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  <title>Os Livros</title>
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  <description>Os Livros - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Tue, 05 Jul 2011 22:58:46 GMT</pubDate>
  <title>Congelado</title>
  <author>Fábio J.</author>
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  <description>&lt;p&gt;Como é notório, não tenho mantido este espaço actualizado. Não tenho também prestado atenção e moderando o que por aqui se vai passando. Assim, e até que possa decidir o que fazer com o blog, deixa de ser possível comentar e continuar as discussões neste espaço (todos os comentários serão moderados e potencialmente aceites em data incerta). O endereço electrónico manter-se, porém, activo e pode ser usado por aqueles que desejem entrar em contacto comigo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porque ler é uma paixão, e explorar os infindáveis mundos literários um prazer, espero voltar. Até lá, bons livros, boas leituras e boas discussões!&lt;/p&gt;</description>
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  <lj:music>O Fim da Aventura</lj:music>
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  <pubDate>Tue, 10 May 2011 22:49:42 GMT</pubDate>
  <title>Fbooks</title>
  <author>Fábio J.</author>
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  <description>&lt;p&gt;Há ideias que são, simplesmente, um atentado à sanidade mental. Sendo, claramente, tendencioso, &lt;a href=&quot;http://sol.sapo.pt/inicio/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=18846&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;esta&lt;/a&gt; é uma delas.  &lt;/p&gt;</description>
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  <category>noticias</category>
  <lj:music>Millennium II</lj:music>
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  <pubDate>Tue, 29 Mar 2011 18:00:37 GMT</pubDate>
  <title>It&apos;s just a book</title>
  <author>Fábio J.</author>
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  <description>&lt;p&gt;Porque às vezes esquecemos o que é simples...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;object style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; classid=&quot;clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot;&gt;&lt;param name=&quot;allowFullScreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;src&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/x4BK_2VULCU&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowfullscreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;embed style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/v/x4BK_2VULCU&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>vídeos</category>
  <lj:music>Mar Morto</lj:music>
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  <pubDate>Mon, 28 Feb 2011 22:47:24 GMT</pubDate>
  <title>A Sacerdotiza dos Penhascos</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/90413.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;O livro &lt;em&gt;A Sacerdotiza dos Penhascos&lt;/em&gt; é o sexto volume da &lt;a href=&quot;http://oslivros.blogs.sapo.pt/tag/pedras+magicas&quot;&gt;Saga das Pedras Mágicas&lt;/a&gt;, uma série de fantasia criada pela portuguesa Sandra Carvalho. Tendo lido os volumes precedentes, já conhecia o contexto da história: magia, batalhas, profecias, amores impossíveis e um universo alternativo no qual uma sociedade medieval sob influência religiosa convive com vikings, vândalos, feiticeiros, elfos, seres mágicos e monstros. Nem sempre todos estes elementos se conjugaram do modo mais harmonioso e, no entanto, parece-me inegável que, livro após livro, a intriga manteve-se consistente.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A abordagem da autora e o desenvolvimento do enredo têm variado ao longo dos títulos, mas é clara a importância atribuída à componente sentimental das personagens. Diria que, umas vezes, há drama mais. Outras, o tom é perfeito. Gostos à parte, Sandra Carvalho diferenciou-se com as histórias de amor e com a dinâmica emocional das personagens. A mais recente publicação da série é fiel a esse estilo. Ainda assim, a meu ver, mostra-se mais sóbria do que algumas das precedentes, em reflexo da maturidade artística da autora, da solidez adquirida pela saga enquanto universo criativo e, sobretudo, graças às personagens.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Kelda, a protagonista deste volume, é a típica jovem incapaz de corresponder às expectativas dos que a rodeiam, pelo menos tão típica quanto uma filha de grandes feiticeiros pode ser. Nasceu no seio de uma família em que todos têm poderes, mas não manifesta qualquer força sobrenatural. Essa condição molda-a e diferencia-a das protagonistas anteriores. Aliás, o seu percurso acrescentou algo novo e refrescante à série.  Já não é dada tanta atenção à trama familiar, destacando-se antes a séria dedicação à protagonista e ao seu crescimento. O leque de personagens também é mais restito, embora diversificado, e penso que tal se traduziu numa história mais consistente e fácil de acompanhar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A sempre referida narrativa em primeira pessoa funciona muitíssimo bem neste volume, um pouco como os volumes iniciais. Sem levar à perda das informações necessárias à compreensão da história, a voz da protagonista permite-nos conhece-la, aos seus sentimentos, aos seus medos e à sua tenaz determinação.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Acaba por ser um livro sobre isso: determinação e sacrifício; sobre a luta incessante por aquilo em que se acredita, mesmo que não se tenha as ferramentas necessárias, ninguém nos apoie e as probabilidades de vencer sejam ínfimas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Não é o melhor que o fantástico tem para oferecer, mas é singular no modo como conjuga elementos de fantasia épica, por vezes negra, com os sentimentos efervescentes, mas intensos, de uma rapariga que se torna mulher. Não é literatura para meninas. Não é uma patranhada. Não é uma série de coisas, feliz e infelizmente. É uma história escrita com paixão, ecléctica e cativante. Tem o seu quê de excesso é certo, devido ao ocasional arrebatamento dramático das personagens e, diria eu, da autora. Mas seja o que for, agradou-me e lamentei termina-la.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;E uma coisa é certa: os leitores da saga não podem deixar de notar a evolução do estilo e da narrativa presentes neste livro. É uma boa razão para não perder o sétimo e (aparentemente) último volume da série que, segundo os rumores, será lançado antes do próximo Verão.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; src=&quot;http://www.presenca.pt/images//products/Liv01220080_f.jpg&quot; alt=&quot;&quot; height=&quot;244&quot; width=&quot;160&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;A Sacerdotiza dos Penhascos &lt;/em&gt;de Sandra Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Editorial Presença, 2009&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: right;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.3/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.3/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.3/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.3/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Links: &lt;a href=&quot;http://www.presenca.pt/livro/ficcao-e-literatura/romance-fantastico/a-sacerdotisa-dos-penhascos/?fz=Listagem+Por+Pesquisa&amp;amp;search_word=A Saga das Pedras Mágicas&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Sinopse (editora)&lt;/a&gt; | &lt;a href=&quot;http://www.sandracarvalho.cjb.net/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Site da autora&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Até Breve!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;P.S.: Depois de vários meses ausente, a ver se é desta que volto à rede.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>pedras magicas</category>
  <category>leituras</category>
  <category>fantastico</category>
  <lj:music>O Punhal do Soberano</lj:music>
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  <pubDate>Thu, 07 Oct 2010 14:53:42 GMT</pubDate>
  <title>Prémio Nobel da Literatura 2010</title>
  <author>Fábio J.</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;padding-bottom: 0px; padding-left: 5px; padding-right: 5px; float: left; padding-top: 0px;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://thumbs.sapo.pt/?pic=http%3a%2f%2fimgs%2esapo%2ept%2fimages%2fLIVROS%2f1%2e0%2e2%2fartigos%2f164954%2ejpeg&amp;amp;W=100&amp;amp;H=150&amp;amp;hash=427ba8aea687e442bd44d09d9564efe9&quot; alt=&quot;Nobel da literatura de 2010 para Mario Vargas Llosa&quot; width=&quot;108&quot; height=&quot;161&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A Academia Suéca decidiu galardoar &lt;strong&gt;Mario Vargas Llosa &lt;/strong&gt;com o Prémio Nobel da Literatura 2010.  O romancista peruano já havia sido apontado como um dos merecedores deste prémio e, pelos vistos, este ano o júri concordou.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Saibam mais &lt;a href=&quot;http://livros.sapo.pt/noticias/artigo/36627.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Com já dois dos seus romances na estante, em breve lerei mais um vencedor do maior prémio da literatura mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;Foto: EPA/Lucas Dollega&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <lj:music>Caim</lj:music>
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  <pubDate>Thu, 30 Sep 2010 18:09:44 GMT</pubDate>
  <title>O Nome da Rosa</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/90048.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;No século XIV, havia uma abadia beneditina nos Alpes italianos. Erguia-se no topo de um monte, protegida por altas muralhas que se confundiam com as rochas, e acolhia uma grande comunidade de monges e servos. As suas relíquias e história eram admiradas em toda a península itálica, mas era a sua biblioteca, a maior da cristandade, capaz de rivalizar com a da Alexandria, o que a distinguia das demais abadias. O extenso catálogo debruçava-se não só sobre as obras religiosas mas, também, sobre as que atentavam contra a fé cristã, já que a mentira deveria ser igualmente estudada, por quem a compreendesse. Dada essa limitação, poucos podiam passear-se por entre as estantes e, entre os monges, dizia-se até que demónios e fantasmas guardavam os livros, durante a noite. Houve, porém, quem não resistisse à tentação do conhecimento. Pelo menos, é isso que Umberto Eco nos conta em O Nome da Rosa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;O narrador deste extenso e denso romance é Adso de Melk, um monge beneditino que, já velho, recorda a grande aventura da sua juventude. Na época dos acontecimentos narrados, Adso era ainda um noviço, e percorria a Itália na companhia de frei Guilherme de Barskerville, antigo inquisidor britânico. Ambos acorrem àquela abadia beneditina quando frei Guilherme é chamado a esclarecer a estranha morte de um monge miniaturista. Recorrendo a uma filosofia racional, Guilherme tenta achar as provas científicas que determinem a causa daquela morte. No entanto, outros mistérios e tragédias sucedem-se, e cedo o monge e o seu pupilo percebem que há algo terrível naquela abadia, em especial na sua biblioteca.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A narrativa, um misto de histórico e policial, decorre no apogeu das perseguições pela Inquisição, a qual tentava, a todo o custo, reprimir as diversas doutrinas e seitas hostis ao Papa, eliminando qualquer herege. Frei Guilherme, porém, não busca simplesmente um culpado, busca a verdade, é essa filosofia pessoal, que é também o reflexo da dicotomia medieval entre fé e racionalidade, a motriz da obra. O monge terá de recorrer a toda a sua sagacidade para desvendar o mistério, interligando relatos, histórias e uma aparente sequência apocalíptica. Tudo isto torna o romance dinâmico e despertou a minha atenção e curiosidade, sobretudo porque, por vezes, a obra é ainda mais labiríntica para nós, leitores, do que para Guilherme e Adso.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A componente histórica é desenvolvida com profundidade, dando a conhecer os conflitos e debates da época, o que é, sem dúvida, uma componente enriquecedora. No entanto, associada às ricas descrições, funciona, por vezes, como um obstáculo à acção. Na verdade, tanto para o leitor quanto para os protagonistas, a conjuntura social e a multiplicidade de histórias que se cruzam em torno dos mistérios desta obra tornam-na incrivelmente complexa. E mesmo que por vezes pareça haver uma sequência quase previsível de alguns acontecimentos, o facto é que é difícil distinguir qualquer linearidade. Por outras palavras, tudo é denso e complicado, ainda que, no final, tudo seja claro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Em consonância com isso estão as personagens desta obra, que formam um mosaico muito interessante, e nele destaca-se o narrador, um homem que não esconde os seus dilemas e dúvidas. Algumas das atitudes dos monges (mesmo, ou sobretudo, quando são malvadas) chegam a ser engraçadas, e as discussões religiosas, políticas e filosóficas são cativantes, mesmo quando grande parte do que discutem seja quase indecifrável.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Por sua vez, a linguagem do narrador é adequada à época, mas sem exageros. Fui obrigado a recorrer algumas vezes ao dicionário, e a maioria das conversas e referências em latim ficaram por desvendar. Ainda assim, é um livro acessível. A estrutura frásica é outro aspecto que contribui para a ambientação da história, e a meu ver dá um toque muitíssimo atractivo à obra.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Não se trata, portanto, de uma leitura comum e leve. Contudo, à excepção de algumas conversas sobre as seitas e heresias da época, a obra é marcada por um bom ritmo e por uma sequência de episódios inesperados ou emocionantes, com acção e muita perspicácia.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A biblioteca e o conhecimento que reserva são, por último, a figura central deste livro, e o riso é a razão de desconfianças, mortes e destruição, num final ironicamente apocalíptico, no qual a razão supera, ingloriamente, as crenças.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Assim sendo, trata-se de um romance exigente, construído com mestria e bem-sucedido em múltiplos aspectos, nomeadamente na interacção com o leitor. É, sem dúvida, um clássico moderno que gostaria de reler e que recomendo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt; &lt;img src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/n2d053f51/7251688_VKowv.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;O Nome da Rosa &lt;/em&gt;de Umberto Eco&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Maria Celeste Pinto, Difel (edição Biblioteca Sábado, 2009)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Boas Leituras!&lt;/p&gt;</description>
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  <category>umberto eco</category>
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  <pubDate>Mon, 20 Sep 2010 16:52:11 GMT</pubDate>
  <title>O Homem Pintado</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/89430.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Há um mundo cuja noite é dominada por criaturas malignas, demónios que se materializam a partir das profundezas da terra mal a luz do sol desvanece. Nesse mundo, o Homem vive durante o dia e esconde-se durante a noite, protegendo-se da morte graças aos símbolos deixados pelos seus antepassados. As guardas mantêm os diversos demónios afastados, abrigando aqueles que as desenham. Porém, há quem não se resigne a viver eternamente preso nesta redoma nocturna, vítima do medo permanente. Este é o mundo de Peter V. Brett, e &lt;em&gt;O Homem Pintado &lt;/em&gt;é a sua história.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Arlen, Leesha e Rojer são as personagens principais, três jovens sem habilidades ou poderes extraordinários e com vidas comuns, até que algo os força a quebrarem laços e a tornarem-se mais independentes da família, da sociedade e, por fim, do medo. Inicialmente, as suas histórias são narradas separadamente, mas há medida que as crianças se tornam adultos e desenvolvem as suas capacidades, os seus destinos aproximam-se. Um Mensageiro guerreiro, uma Herbanária e um Bardo, três personagens com um percurso tão cativante que tornam, por si só, a leitura obrigatória.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Devo, efectivamente, começar por debruçar-me sobre estas três personagens, pois este constitui, sem dúvida, o grande triunfo da obra. São, acima de tudo, figuras desconcertantes porque vivem num mundo estagnado, marcado por um marasmo social, e não o aceitam. Neste aspecto, Arlen é fascinante, já que se revolta contra a cobardia do pai e de todos os outros que se resignaram a defender-se dos demónios sem nunca dar luta, nem mesmo por aqueles que amam. Arlen acredita na existência de soluções e, por isso, parte numa demanda épica em busca do conhecimento e das armas que lhe permitam iniciar uma batalha. E não digo épica pelos seus feitos, mas pela sua aprendizagem, pela sua coragem e pela sua determinação. Arlen é um herói desde que vira as costas à protecção que sempre conhecera, e a evolução do seu carácter é a dos grandes homens. Leesha e Rojer também surpreendem, como muitas das restantes personagens que compõem esta história aliás, precisamente por crescerem página após página e, ainda assim, manterem uma coerência invejável. São simples, talvez demasiado lineares, mas penso que isso se deve, sobretudo, à própria acção.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Em contraste com outras obras do género, esta parece-me simples. O enredo não é denso, e a acção desenvolve-se sobre linhas claras. Talvez por isso haja uma grande fluidez, sem monotonias, e seja tão fácil acompanhar toda a história. Mas o facto é que, mesmo com algumas surpresas e momentos inesperados, o sumo da história pode ser exprimido desde as primeiras páginas. Parece-me que tal será diferente nos próximos volumes, mas não posso deixar de o referir.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Para além disso, enquanto lia este livro não pude deixar de pensar em quanto aquele mundo e aquela mitologia fazem sentido. Passo a explicar: é comum nas obras deste género encontrarmos mitologias elaboradas, que estão por trás de civilizações milenares que pouco ou nada evoluem com o tempo, o que, muitas das vezes, não faz sentido nenhum. Porém, em &lt;em&gt;O Homem Pintado&lt;/em&gt;, estamos perante um civilização composta por não mais do que algumas aldeias desprotegidas e cidades fortificadas, entre as quais a comunicação, a sua expansão, o seu desenvolvimento e, em última acepção, a sua evolução, são comprometidos por demónios que, todas as noites, são omnipresentes e contra os quais é dificílimo lutar. Ou seja, Peter V. Brett criou uma mitologia simples mas tremendamente eficaz, pois não só serve de base a uma empolgante história épica como se enquadra muito bem no seu mundo. Em suma, um livro óptimo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Muito mais havia para dizer, mas fico-me por aqui. Espero ler, em breve, &lt;em&gt;A Lança do Deserto&lt;/em&gt;, segundo volume desta trilogia, pois estou bastante curioso quanto à evolução desta fantástica história.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Sem dúvida, um livro cativante e envolvente, narrado com clareza e recomendado para todos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://www.gailivro.pt/images/capas/c6777.jpg&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;6777&quot; width=&quot;154&quot; height=&quot;232&quot; align=&quot;absMiddle&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;O Homem Pintado &lt;/em&gt;de Peter V. Brett&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Renato Carreira, Gailivro, 2009&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt; &lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;Boas Leituras!&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 26 Aug 2010 15:20:50 GMT</pubDate>
  <title>O Amante</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/89112.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Uma das minhas últimas incursões literárias destas férias foi em &lt;em&gt;O Amante&lt;/em&gt;, de Marguerite Duras, uma novela aparentemente autobiográfica com uma construção singular. Publicada originalmente em 1984, esta história, se é que assim posso designar tal amálgama de narrativas, tem início em 1929, na Indochina francesa. Na verdade, será melhor referir-me à obra como uma colectânea de memórias em torno duma relação amorosa, na qual o tempo é uma peça maleável, pelo que me é difícil precisar quando começam ou acabam os acontecimentos nela narrados. Esta é, aliás, uma particularidade interessante desta obra sem capítulos, que torna a sua apreciação possível apenas quando se juntam os tempos e os lugares e se observa uma história una.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A narrativa começa com uma velha mulher recordando o dia em que um homem lhe diz quão bonita é, com o seu rosto devastado. É então que as imagens surgem, e em menos de nada estamos junto dela, com os seus 15 anos, a atravessar numa barcaça o rio Mékong e conhecendo um homem chinês, filho de uma magnata local, que se tornaria seu amante. A relação que naquele instante começa é, porém, mero reflexo da alienação familiar e das condições económicas que moldaram aquela adolescente europeia, para a qual o “muito cedo” foi já “tarde demais”. Não é claro se ela o ama ou se em algum momento o chega a amar, mas é com ele, na sua limusina e no seu apartamento, separada do mundo por simples persianas, que escapa às contingências da vida e à sua mãe viúva e depressiva, passando a traçar, sozinha, o seu próprio caminho.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Não posso dizer que gostei, pois tudo me pareceu demasiado confuso para ser compreendido. As frases e parágrafos curtos foram facilmente assimilados, mas, pelo contrário, não consegui alcançar o cerne da narrativa. Era como se, ao acompanhar as recordações e os monólogos internos da narradora, cada página me afastasse mais da protagonista (ou seja, dela mesma), sem me fazer questionar o enredo, mas levantando várias questões.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A obra tem o suficiente para aguçar a minha curiosidade, está repleta de imagens fortes com o seu quê de incómodo, aversão e raiva, mas também sensibilidade e amor, e não é aborrecida. O seu teor emocionar e a expressividade, por vezes, poética, tornam-na uma leitura com bom ritmo, e a jovem adolescente é uma figura fascinante, devido à sua inteligência, rebeldia e sagacidade. Contudo, ficou aquém das minhas expectativas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Talvez devesse reler esta obra, que consagrou a autora como uma referência da literatura francesa do século XX, mas, para já, fica a certeza de se tratar de um livro com dualidades, com tanto de belo como de desorientador.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/n45049c40/7021946_UoKMv.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;O Amante &lt;/em&gt;de Marguerite Duras&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Luísa Costa Gomez e Maria da Piedade Ferreira, Difel (edição Biblioteca Sábado, 2008) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;Até Breve!&lt;/p&gt;</description>
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  <category>leituras</category>
  <category>biografia</category>
  <category>romance</category>
  <lj:music>O Nome da Rosa</lj:music>
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  <pubDate>Sat, 21 Aug 2010 19:12:13 GMT</pubDate>
  <title>A Glória dos Traidores</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/89042.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Seria normal pensar que, depois de cinco volumes, As Crónicas de Gelo e de Fogo perdessem alguma da sua sagacidade. Porém, em &lt;em&gt;A Glória dos Traido&lt;/em&gt;res, George R. R. Martin volta a usar os seus velhos e bons truques para desenvolver o seu enredo poderoso e, mais uma vez, o resultado é arrebatador. Apesar disso, volto a perguntar-me se entre a habilidade e criatividade do autor não existe um dramatismo crónico que, não raramente, o salva da monotonia, de outra forma, quase certa. Mas, seja como for, gostei imenso do que li.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A par com A&lt;em&gt; Tormenta de Espadas&lt;/em&gt;, este volume constitui o terceiro livro desta série na versão original, A Storm of Swords, e nele são narradas cenas entusiasmantes e surpreendentes, no melhor do autor. Tentar aqui resumir esses episódios não faz muito sentido, devido às múltiplas perspectivas dadas pelas personagens e ao enredo complexo, mas vale a pena realçar o velho jogo de poderes que anima esta obra, com as suas lutas entre exércitos, alianças, inimizades, traições e, claro, mortes. No entanto, neste livro houve outro aspecto a captar a meu interesse: os elementos fantásticos, e não apenas os estranhos homens gelados “mortos-vivos”, os &lt;em&gt;Outros&lt;/em&gt;. Também os gigantes, os mamutes e as restantes figuras do norte gelado me fizeram ansiar pelos capítulos aí passados. Quem leu sabe a que me refiro, quem ainda não o fez está a perder algo singular.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Mas prestando maior atenção a este volume, não posso também deixar de destacar o confluir de histórias que nele se observa. Uma das mais claras particularidades desta série relaciona-se com o alternar de pontos de vista e linhas de desenvolvimento da acção, o que lhe confere uma dinâmica única. Porém, neste volume, essas linhas, até então paralelas, cruzam-se mais do que nunca, e mal posso espera para saber o que daí resultará.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Estou também curioso em relação à próxima vítima de GRRM, ou seja, ao próximo herói a ser morto (um termo, aparentemente, não definitivo) quando menos se espera. Eu diria que o desaparecer de personagens tem vindo a tornar-se um arquétipo da série, mas resulta e, embora nem sempre me agrade, espero pelo que se seguirá. Neste volume perde-se (?) uma das vozes conscientes da obra, não necessariamente boa nem má, mas daquelas personagens com valores e princípios (pouco) subornáveis. Foi inesperado, mas é um exemplo de como Martin manipula magistralmente a sua história.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Trata-se, em suma, dum dos meus volumes preferidos, e não apenas pelo drama (que, confesso, tem sempre o seu encanto) mas, sobretudo, pela acção dinâmica e em constante mutação que desafia a imaginação e o bom senso. Um bom prenúncio do que ai vem.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px;&quot; src=&quot;http://www.saidadeemergencia.com/uploads/thumbs/b50f92f377dab68f771ea148fdb75510.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;177&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;A Glória dos Traidores &lt;/em&gt;de George R. R. Martin&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Jorge Candeias, Saída de Emergência, 2008&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;Boas Leituras!&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://oslivros.blogs.sapo.pt/89042.html</comments>
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  <category>leituras</category>
  <category>george r. r. martin</category>
  <category>as crónicas de gelo e de fogo</category>
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  <pubDate>Sat, 14 Aug 2010 22:10:33 GMT</pubDate>
  <title>A Mancha Humana</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/88743.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Philip Roth está entre os grandes escritores norte-americanos dos nossos dias e, depois de ter lido &lt;em&gt;A Mancha Humana&lt;/em&gt;, obra de referência publicada em 2001, penso compreender porquê. A par de um enredo cativante e de histórias ricamente entrelaçadas está um estilo magnífico e inconfundível. O suceder de personagens, narradores e perspectivas e a capacidade singular de descrever cada homem e cada mulher sem subterfúgios, aceitando as suas falhas e vergonhas sem reservas, surpreendeu-me mais do que pensava ser possível. Para além disso, há nesta obra uma ética disciplinadora e a preocupação em discutir a complexidade do Homem indivíduo e do Homem social. Por outras palavras, trata-se duma excelente leitura.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A própria história merece atenção: no Verão de 98, a América mostra-se sôfrega por censurar e punir o presidente Clinton, que traiu a esposa e o país. Esta “indignação hipócrita” serve de mote à estória de Coleman Silk, um velho professor universitário que vê a sua carreira arruinada após proferir uma palavra ambígua no momento errado. Esse instante terá consequências devastadoras na sua vida e na dos que o rodeiam.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Um deles é o escritor Nathan Zuckerman, arrastado para a história pela sede de vingança de Coleman. Acabou por tornar-se seu amigo, e é ele, &lt;em&gt;alter ego&lt;/em&gt; do próprio Roth, quem nos guia pela narrativa e nos vai apresentando os velhos e determinantes segredos do verdadeiro Coleman Silk, um homem capaz de esconder as suas origens para criar a sua própria realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Os segredos são, por si só, um dos temas da obra. Todos os temos, e é fascinante assistir ao iluminar de cada memória escondida das personagens: para além de Silk, existem outros homens e mulheres que nos são revelados, com franqueza e profundidade. Essas memórias permitem-nos construir a verdadeira identidade de cada um deles, a par daquela que nos é inicialmente descrita. Há neste livro esse cuidado: o cuidado de colocar ao mesmo nível as múltiplas identidades que cada um de nós transporta, seja aquela que nos corre nas veias, a que diariamente tentamos construir, a outra que todos os que nos rodeiam observam ou a verdadeira identidade, demasiado complexa para ser inteiramente compreendida. Com isto se adivinha a qualidade das personagens, tão reais quanto a própria vida.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Graças a essa vertente, a narração facilmente é entregue a essas pessoas, que nos relatam as suas próprias histórias e perspectivas, mas sem nunca nos fazer esquecer a acção principal, antes completando-a e elucidando-a. Isso torna a obra cativante, sem monotonias ou aborrecimentos. Não é que seja perfeita, mas tenho pouco de negativo a apontar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;É contemporânea e actual, e debruça-se sobre aquilo que está para além da mancha humana: os segredos e a tensão das revelações, o desejo e a vontade de arriscar, a certeza de que não existem os bons e os maus, apenas a vida humana em diferentes perspectivas. Uma obra completíssima que, sem dúvida, recomendo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/n1a047c2e/6942386_cGNAH.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;140&quot; height=&quot;218&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;A Mancha Humana &lt;/em&gt;de Philip Roth&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Fernanda Pinto Rodrigues, Dom Quixote (edição Biblioteca Sábado, 2008)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Os segredos que Coleman Silk escondeu até à morte foram adaptados ao grande ecrã em 2003, com Anthony Hopkins e Nicole Kidman nos papéis principais. Espero poder vê-lo em breve…&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Boas Leituras!&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://oslivros.blogs.sapo.pt/88743.html</comments>
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  <lj:music>O Homem Pintado</lj:music>
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  <pubDate>Wed, 14 Jul 2010 14:51:35 GMT</pubDate>
  <title>A Mão Esquerda das Trevas</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/88448.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Escrito há mais de 40 anos, &lt;em&gt;A Mão Esquerda das Trevas &lt;/em&gt;continua a ser a obra mais famosa de Ursula Le Guin. Venceu os prémios &lt;em&gt;Nebula&lt;/em&gt; (1969) e &lt;em&gt;Hugo&lt;/em&gt; (1970) e, ainda hoje, é relida e analisada, estando entre os grandes títulos de ficção científica.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Eu já havia lido as cinco narrativas do ciclo de fantasia &lt;em&gt;Terramar&lt;/em&gt;, mas nem elas diminuíram a sensação de primeiro encontro com este novo livro. O tom, as descrições, a profundidade, os temas e, claro, a história, são muito diferentes, embora existam lugares-comuns como parte da essência da autora.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Nesta obra, a narrativa poética da fantasia dá lugar a descrições objectivas e menos ornamentadas. Há, portanto, maior simplicidade no estilo e na história o que, no meu caso, conduziu a uma leitura não tão estimulante quanto espectável. Apesar disso, o tema e a abordagem crítica e atenta da autora, expressa pelas personagens, valem por si e a obra acaba por se revelar cativante e inquietante, ainda que nem sempre totalmente convincente.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Este livro apresenta três tipos de capítulos. Num deles, são-nos narrados os desafios que Genly Ai enfrenta em Gethen, um planeta gelado para onde foi enviado. A sua missão é estabelecer um acordo com as nações daquele estranho mundo, incentivando-as a associarem-se à federação interestelar Ecuménio. A tarefa é clara, mas nem por isso simples, e tudo se complica quando Genly se torna um peão na ancestral luta entre Karhide e Orgoreyn, as duas grandes nações de Inverno, o planeta assim apelidado por razões óbvias. A certa altura, este homem alienígena vê-se envolvido num perigoso jogo de corte e política, um jogo de traições. E é um torno da traição e do traidor que muita da acção se desenvolve, permitindo também ao leitor reflectir sobre o assunto.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Quem o arrasta para essa situação preocupante é Estraven, um governante local, atento e patriota. Os excertos do seu diário constituem alguns dos capítulos e permitem-nos compreender melhor, mas não satisfatoriamente, a sua personalidade e a cultura do seu povo. São, também, o registo da longa jornada de fuga que as duas personagens fazem por um longo glaciar, no qual as tempestades, a brancura e a luz se tornam a mão esquerda das trevas, desafiando as suas resistências. No entanto, as mesmas dificuldades acabam por os aproximar, e foi deveras interessante acompanhar o modo como a relação entre eles evoluiu ao longo da obra, até terminar numa comovente prova de amizade, de amor e de confiança.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Para além da acção em torno da missão e peripécias de Genly, a autora presenteou-nos com pequenas histórias, mitos, lendas ou análises daquele mundo tão diferente, com humanos tão diferentes, todas elas admiráveis. Estas permitem-nos conhecer melhor aquele mundo e o modo como as suas particularidades o tornam especial. Talvez o ponto fucral da obra seja algo ainda por referir: o hermafroditismo dos gethenianos. Naquele mundo, todos os indivíduos vivem num estado assexual durante a maior parte do tempo. Apenas quando atingem o kemmer, o estado de capacidade sexual, adquirem características marcadamente femininas ou masculinas, podendo ser, cada um deles, mãe e pai de diferentes crianças. É o grande tópico criativo da obra e aquele que a leva a ser considerada uma referência na ficção científica feminista. Genly acaba por ser o único homem descrito ao longo da obra. Todas as outras principais personagens são andróginas, o que as torna particularmente fascinantes. O modo como os traços femininos se insinuam por entre os masculinos, o modo como a sociedade se organizou com base numa característica que torna todos os Homens iguais, onde todos partilham a mesma perspectiva e as oportunidades, tudo isso faz desta obra um ensaio incrível. Quando lemos “o rei está grávido”, sabemos que nos deparamos com algo promissor.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Gostei da história, gostei do que li. Alguns dos pormenores mais “científicos” pareceram-me um pouco artificiais, mas tudo se enquadra harmoniosamente, graças à mestria de Le Guin. Comparada com outras das suas obras, esta pareceu-me mais insípida, como já referi, mas adorei as ideias – e as fantásticas personagens - e fiquei como uma nova percepção deste género literário. Espero, inclusivamente, ler outros livros sobre o Ecuménio, em breve.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Mais uma prova da grande criatividade da autora.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img id=&quot;image_detail&quot; title=&quot;A Mão Esquerda das Trevas&quot; src=&quot;http://www.presenca.pt/images//products/Liv01240004_g.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;A Mão Esquerda das Trevas &lt;/em&gt;de Ursula K. Le Guin&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt; Fátima Andrade, Editorial Presença, 2003&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;Até Breve!&lt;/p&gt;</description>
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  <category>ficção científica</category>
  <category>leituras</category>
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  <pubDate>Tue, 22 Jun 2010 21:19:54 GMT</pubDate>
  <title>Uma cultura diferente</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/88104.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Definir cultura pode não ser uma tarefa fácil, e certamente todos o fazemos com palavras diferentes, de acordo com as perspectivas e habilidades de cada um. Mas há certas ópticas, no mínimo, discutíveis.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Ontem, os deputados Vicente Jorge Silva (PS) e Paulo Mota Pinto (PSD) participaram no &lt;em&gt;Frente-a-Frente&lt;/em&gt;, do Jornal das 9, na SIC Notícias. Parte da discussão decorreu em torno da morte de José Saramago e da ausência do Presidente da República nas cerimónias fúnebres.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A certa altura, discutia-se a valorização da cultura pelo PR, e Mário Crespo interpelou o deputado social-democrata sobre o seu hipotético modo de agir, perante um “momento irrepetível [na cultura portuguesa] – é pouco provável que tenhamos um prémio Nobel da Literatura novamente”. A resposta deixou-me boquiaberto: “Há compromissos (…) Para já, [esse tipo de afirmações] partem de um conceito muito limitado de cultura: até parece que a economia e as finanças não são cultura também!”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Embora, no sentido mais abrangente possível, toda a acção humana possa ser vista como expressão “da cultura humana”, querer juntar a economia e as finanças, doentias como são em Portugal, às expressões culturais que lutam para se manterem à tona neste país à beira mar plantado é, no mínimo, acto censurável e idiota.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Já nos chegam os cabeçalhos de jornais e a constatação diária. Fazer uma afirmação daquelas, no momento em que perdemos uma das maiores figuras da cultura nacional, é lamentável e reflecte bem o longo caminho que a sociedade e a política portuguesa ainda têm de percorrer.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>portugal</category>
  <category>livros</category>
  <lj:music>A Mão Esquerda das Trevas</lj:music>
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  <pubDate>Fri, 18 Jun 2010 14:56:01 GMT</pubDate>
  <title>Morreu Saramago</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/87925.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Estava a conduzir quando recebi a mensagem. Li-a vinte minutos depois, em casa: “Morreu Saramago”. Simplesmente. Não demorei e liguei a televisão. A notícia era divulgada e discutida nos canais portugueses e europeus.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;No &lt;a href=&quot;http://www.josesaramago.org/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;site&lt;/a&gt; da fundação José Saramago lê-se, sobre fundo negro: “Hoje, sexta-feira, 18 de Junho, José Saramago faleceu às 12.30 horas na sua residência de Lanzarote, aos 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila.”&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Apenas posso confessar a minha verdadeira tristeza e o sentimento de perda. Perdemos o maior escritor português da actualidade, um homem de convicções e de ideias, uma consciência pública sem par.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;O seu lugar, vincado pela sua singularidade e o seu talento, ficará livre para sempre, como o de todas as grandes figuras da nossa História.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Resta-nos a certeza de que o escritor sobreviverá ao correr do tempo, e que José Saramago será para sempre uma voz única e admirável na literatura em Português e da escrita contemporânea.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Hoje, a literatura portuguesa está de luto.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 04 Jun 2010 22:14:49 GMT</pubDate>
  <title>Memória de Elefante</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/87708.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Comecei a ler &lt;em&gt;Memória de Elefante &lt;/em&gt;há quase um mês, mas parei no quarto ou quinto capítulo, não sei bem porquê. O livro ficou na cabeceira, sossegado, até que ontem o (re)li do início ao fim. Trata-se da obra de estreia de António Lobo Antunes, certamente um dos autores de referência na literatura portuguesa contemporânea.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A obra é incomum, não é fácil e exige atenção e dedicação a cada frase. Por um lado, há a narrativa de um homem sufocado pela própria existência. Por outro, há o estilo denso e invulgar do autor. E no meio há o carácter autobiográfico da obra, perturbador.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Tudo se passa em torno do psiquiatra, um homem de meia-idade, pai, divorciado e solitário, mergulhado numa crise existencial simplesmente por ser quem é. Ao longo do dia que ele, ou o outro ele, nos narra, seguimos um percurso labiríntico e quase cíclico, no qual os encontros fortuitos se tornam causa de pensamentos tortuosos e os pensamentos se tornam justificação para lembranças desejadas. Este homem busca as causas para o que é, para onde está, sem nunca concretizar expectativas credíveis, e para isso recorre a uma involuntária conjugação de tempos e realidades, numa espécie de evasão ao passado idealístico e vaticinador do presente.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;É egoísta, não se cansa de o afirmar. Mesmo querendo lutar para mudar, sabe-se cobarde, incapaz de agir e de buscar aqueles que o amam para lhes dizer que também os ama. &lt;em&gt;Quando é que eu me fodi? &lt;/em&gt;A pergunta leva-o à infância familiar, à juventude clandestina, à África bélica, ao passado de felicidade inconsciente, procurando o que mudara e perdera.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Esta estória de um só dia, que é a história de uma vida, é uma descrição artística dum mundo pessoal, paradoxo meramente linguístico e profundamente real. O autor apresenta uma diversidade linguística notável e uma narrativa irrealisticamente metafórica, que tanto me impressionou como cansou, tanto me agradou como exasperou.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Mais uma vez, não é um livro fácil e não me parece que Lobo Antunes seja um autor fácil. Mas é sincero, sem limitações ou habilidades fingidas, o que o torna um desafio bem-vindo. Verdade seja dita: não é um dos meus livros favoritos. Ainda assim, é difícil não reconhecer o valor de uma obra como esta.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Nas últimas páginas, o psiquiatra tem a certeza ou a vontade ou a ilusão de seguir em frente e atingir a existência enquanto homem. Resta saber se a sua memória cáustica, que o salva só para o manter em sofrimento, o permitirá começar uma vida menos amarga.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://www.bertrand.pt/fotos/produtos/9789722027083_1229687872_3.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;Memória de Elefante &lt;/em&gt;de António Lobo Antunes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Dom Quixote, 1979 (ed. 2004)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>leituras</category>
  <category>romance</category>
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  <pubDate>Fri, 04 Jun 2010 15:24:56 GMT</pubDate>
  <title>Quatro anos depois...</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/87361.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Estava a escrever o meu parecer sobre &lt;em&gt;Memória de Elefante &lt;/em&gt;quando me apercebi do dia: 4 de Junho. Há quatro anos, comecei este blog, sem expectativas nem ambições, apenas com a vontade de discutir as minhas leituras com quem gostasse (ou não) dos mesmos livros que eu. Bem, posso dizer que encontrei com quem discutir.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Com a pompa que as circunstâncias permitem, agradeço aos que por aqui têm passado e com quem debati ideias e troquei opiniões. Visitantes, comentadores, escritores, editores, o espaço cresceu com todos e não deixo de me surpreender com cada comentário ou mensagem que recebo, sobretudo neste último ano, no qual a actividade tem sido limitada.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Gostava de fazer muito mais, quero fazer mais. Mas com outras prioridades, não é fácil. Temo que este se tenha tornado um espaço decadente, sobretudo quando comparado com os inúmeros, incontáveis outros espaços sobre livros, de amadores ou profissionais, que podemos encontrar na internet portuguesa. Há quatro anos isto não era assim…&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Seja como for, este é o meu cantinho, e enquanto eu puder, durará.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Obrigado :)&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 16 May 2010 15:53:04 GMT</pubDate>
  <title>Os Três Reinos</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/87137.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Alheios às inúmeras discussões sobre o Fantástico nacional, vários autores portugueses continuam a escrever e a publicar obras daquele género. Sandra Carvalho é um deles. Há mais de cinco anos, deu início à Saga das Pedras Mágicas e conquistou os seus leitores com as aventuras e o amor de Catelyn e Throst. Com a sucessão dos volumes, sucederam-se as gerações e surgiram novos protagonistas, novo enredo e novas lutas, mudanças que nem sempre me agradaram.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;No quinto volume, &lt;em&gt;Os Três Reinos&lt;/em&gt;, Edwina mantém-se heroína e narradora da história. Mais uma vez, é difícil resumir o seu percurso, dada a ausência de uma linha consistente que oriente a acção. As pedras mágicas têm cada vez menos importância, as profecias tornaram-se banais e até as relações familiares perderam a complexidade que outrora envolvia o leitor. Mesmo assim, este é um volume de resoluções e muito sucede. Finalmente, profecias são cumpridas e inimigos derrotados, casais unem-se e celebram o seu amor, velhas histórias terminam e respostas são dadas. Por tudo isso, aplaudo a autora.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Há ainda um outro aspecto que devo destacar: a magia. Se nos volumes anteriores a magia, suposto ponto central da história, era muitíssimo limitada e estava quase restringida aos malfeitores, neste volume já é possível assistir ao uso completo dos encantamentos e feitiços por parte dos heróis. Este pormenor torna as batalhas mais cativantes e menos previsíveis, para além de gerar imagens fascinantes.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;De certo modo, este é um volume mais simples do que os anteriores, sem elementos que perturbem a narrativa principal, mas continua bastante prolífero. A criatividade da autora conjuga-se com elementos históricos, mas de um modo que torna a história pouco credível. Ainda assim, as personagens apaixonantes e o estilo envolvente com os quais a autora já habituou os seus leitores, fazem deste um livro aprazível e cativante que lamentei terminar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Há uma nova geração de personagens que se prepara para assumir o protagonismo, uma série de profecias que terão de ser cumpridas ou evitadas e muitas batalhas que decidirão o rumo dos povos da Terra. No entanto, confesso não ter conseguido definir expectativas concretas, devido à grande fluidez do enredo. Apenas antevejo momentos decisivos e sombrios narrados com a paixão característica de Sandra Carvalho.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;O sexto volume, &lt;em&gt;A Sacerdotisa dos Penhascos&lt;/em&gt;, já espera na estante. O sétimo e último será publicado, pelo que consta, em meados de 2011. A curiosidade é muita.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;img id=&quot;image_detail&quot; title=&quot;Os Três Reinos&quot; src=&quot;http://www.presenca.pt/images//products/Liv01220068_g.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;Os Três Reinos &lt;/em&gt;de Sandra Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Editorial Presença, 2008&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;Boas Leituras!&lt;/p&gt;</description>
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  <category>pedras magicas</category>
  <category>leituras</category>
  <category>fantastico</category>
  <lj:music>Memória de Elefante</lj:music>
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  <pubDate>Fri, 14 May 2010 19:57:24 GMT</pubDate>
  <title>Como Água para Chocolate</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/86871.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Depois de um livro de fantasia com quase mil páginas, procurei na minha estante um livro mais realista e mais pequeno. Peguei no &lt;em&gt;Como Água para Chocolate&lt;/em&gt;, de Laura Esquivel e, embora o livro seja menos volumoso e a história se passe no México do século XX, está polvilhado de elementos fantásticos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;O característico realismo mágico sul-americano associa-se, nesta obra, à culinária, fazendo deste um livro deveras peculiar. Em cada capítulo há uma nova receita, cada uma um novo mote da história, não fosse a confecção e a degustação dos alimentos marcadas por acontecimentos sobrenaturais que muitas vezes condicionam ou balizam as acções das personagens.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A principal é Tita, a mais nova de três irmãs. A tradição consagrou-a ao serviço da família, em especial da mãe, de quem deve cuidar na velhice. Como tal, não deve apaixonar-se e está proibida de se casar. Por isso, quando o seu amado Pedro lhe pede a mão em casamento, tudo se complica. As famílias chegam a um acordo, e Pedro acaba por casar com a irmã mais velha de Tita. Perante tão desesperante situação, a protagonista procura na cozinha um espaço de evasão, executando receitas ou tecendo feitiços, não fossem ambas as coisas tão semelhantes ou até, como nos mostra Tita, duas artes inseparáveis.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A narrativa é apresentada com modo simples e conciso, com tom animado e numa linguagem quase familiar. Tal permite uma eficaz proximidade com as personagens e os acontecimentos. As descrições não são extensas nem particularmente pormenorizadas, mas foi-me muito fácil visualizar o ambiente, em especial a cozinha, onde tanto se passa. Mesmo tendo em conta o género, os fenómenos paranormais conjugam-se muito bem com a acção e geram-se imagens de grande interesse.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;No entanto, a descrição das receitas com detalhe enciclopédico quebra o ritmo da narrativa. Embora a culinária seja parte essencial da história, a não ser que se queira passar das palavras à gustação, estas passagens pareceram-me um tanto ou quanto sobre-exploradas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Para além disso, a personagem principal e o enredo revelaram-se, em determinadas situações, previsíveis e há, em toda obra, algumas situações injustificadas, sobretudo no que toca às personagens secundárias e às poucas histórias paralelas existentes. É verdade que a novela é simples a apresenta elementos do fantástico, mas gostava de ter visto alguns aspectos mais desenvolvidos, sobretudo por curiosidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Ao longo da obra assistimos ao crescimento da jovem Tita e à sua luta contra tradições que merecem ser deixadas para trás. O final faz jus à narrativa e ao título, terminando de um modo tão romântico quanto apocalíptico. No fim de contas, a vida e o amor são mesmo assim, uma eterna luta em busca de um final merecido.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Um sucesso internacional de vendas que vale a pena conhecer! Eu já tenho Laura Esquivel e outros autores sul-americanos debaixo de olho…&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/b74044c55/6075206_oH8R5.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;Como Água para Chocolate &lt;/em&gt;de Laura Esquivel&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Cristina Rodríguez, Edições ASA (edição Biblioteca Sábado, 2008)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Boas Leituras!&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://oslivros.blogs.sapo.pt/86871.html</comments>
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  <category>romance</category>
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  <pubDate>Thu, 13 May 2010 22:17:23 GMT</pubDate>
  <title>O Nome do Vento</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/86740.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Antes de mais, não, não desapareci e este espaço ainda não morreu. Agradeço aos que aqui têm comentado e fica garantido: em breve terão resposta.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Quanto aos livros, começo com &lt;em&gt;O Nome do Vento&lt;/em&gt;, a obra de estreia do norte-americano Patrick Rothfuss. A avaliar pelas opiniões que li, a versão portuguesa garantiu o sucesso alcançado pela versão original, ao tornar-se num dos livros do género mais comentados e recomendados dos últimos tempos. Feitas as contas, junto-me ao coro dos elogios.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A história dispensa apresentações: o protagonista, Kvothe, começa como uma criança curiosa e perspicaz num mundo de hábitos medievais, magia, monstros e malfeitores, antigas lendas e uma universidade especial. Apesar do universo cativante, é ele o elemento central desta história narrada, essencialmente, em primeira pessoa. Mais do que em outras obras, em &lt;em&gt;O Nome do Vento &lt;/em&gt;tudo gira em torno do protagonista, das suas decisões e dos seus actos. Este é, na verdade, o relato da vida de um jovem inteligente, presunçoso, corajoso e determinado, em suma, de um herói.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Ainda assim, logo nas primeiras páginas do livro desapontei-me, pois algumas das expressões e metáforas utilizadas pelo autor pareceram-me mal conseguidas e pouco significantes. No entanto, embora as opções de estilo e sintaxe do autor nem sempre me tenham parecido as melhores, qualquer um desses pormenores foi suprimido pela qualidade e criatividade do enredo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;A criança que viaja pelo prolífero mundo de Patrick Rothfuss cresce e supera os obstáculos, tornando-se no jovem que luta diariamente para sobreviver e se afirmar numa sociedade marcada por desigualdades sociais. Mas, contrariamente a outros heróis do género, Kvothe é uma personagem incrivelmente solitária, mesmo não estando só, e é isso que o destaca e me impressionou. Para além disso, o autor não poupa o leitor e, sem chocar, consegue apresentar um universo negro e maléfico, ao mesmo tempo que suscita grande empatia com o protagonista. Existem outras personagens deveras cativantes mas pouco exploradas, uma lacuna que é preenchida pela complexidade do protagonista, no qual se centra toda a acção.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;O modo detalhado e envolvente como a história é contada, associado às múltiplas peripécias nas quais Kvothe se vê envolvido, faz deste um livro original, criativo e, o mais importante, muito cativante. Contudo, não posso deixar de salientar uma certa morosidade na evolução dos acontecimentos. Embora a leitura não seja monótona ou aborrecida, há excertos que pouco ou nada acrescentam à história, e poderiam mesmo ser resumidos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;No fundo, este é um excelente início da trilogia e da carreira do autor. O facto de a história ser narrada em analepse (e na primeira pessoa, claro) confere um tom realista à obra, e permite, também, antever alguns acontecimentos dos próximos volumes. Mas as questões são muitas e a curiosidade imensa, pelo que não me resta outra solução a não ser esperar pelo próximo livro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;Não é história perfeita, mas é muito mais do que uma simples história sobre um jovem que quer aprender magia e lutar contra o mal. É o relato de um estranho estalajadeiro que se tornou lenda, um relato vivo e entusiasmante que se impõe como referência criativa.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://www.fnac.pt/Images/catalogo/livros/g/9789895576715.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;O Nome do Vento &lt;/em&gt;de Patrick Rothfuss&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Renato Carreira, Gailivro, 2009&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Até Breve!&lt;/p&gt;</description>
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  <category>leituras</category>
  <category>fantastico</category>
  <lj:music>Memória de Elefante</lj:music>
  <lj:mood>cúmplice</lj:mood>
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  <pubDate>Fri, 09 Apr 2010 22:01:38 GMT</pubDate>
  <title>O Feitiço das Trevas</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/86345.html</link>
  <description>&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;p&gt;A maioria dos livros publicados não chega a conquistar as massas e perde-se com o tempo. É natural que assim seja. Mas, por vezes, há autores que não se contentam e procuram mais. Ana Paula Cabral é um deles e, por isso, podemos já encontrar nas bancas uma nova e renovada edição do seu primeiro livro de fantasia.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Publicado, em 2007, com o título &lt;em&gt;&lt;a href=&quot;http://oslivros.blogs.sapo.pt/39888.html&quot; target=&quot;_self&quot;&gt;Igorj de Harmeling - O Escolhido&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, o livro foi recentemente reeditado pela Guerra e Paz. Agora intitulado &lt;em&gt;O Feitiço das Trevas&lt;/em&gt;, este promete ser um reinício auspicioso da original trilogia &lt;em&gt;O Tratado dos Magos&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Embora já possa ser encontrado nas livrarias nacionais, o relançamento do livro acontece na próxima segunda-feira, &lt;strong&gt;dia 12, às 18h30, no &lt;em&gt;El Corte Inglés &lt;/em&gt;de Lisboa&lt;/strong&gt;. A apresentação será partilhada pelo realizador Carlos Coelho Da Silva e pelo poeta Joaquim Pessoa.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;p&gt;A história: &lt;em&gt;A luta contra o feitiço das trevas está prestes a começar! Igorj, princípe de Harmeling, é educado, em grande segredo, protegido pelos quatro elementos, num local inacessível aos poderes do feiticeiro Mílan. Quando está prestes a completar 18 anos, sob a influência duma magia negra que o cega gradualmente, descobre que reside em si toda a esperança do reino.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: left;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Um evento e um livro a ter em conta.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/n4tldnHGBW7mWHAsQVTo&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/b44043df0/6145869_yYvJh.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;em&gt;O Feitiço das Trevas &lt;/em&gt;de A. P. Cabral&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Guerra e Paz, 2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Até Breve!&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>noticias</category>
  <category>fantastico</category>
  <lj:music>Os Três Reinos</lj:music>
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  <pubDate>Sun, 21 Mar 2010 19:34:48 GMT</pubDate>
  <title>Dia Mundial da Poesia</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/86201.html</link>
  <description>&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;&lt;i&gt;Toda a poesia é luminosa, até a mais obscura. O leitor é que tem às vezes, em lugar de sol, nevoeiro dentro de si. &lt;/i&gt;- Eugénio de Andrade&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Hoje, 21 de Março, começa a Primavera, a estação do reflorescimento, de um novo início, do amor, dos poetas&amp;hellip; Talvez por isso se assinale o Dia Mundial da Poesia, segundo a UNESCO.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Não vou fingir ser um assíduo leitor de poemas. Tenho os meus dias. Mas gosto, e pergunto-me se a poesia não é, justamente, um lugar seguro nos momentos perigosos; ou uma oportunidade para sentir pelas palavras dos poetas o que de outra forma se retém nas sombras do quotidiano.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Costuma-se dizer que somos um país de poetas, que na nossa língua existem poemas sem igual e, no entanto, os &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1524413&amp;amp;seccao=Livros&quot;&gt;factos&lt;/a&gt; deixam transparecer uma realidade menos poética, se me é permitido o paradoxo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Quantos volumes de poesia lemos no passado ano? Quantos poemas? A resposta não interessa, porque amanha tudo continuará igual. Ainda assim, vale a pena dedicar um pouco do nosso tempo à poesia, &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://livros.sapo.pt/noticias/artigo/20643.html&quot;&gt;ouvindo-a&lt;/a&gt;, por exemplo, ou optando por ler um clássico, ou uma das novas vozes poéticas nacionais. O que não faltam são possibilidades.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;A antologia &lt;i&gt;Poemas Portugueses&lt;/i&gt;, recentemente publicado pela Porto Editora, reflecte a pluralidade das criações poéticas no nosso país. Contudo, de nada servem os títulos se não fizermos deles mais do que palavras. Por essa razão, fica aqui registada a vontade de, no próximo ano, escrever sobre os mais poemas que li, ao invés dos que poderia ter lido. A poesia merece-o.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;&lt;i&gt;Na lírica, cada verso é um fôlego dado na travessia dum oceano, oceano esse que contamina todo o ser e o transforma, levando-o para um lugar onde nem corpo nem mente são concretos e para onde as ondas das palavras chocam com a praia mais surreal, mais incrível ou mais terrível.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;&lt;i&gt;Dor e prazer, amor e ódio, luz e trevas. Cada estrofe é a montanha que segura o céu e nos tapa o horizonte, só para depois o vir mostrar, com espantosa perfeição. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Até Breve!&lt;/div&gt;</description>
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  <lj:music>O Nome do Vento</lj:music>
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  <pubDate>Tue, 23 Feb 2010 22:33:28 GMT</pubDate>
  <title>Correntes D&apos;Escritas 2010</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/85975.html</link>
  <description>&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;A partir de amanha e até ao próximo Sábado decorre, na Póvoa do Varzim, 11ª edição das Correntes D&amp;rsquo;Escritas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Este encontro de literatura de expressão ibérica contará com 66 escritores vindos de países diversos - Brasil, Moçambique, Cabo Verde, México, Colômbia, França, Espanha, Angola, Uruguai, Argentina e, claro, Portugal.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Esta edição, que evoca Agustina Bessa-Luís e faz uma homenagem póstuma a Rosa Lobato de Faria, conta com os habituais debates, recitais de poesia, vários lançamentos de livros, uma feira do livro e encontros de escritores participantes nas escolas da Póvoa de Varzim. Uma verdadeira celebração do livro e da literatura que muito orgulha a região e o país.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Os leitores são convidados a participar neste evento que, de ano para ano, adquire maior destaque. A conferência de abertura é amanha, no Auditório Municipal, e conta com a participação da Ministra da Educação, também ela escritora, Isabel Alçada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;image-inline&quot; height=&quot;114&quot; alt=&quot;banner cabecalho correntes 2010&quot; width=&quot;400&quot; src=&quot;http://www.cm-pvarzim.pt/go/correntesdescritas/resolveuid/e522249f849b2b43774c04770af65fcb&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;A não perder.&lt;/div&gt;</description>
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  <lj:music>O Nome do Vento</lj:music>
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  <pubDate>Sat, 20 Feb 2010 23:07:36 GMT</pubDate>
  <title>O Evangelho Segundo Jesus Cristo</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/85588.html</link>
  <description>&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;&lt;i&gt;O Evangelho Segundo Jesus Cristo &lt;/i&gt;foi publicado em 1991. Trata-se de uma das mais polémicas obras de José Saramago, considerada blasfema e abusiva por alguns, os suficientes para levarem o autor ao auto-exílio. Quase vinte anos após a primeira edição, este evangelho é encarado com maior tolerância, mas o que narra continua a provocar surpresa e a gerar opiniões diversas.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Já muito se disse sobre este livro. Não sou, portanto, original, quando afirmo que narra a história e vivência de um Jesus humanizado, com defeitos e virtudes, com dúvidas e convicções, com teimosia e medo, não fosse ele um homem, filho de Deus, mas homem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;A obra começa com uma imagem da crucificação de Cristo, ou melhor, a interpretação que o autor faz dela. Assim, fica desde logo marcado o tom subversivo deste evangelho, ousado e diferente, que não começa com o nascimento, mas com a morte. Ao longo dos capítulos seguintes, Saramago apresenta-nos José e Maria, um jovem casal como quantos outros na Galileia, casados há não muito tempo e que virão a ter um primogénito chamado Jesus. A sua vida tem pouco de especial, mas sendo judeus de há dois mil anos, representam uma cultura, por si só, interessante. Contudo, é evidente que a humanização destas personagens histórias e religiosas, agora reduzidas a simples personagens literárias, constitui o ponto mais relevante da obra.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;À medida que a história avança, a narrativa obriga à reflexão, impondo razão e pensamento crítico onde antes havia apenas dogmas. Falo de religião claro está, de cristianismo. No entanto, não me parece que este livro seja ofensivo. Trata-se de uma outra versão sobre a vida dum profeta, com muita ironia e bom humor, mas que não passa duma obra literária e, bem vistas as coisas, até apresenta um tom muito harmonioso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Mas polémicas à parte, esta é mais uma fascinante obra do Nobel português. Tal como já aqui referi várias vezes, gosto de Saramago na narrativa histórica e, por isso, esta obra agradou-me muitíssimo. O autor é um excelente contador de histórias, também me canso de o dizer, e criou neste livro algumas das imagens mais extraordinárias com que já me deparei numa leitura. Não consigo deixar de destacar o encontro entre Jesus, Deus e Diabo, no centro de um mar, num pequeno barco cercado por nevoeiro. Mas há outras, várias.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Aquele Deus e aquele Diabo do barco merecem, também eles, destaque. Ambos humanizados, ambos muito próximos de Jesus, são duas personagens muito cativantes, sobretudo o Diabo, vai-se lá perceber porquê. Maria, mãe de Jesus, é outra figura de grande poder nesta obra: esposa, mãe, trabalhadora, simples mulher que muito me impressionou pela sua fé, lealdade e coragem. Mas não se esqueça Maria de Magdala e outras personagens incríveis, tenham ou não elas paralelo nos evangelhos bíblicos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Existem, porém, alguns aspectos que me desapontaram neste romance de 445 páginas, nomeadamente o abandono de algumas histórias secundárias ou o não desenvolvimento de alguns acontecimentos com grande potencial. Talvez por ter gostado tanto do enredo, queria ter lido mais do que o que li&amp;hellip;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Seja como for, e como está patente, aconselho este livro, por várias razões, e ainda mais algumas. Trata-se de uma histórica criativa, espirituosa, humana e inspiradora, o que, associado à escrita poderosa e estilo oralizante do autor, se traduz num livro singular.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Mal posso esperar por &lt;i&gt;Caim&lt;/i&gt;&amp;hellip;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: center&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/nfc01e216/5831725_UC7zm.jpeg&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: center&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;O Evangelho Segundo Jesus Cristo &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;de José Saramago&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Editorial Caminho, 1997&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: right&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_STAR.png&quot; /&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_STAR.png&quot; /&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_STAR.png&quot; /&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_STAR.png&quot; /&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_STAR.png&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Boas Leituras!&lt;/div&gt;</description>
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  <category>leituras</category>
  <category>romance</category>
  <lj:music>O Nome do Vento</lj:music>
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  <pubDate>Mon, 15 Feb 2010 23:29:26 GMT</pubDate>
  <title>Livros 2009</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/85451.html</link>
  <description>&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Na semana passada &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://livrosdoano.blogs.sapo.pt/861.html&quot;&gt;divulguei&lt;/a&gt; os títulos dos livros mais indicados na iniciativa &lt;i&gt;Livros do ano - 2009&lt;/i&gt;. São eles &lt;b&gt;&lt;i&gt;Orbias - As Guerreiras da Deusa &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;de Fábio Ventura, livro lusófono do ano, e &lt;b&gt;&lt;i&gt;Amanhecer&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; de Stephenie Meyer, livro traduzido do ano. Os restantes dez livros mais votados estão, também, no &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://livrosdoano.blogs.sapo.pt&quot;&gt;blog&lt;/a&gt; da iniciativa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;&lt;img id=&quot;Image1_img&quot; height=&quot;228&quot; alt=&quot;Capa Orbias&quot; hspace=&quot;5&quot; width=&quot;150&quot; align=&quot;right&quot; src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_eCbaWrp0r4I/SoGKDxLn_VI/AAAAAAAAASM/OV4-CtbAfME/S220/orbias_capa.jpg&quot; /&gt;A primeira nota sobre estes resultados relaciona-se com o público participante. Mesmo com autores tão diferentes no topo das preferências, como José Saramago a par de Sandra Carvalho, ou Roberto Bolaño ao lado de Sherrilyn Kenyon, ambos os livros escolhidos como livro do ano são do género fantástico e dirigem-se a um público jovem.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;a target=&quot;_self&quot; href=&quot;http://oslivros.blogs.sapo.pt/78614.html&quot;&gt;Orbias - As Guerreiras da Deusa&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, narra-nos a aventura de Noemi, uma jovem que descobre ser um Anjo e se vê num novo e surreal mundo, com perigos e emoções aos quais não estava habituada. Fábio Ventura, que já anunciou o lançamento da sequela, &lt;i&gt;Orbias - O Demónio Branco&lt;/i&gt;, desenvolveu, com esta obra, um grupo de leitores e entusiastas que não quiseram deixar de manifestar o seu apoio. Eis um autor de literatura fantástica a não perder.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;&lt;i&gt;Amanhecer&lt;/i&gt; não precisa de apresentações. O quarto livro do fenómeno &lt;i&gt;Twilight&lt;/i&gt; finaliza uma série que dividiu opiniões mas que, diga-se o que se disser, arrebatou milhões de leitores em todo o mundo, Portugal incluído. Uma história que fez dos vampiros um fenómeno literário longe de terminar.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;A literatura fantástica fez-se ainda representar pelos portugueses Sandra Carvalho, autora da &lt;i&gt;Saga das Pedras Mágicas&lt;/i&gt;, e Telmo Marçal, uma voz do fantástico nacional que tem surpreendido e agradado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black&quot;&gt;&lt;img height=&quot;225&quot; alt=&quot;8131&quot; hspace=&quot;5&quot; width=&quot;150&quot; align=&quot;right&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://www.gailivro.pt/images/capas/c8131.jpg&quot; /&gt;&lt;/span&gt;José Rodrigues dos Santos e Dan Brown defendem o thriller e as massas que o lêem, enquanto WM. Paul Young, Jodi Picoult e Sherrilyn Kenyon mostram que a literatura leve e intimista não deve ser ignorada.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;&lt;i&gt;Caim &lt;/i&gt;de Saramago, &lt;i&gt;Jerusalém&lt;/i&gt; de Mia Couto e &lt;i&gt;2666 &lt;/i&gt;de Roberto Bolaño completam a lista dos preferidos, provando que senhores escritores são também grandes contadores de histórias.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Uma lista é sempre uma lista, com os seus defeitos e virtudes, com os nomes que faltam e os que estão a mais. Porém, esta é uma lista feita pelos leitores e, independentemente das interpretações possíveis, permite antever os livros e os géneros que farão sucesso em 2010. Bem, daqui a um ano voltamos a discutir o assunto&amp;hellip;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Obrigado aos que participaram e divulgaram! Graças a vocês, os leitores portugueses têm hoje uma lista como referência, uma lista de recomendações, uma lista de opiniões.  &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Todos os que quiserem discutir os títulos escolhidos podem faze-lo agora. Afinal, é da discussão que nascem novas ideias.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Boas Leituras!&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>livros do ano</category>
  <lj:music>O Evagelho Segundo Jesus Cristo</lj:music>
  <lj:mood>sorridente</lj:mood>
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  <pubDate>Sun, 14 Feb 2010 16:27:23 GMT</pubDate>
  <title>O Amor está no Ar</title>
  <author>Fábio J.</author>
  <link>http://oslivros.blogs.sapo.pt/85178.html</link>
  <description>&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Nos últimos anos a Porto Editora aumentou o seu catálogo de obras literárias e publicou alguns fenómenos de vendas no nosso país. Entre eles destaca-se Dorothy Koomson, autora britânica que deu nas vistas com &lt;i&gt;A filha da minha melhor amiga &lt;/i&gt;e que volta agora às livrarias portuguesas com &lt;i&gt;O amor está no ar&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;A &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.portoeditora.pt/produtos/catalogo/ficha/id/219692&quot;&gt;sinopse&lt;/a&gt; desta história deixa muito a desejar, pois há muito mais do que lá se antevê. A protagonista deste romance é Ceri, uma jovem mulher que decide sair de Londres, onde nasceu e trabalha, e voltar para a cidade onde se formara, Leeds, em busca do bem-estar pessoal e da satisfação profissional. A mudança acaba por ser uma fuga à rotina, ao dia-a-dia que não a completa e aos problemas pessoais e amorosos, não só os seus, mas os de todos os que a rodeiam. É que Ceri tem algo, algo que transforma as pessoas em seu redor, fazendo-as abrir os seus corações e partilhar com ela os seus sentimentos e os seus segredos, obrigando-a a viver os dramas e os desgostos dos outros como se fossem seus. Graças a essa estranha característica, a tranquilidade tão almejada pode não passar de um sonho.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Há medida que o romance, narrado na primeira pessoa, avança, somos confrontados com a adaptação de Ceri a uma nova vida. Contudo, o seu fardo teima em manter-se, e a protagonista torna-se parte de múltiplas histórias amorosas. Diversas personagens, muito diversificadas mas invariavelmente marcadas pela espontaneidade e autenticidade, surgem ao longo de uma obra que se justifica com cada página. Ao invés de um enredo com desenvolvimento linear, preciso e, quiçá, previsível, neste livro em cada capítulo surgem novas e inesperadas situações.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Mesmo com alguns momentos comoventes, parece-me que esta é uma história divertida. Tal deve-se, sobretudo, ao modo como a protagonista interpreta o que a rodeia. Ceri é, note-se, uma personagem complexa e suficientemente forte para suportar todo o romance. Graças a ela, temos uma história diferente.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Não se trata de mais uma história de amor. É antes uma narrativa ligeira, divertida e, por acaso, romântica, uma história sobre amor, ou, melhor ainda, uma história sobre uma jovem mulher com o dom e o fardo de despertar e amplificar os sentimentos que movem os que a rodeiam. &amp;ldquo;Será ela o Cupido dos tempos modernos?&amp;rdquo;, lê-se na sinopse. A resposta é interessante, de várias perspectivas, e constitui um dos pormenores mais discutíveis na obra. No entanto, seja como for, este livro fez-me pensar nos meus objectivos pessoais e no que realmente quero, qual espelho da protagonista, e, por isso, constitui uma leitura mais do que satisfatória.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Em suma, &lt;i&gt;O amor está no ar &lt;/i&gt;consegue um lugar especial dentro do género, ao distanciar-se da tradicional história de amor, ou mesmo da própria escrita feminina, e ao impor-se como obra cativante, multivalente e promotora da reflexão. Representa um meio-termo repleto de virtudes que merece ser lido, quanto mais não seja porque tem tudo para agradar a um público diverso.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Quanto a mim, fica a satisfação e a vontade de conhecer melhor uma autora que, até há pouco, não me havia despertado interesse. A leitura tem destas coisas&amp;hellip;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Leituras Apaixonantes!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: center&quot;&gt;&lt;img class=&quot;produto_imagem&quot; title=&quot;O amor está no ar&quot; height=&quot;217&quot; width=&quot;140&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://images.portoeditora.pt/getresourcesservlet/image?EBbDj3QnkSUjgBOkfaUbsKIiGhhTnv74wHCxfUMk1OiSMsXoOn9G7NGtz57tfRCw&amp;amp;width=175&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: center&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;O Amor está no Ar &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;de Dorothy Koomson&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Vera Falcão Martins, Porto Editora, 2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: right&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_STAR.png&quot; /&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_STAR.png&quot; /&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_STAR.png&quot; /&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_STAR.png&quot; /&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://blogs.sapo.pt/images/mood/EMOTICON_STAR.png&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;Links: &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.dorothykoomson.co.uk/&quot;&gt;Dorothy Koomson&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <category>leituras</category>
  <category>romance</category>
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  <pubDate>Tue, 02 Feb 2010 18:11:07 GMT</pubDate>
  <title>Rosa Lobato de Faria (In memoriam)</title>
  <author>Fábio J.</author>
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  <description>&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;&lt;i&gt;Rosa Lobato de Faria é uma pessoa multifacetada, isso todos nós sabemos. Mulher estimada, actriz popular, escritora com uma vasta obra. Confesso que a tenho em alta consideração, devido ao seu excelente trabalho como actriz &lt;/i&gt;&lt;i&gt;(...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;O parágrafo anterior foi publicado há mais de um ano, aqui no blog. Não fosse um artista imortal, e ter-se-ia de usar o passado. Rosa Lobato de Faria morreu hoje, aos 77 anos, num hospital de Lisboa.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 5pt; text-align: justify&quot;&gt;O seu legado enquanto actriz, escritora e mulher, fica entre nós. Manifesto aqui o meu pesar e espero que o seu trabalho seja uma inspiração, e não apenas uma nota nas páginas esquecidas da cultura portuguesa.&lt;/div&gt;</description>
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  <category>in memoriam</category>
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