogs, nomeadamente em a Crónica de Feaglar.
Sendo uma obra de fantasia, seria de se esperar a influência de algum clássico, ou até mesmo de algum êxito internacional, mas a verdade é que Pedro Ventura consegue apresentar-nos uma história que está longe dos normais clichés do género e que prima pela originalidade. Desde logo a linguagem, a sua própria escrita, despertou a minha atenção; talvez por ser português e sentir as palavras duma maneira particular, o autor demonstra um domínio e um estilo que me agradou.
Antes de mais, devo realçar a parte física do livro: a capa não podia ser mais original, mas o que mais influencia a forma como a história é lida é a sua divisão. Não existem capítulos neste livro, quando muito três momentos diferentes, factor que nos faz continuar a leitura, sem querer parar.
Neste livro acompanhamos Feaglar, o rei de Dhorian, um dos Sete Reinos. A história passa-se num tempo conturbado, no qual as disputas políticas se alastram, lançando povos contra povos, em guerras sangrentas. Tudo isto se deve a Caliciada, a rainha dum dos reinos, que, orientada por objectivos pouco claros, vai lançando o caos e a morte.
Numa primeira fase, a história parece pouco consistente, já que os acontecimentos são pouco aprofundados e parecem não ter um grande propósito. Mas há medida que o enredo vai evoluindo e novas personagens nos são dadas a conhecer, dá-se um click e a acção multiplica-se. Cada página torna-se numa nova descoberta, deixando, no entanto, uma série de questões e mistérios por esclarecer.
Personagens ímpares, como a heroína Gar-Dena, dão um sabor especial ao enredo. Mas onde há heróis há vilões, e aqui, mesmo estes são sinal da criatividade sempre presente. É verdade que estas “crónicas” pretendem narrar a demanda em busca dum objecto especial que definirá os vencedores desta batalha, mas é na maneira como a demanda se processa que está o ponto forte da história.
Neste primeiro livro apenas nos são narrados os antecedentes e preparativos para o início da viagem até Goor e, portanto, a história sabe a pouco. Contudo, não tenho dúvidas que o próximo volume surpreenderá pela positiva e que a conclusão não desiludirá. E para isso não será preciso esperar muito já que o próximo volume, Goor - A Crónica de Feaglar II, que é também a conclusão da história, é lançado amanhã, em Viseu. Aproveitem e leiam os dois!
Resta-me agradecer ao autor, Pedro Ventura, pela simpatia em me ter proporcionado esta leitura, desejando-lhe desde já muito boa sorte para esta sua nova obra. Um grande bem-haja!

Goor - A Crónica de Feaglar I

Goor - A Crónica de Feaglar I de Pedro Ventura
Bom fim-de-semana e Boas Leituras!!!
Publicado por Fábio J. às 23:24

Bem, quanto ao fim-de -semana não podia estar mais de acordo. Ainda agora as aulas começaram e ja começo a ficar farta.

Quanto ao post propriamente dito, já conhecia o livro e o autor mas ainda não tive oportunidade de ler. No entanto faz parte da minha lista que começa a ficar mesmo muito grande.

Mesmo assim, quero lê-lo e acho que se tem que apostar mais no fantástico português que também tem muita qualidade.

Para já despeço-me mas fiquei curiosa!!!
rf a 13 de Outubro de 2007 às 20:23

O pior mesmo é a quantidade de tarefas que tenho (ou temos) de realizar. Praticamente não sobra tempo para mais nada!

Acho que o fantástico português merece mesmo a nossa atenção. Existem vários títulos nacionais muito criativos e originais que devem ser lidos a apreciados. Goor foi realmente uma surpresa, pois embora descreva o conflito entre o Bem e o Mal, e exista uma busca por um objecto que decidirá o vencedor (facto que me fazem lembrar de, por exemplo, O Senhor dos Anéis), a narrativa é imensamente criativa, para além do autor que tem uma grande expressividade. É uma história diferente de tudo o resto e muito bem estruturada.

Até Breve e bom trabalho!
Fábio J. a 14 de Outubro de 2007 às 14:23

Olá!
Já tinha comentado aqui antes e não sei se te lembras era aquela que ia entrar no 10º ano e não sabia se podia continuar a ler :)
O 10º - mesmo estando em ciências - não é muito difícil , pelo menos até agora. Tenho imensos trabalhos e coisas para fazer mas não acho muito complicadas. Até porque em físico-química estou autorizada a por toda a materia na calculadora!
Quanto a livros agora estou a ler o 'Mundo de Sofia' de Jostein Gaarder (acho que se escreve assim) que foi sugerido pela professora de Filosofia!
De seguida, tenho na minha lista o 'circulo de medo' de Sandra Carvalho, mas infelizmente as minhas amigas fizeram o favor de me contar o final do livro!!! E pelo que parece não é propriamente bom :(
Não sei se já leste mas já vi que andaste a divulgar o lançamento portanto se tiveres lido podias fazer um comentário ou dizer opinião ou assim.
E fica a saber que eu até sigo o teu blog pelo telemóvel !!! E não tenho nenhum daqueles telemóveis espectaculares com uma excelente ligação à internet e aspecto de pseudo-computador .
Isto é um bom refúgio para me relembrar que eu implico com o stor de portugues e NÃO com a leitura.
Bem, se visses a abécula que tenho a dar-me aulas... É mesmo anti-pedagógico , credo!
Quem é ele para dizer quais são os livros que devemos ler? é o que eu pergunto! Harry Potter 's</a> são livros para ler e deixar no comboio...' - foi o que ele nos disse!!! Eu nem sou grande fã de Harry Potter (já tinha explicado a historia toda da ultima vez que comentei) mas... chateia-me pessoas que tentam impingir opiniões à força nos outros!
Os livros de entretenimento que ele teima em desvalorizar são IMPORTANTES. A vida das pessoas não é só ler clássicos de literatura (não digo que nao sejam bons!) mas também usar os livros como forma de nos abstrairmos dos problemas, relaxar um pouquinho... etc.! Qual é o problema de lermos esses livros sem ser no comboio como ele diz?

Continuação de bom trabalho p'ra ti :)
Bárbara a 15 de Outubro de 2007 às 21:28

Olá.
Também fui para Ciências, no 10º, e não achei nada de outro mundo: é diferente, mas ultrapassável. O pior é que com o tempo as coisas vão piorando... verás!
Já ouvi falar muito desse final de O Círculo do Medo. Estou muito curioso, mas espero saber apenas quando o ler, o que provavelmente não acontecerá brevemente, dado a minha falta de tempo.
Deves ser a minha primeira visitante através do telemóvel. É um marco! Concordo contigo, nós devemos ser livres de lermos o que quisermos: queixam-se que os jovens não lêem, mas quando o fazem, e fazem porque gostam, criticam o que lêem. É de loucos! Sabes que mais? Não ligues.

Bem, obrigado pelas tuas visitas e boa sorte para este novo ano lectivo (e para as aulas de português).
Até Breve!
Fábio J. a 19 de Outubro de 2007 às 22:34

Meu amigo, já algum tempo que aqui não vinha, desculpa-me.
Tens um novo template e está muito original, devo dizê-lo.
Vai aparecendo...

... um Abraço, rastr
Rastr a 15 de Outubro de 2007 às 23:18

Não tens de pedir desculpas, todos nós temos as nossas ocupações. Mas tenho reparado que não tens publicado tão habitualmente os teus fantásticos posts que me deixam sempre bem disposto e disso tenho pena.

Quanto ao novo aspecto do blog, obrigado. Achei que estava a precisar...

Um abraço e até breve!
Fábio J. a 19 de Outubro de 2007 às 22:41

Ainda bem que gostaste - é esse o bjectivo primordial da leitura.

Abraço!
sá morais a 16 de Outubro de 2007 às 16:10

Acredita que gostei.
E o mais engraçado é dar por mim a pensar, sem mais nem menos, em algumas personagens ou acontecimentos. Acredita que isto não me acontece com muita frequência.
Fábio J. a 19 de Outubro de 2007 às 22:55

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