Novembro 15 2006

Sei que já não escrevo há algum tempo, e que o prometido livro da semana tem tido tendência para só chegar a meio desta, mas tenho andado com tão pouco tempo que mal consigo responder aos comentários ou visitar outros blogs, mas cá estou eu.

Esta semana voltei a ter um pouco de dificuldade a escolher um livro, mas depois de analisar as possibilidades optei por um livro diferente: Uma Verdade Inconveniente de Al Gore, “o próximos presidente dos Estados Unidos”, livro que não fala de política (pelo menos exclusivamente) mas sim de algo que esta se tem esquecido: o ambiente.

Numa época em que a resolução do problema do aquecimento global é tomado como uma prioridade pela a humanidade, e em que os olhos estão postos na Conferência de Nairobi, este é um assunto, agora mais do que nunca, actual.

Diz o autor que “estamos em colisão com o sistema ecológico do planeta, o que resulta na ruína dos seus componentes mais vulneráveis”, no entanto, dá ainda uma esperança ao dizer que “ainda vamos a tempo de escolher um futuro pelo qual os nossos filhos nos agradecerão”, um futuro onde, ainda, existe o Homem.

Para além de tudo o que podemos encontrar no filme, o livro mostra-nos uma verdade muito mais profunda. Segundo o autor, estamos perante um “emergência planetária”, uma emergência mais do que perigosa mas para a qual ainda existe solução. O livro debate-se, então, no porquê de, mesmo com todas as provas, os governos e os nossos líderes ignorarem esta questão, questão que se torna cada vez mais fundamental. Será mais fácil, então, ignorar o problema que nos afecta a todos e esperar que este passe despercebido? “Talvez”, diz o autor, “mas as verdades inconvenientes não desaparecem apenas porque não são vistas. De facto, quando não lhes damos resposta, a sua relevância não diminui, aumenta”.

Um livro imprescindível para qualquer cidadão consciente e com vontade de participar numa mudança global. A verdade pode ser um choque, mas tem de ser divulgada.

Um livro diferente, e no entanto, com todo o valor e importância de todos os outros.

Não sei quando poderei voltar a escrever, no entanto, despeço-me com um até breve e claro, com Boas Leituras!!!

Uma verdade Inconveniente - Al Gore

Publicado por Fábio J. às 21:01
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Novembro 10 2006

Como já referi aqui neste blog, há dois dias atrás acabei de ler Eldest de Chistopher Paolini, a continuação de Eragon, ou seja, o segundo livro da Trilogia da Herança, mas acima de tudo isto, um óptimo livro.

Neste livro é-nos narrada mais um pouco da história de Eragon, desde a marcante batalha no refúgio dos Anões até outra com proporções imperiais. Seguindo Eragon, viajamos desde o interior das montanhas Beor (literalmente) até às profundezas da floresta dos Elfos, Du Weldenvarden. Durante esta viagem, Eragon vai se apercebendo da maneira como a sua demanda o transforma e o faz crescer, ao mesmo tempo que confirma a sua forte ligação com Arya. Cresce ainda mais na floresta, onde o seu treino intenso o faz mudar por completo, principalmente depois de sofrer o poder da magia...

Ao mesmo tempo acompanhamos o seu primo, Roran, personagem que se mostra tão corajoso como Eragon, mas que carrega nas costas o peso da diferença deste. Com ele, acompanhamos uma desmanda épica, demanda que inevitavelmente comparo com a de Moisés, onde as força individuais se unem como um só, formando um grupo forte de imparável. É, para mim, um ponto forte, esta demanda, pois somos elucidados para o poder que cada um transporta dentro de si e para o facto de não haver limites quando seguimos o que está certo.

Paralelamente, outros acontecimentos vão acontecendo, como mudança dos Varden e os problemas que Nasuada tem para os controlar. A tensão é grande em toda a Alagaësia, e há que estabelecer amizades e armazenar forças, pois o inimigo está perto e o poder está prestes a ser testado.

As personagens, os poderes, os conhecimentos, a magia, tudo converge para a planície, pois chegou a hora de enfrentar o adversário e lutar pelos ideais; o sonho torna-se realidade...

Enquanto as forças são testadas ao máximo, eis que é cumprida a profecia: um novo inimigo aparece e grandes segredos são descobertos!

Esta é, sem dúvida, uma história de cortar a respiração. A inevitável comparação com o seu antecessor de nada serve, mas posso dizer que, para mim, o Eldest tem um pouco mais a oferecer que Eragon.

É claramente uma grande história, imperdivel para quem aprecia fantástico épico, mas uma boa escolha para quem simplesmente gosta de ler. Apetece começar já com o último volume, que espero, seja tão bom, ou melhor, que os seus antecessores.

Um livros 5 estrelas!!!

Eldest - Livro Segundo da Trilogia da Herança

 

Publicado por Fábio J. às 18:21

Novembro 07 2006

Hoje foi um dia daqueles. Por vezes parece que o melhor que há para fazer é não sair de casa, dormir todo o dia e não ver a luz do Sol, não ver ninguém... Acho que todos temos desses dias, mas pronto.

Deixando-me disso. Hoje passei o dia com particular ansiedade também, pois vou acabar esta noite a leitura de Eldest. Ontem fiquei até tarde a ler, pois depois de acabar um capítulo queria sempre ler só mais um, facto que me fez ficar só com dois capítulos para hoje, e já foi difícil conseguir deixa-los. A história está tão envolvente que é fácil esquecer que existe um mundo para lá dela...

Não sei se fico contente por finalmente descobrir o final da tão amada história ou se triste por perceber que em breve não seguirei mais as aventuras de Eragon e Roran, as demandas dos Varden ou os costumes dos Elfos, enfim, toda a rotina da Alagaësia...

Finalmente descobri o porquê do Dragão vermelho na capa. Não vou comentar a descoberta, para já, mas não posso esconder que foi uma verdadeira surpresa a forma como mais um skulblaka se juntou ao enredo, para não falar no seu cavaleiro. Hoje ficarei a conhecer mais pormenores (penso) e compreenderei melhor este facto.

Não me vou alongar mais sobre isto, até porque em breve farei a minha pequena análise de toda a história e ai darei a minha verdadeira opinião.

Estou ansioso por esta última noite com o Eldest. É um poder da leitura...

Até breve e Boas leituras!!!

Publicado por Fábio J. às 18:07

Novembro 06 2006

Sei que a semana já começou a algum tempo, mas precisamente por falta deste só hoje pude actualizar o blog e expor o livro da semana.

Foi difícil, confesso, pois, apesar de não ser nenhum conceituado crítico de literatura, gosto de cumprir alguns critérios no que toca a recomendar ou a expor um livro. Tento sempre que seja um livro que, caso não tenha lido, possa um dia ler ou que gostaria de ler. Faço por variar os temas, podendo assim dar a conhecer um pouco de tudo, mas, obviamente, acabo sempre por publicar sobre algo que goste e que se identifique com os meus gostos. Tenho também em atenção a data de lançamento do livro para não referir algo já há muito editado.

Tenho de repetir que não foi fácil. Numa breve pesquisa por sites de editoras e livrarias virtuais os títulos apelativos foram tantos que fiquei confuso e bastante indeciso. Eis então, depois de já ter concentrado as escolhas, que encontro Goor – A Crónica de Feaglar. Lembrei-me que nunca tinha mencionado o livro no blog (um grave falha, visto o autor ser um visitante) e vi que satisfazia todos os critérios, incluindo o facto de ser um livro que pretendo ler.

Escrita por Pedro Ventura e editada pela Papiro Editora esta obra, mais do que um conto de high fantasy é também um sumptuoso romance de aventura que decorre no período da Guerra dos Sete Reinos. Neste livro é-nos narrada a fantástica aventura do rei Feaglar e dos seus companheiros, aventura essa que os levará até aos limites das suas capacidades e aos confins do mundo conhecido, enfrentando inúmeros perigos e a herança de um nebuloso passado que foi propositadamente apagado da memória de todos os povos.

Uma história épica de grande imaginação e que será, sem dúvida, uma óptima escolha para quem quer passar um bom tempo na companhia duma história encantadora, sem esquecer que é fruto dum autor nacional.

Para conhecer mais sobre o enredo podem visitar o blog do autor http://vozdecelenia.blogs.sapo.pt/ e, quem sabe, debater um pouco sobre a história com o seu próprio criador.

Até breve e Boas Leituras!!!

Goor - A Crónica de Feaglar

Publicado por Fábio J. às 18:00
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Novembro 04 2006

Não quero repetir o assunto do último post ou escrever sobre assuntos já mais que debatidos neste blog, no entanto, hoje voltarei a opinar sobre o "ler".

Não sou nenhum especialista sobre orientação psicológica ou no funcionamento mental, contudo, vi hoje na televisão (algo que raramente faço), num programa da Dois, que "ler, para além de melhorar as capacidades intelectuais, melhora o raciocínio e aumenta a capacidade de adquirir e processar informação".

Estas seriam razões mais do que suficientes para qualquer um querer ler, mas, tal como nem toda a gente come sopa, apesar de conhecer os benefícios que esta trás para a saúde física de qualquer homem, nem todos lêem, mesmo sabendo dos benefícios mentais que se pode adquirir.

Seria então uma boa opção obrigar o grande público a ler, começando pelas crianças, mais facilmente influenciáveis e com um futuro em aberto cheio de gavetas onde guardar o prazer da leitura. No entanto, na minha opinião, não é de bom tom obrigar as crianças (ou mesmo os adultos) a ler. Ler deve ser um prazer, não uma obrigação.

Isto agrava-se quando vemos que muitos dos livros recomendados aos jovens, pelo próprio ministério da Educação, são clássicos. Não tenho nada contra os clássicos (portugueses ou não), no entanto, ninguém me pode convencer que um jovem de 12 anos, depois de ler Os Maias irá dizer: "Como é bom ler, não quero outra coisa!". Os clássicos não são um ponto de partida mas sim um ponto de chegada.

O verbo ler não é, nem nunca poderá ser usado no Imperativo.

Poder-se-á então concluir que, quem nunca leu ou não gosta de ler, nunca deve ou pode faze-lo? Eu sou da opinião que só não gosta de ler quem ainda não encontrou o livro certo, o estilo certo, e que algures, em alguma estante ou livraria estará o livro apropriado para cada um.

O mais importante é procurar aquele livro, depois disso virá o resto e espera-se que este seja repleto de histórias e narrações marcantes. Comigo aconteceu assim, com outros certamente de igual maneira, então porque não poderá acontecer com todos desta forma?

Não vou realçar novamente que é importante ler (apesar de o ser), vou apenas concluir duma forma simples com uma frase dum comentário feito aqui, à poucos dias: "... a ler, aprendemos muitas coisas...".

Até breve e Boas Leituras!!!

Publicado por Fábio J. às 17:33

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