Dezembro 20 2006

“É Natal! É Natal!” – é esta a mensagem com que acordo todos os dias. Época das maiores comemorações religiosas e proximidade com uma Igreja são duas coisas que não funcionam bem em conjunto, e eu que o diga... Acordar todos os dias ao som de cânticos natalícios é algo marcante! Não acordo mais cedo por causa disso, mas digamos que ouvir criancinhas com as suas vozes estridentes ou coros com os seus sopranos e ritmos característico, ao fim de algum tempo, torna-se enfadonho.

Mas mudando de assunto. À muito que não publico nada de carácter literário, para não falar das sugestões ou referências que aqui prometi fazer. Lembrei-me então que ainda não tinha referido, uma única vez que seja, “a mais conceituada autora de fantasia da actualidade”: Juliet Marillier.

Esta neozelandesa, a viver na Austrália, estriou-se com a Trilogia de Sevenwaters, mais propriamente com o livro A Filha da Floresta, em 2000, obra com a qual chegou à final do prémio Aurealis, prémio que ganhou com o seu segundo livro.

Foi recentemente editado o seu último livro, A Espada de Fortriu, que é já um sucesso. Esta obra é a segunda de As Crónicas de Bridei, iniciada com O Espelho Negro, crónicas que narram a história de Bridei. Inspirado numa poderosa figura histórica, contemporânea do célebre Rei Artur, Bridei é uma imagem de liderança e de carisma, a resposta de Juliet Marillier à pergunta: “o que é preciso para ser um líder poderoso e carismático?”

Passada no século VI, na Escócia, esta é uma criativa e intrigante história merecedora de aplausos por imensos fás já conquistados. Neste livro podemos acompanhar os primeiros seis anos do reinado de Bridei como rei de Fortriu, reinado que agora será testado com uma guerra desleal, onde a confiança e a traição são separadas por estreitos caminhos por onde Bridei se passeia.

Esta é mais uma obra fantástica (em todos os sentidos) que certamente não deixará ninguém indiferente. Muito mais poderia ser dito acerca desta obra, mas não há nada como descobrir cada pormenor através da leitura.

Despeço-me, então, desejando-vos Boas Leituras e uma excelente entra neste dias comemorativos!

A Espada de Fortriu - Juliet Marillier

Até Breve!!!

Publicado por Fábio J. às 21:18

Dezembro 18 2006

Eis me aqui! Depois de quase duas semanas sem publicar um único post, consegui reunir todas as condições para voltar a estas andanças. A maior e mais importante de todas é o facto de estar de férias!!! Pelo menos durante cerca de duas semanas vou poder dedicar-me um pouco mais àquilo não tenho disponibilidade para fazer durante o resto do ano. Dormir, jogar PC, navegar na net, sair quando me apetece, retomar a escrita, ler mais afincadamente, enfim, tudo aquilo de que tanto gosto e que são sinónimos de férias, esta doce a terna palavra.

Tive tão pouco tempo que mal podia visitar outros blogs, e para além disso ainda não ando a ler nada de novo. Nestes últimos dias, visitei dois locais (novos para mim) onde se vendem livros.

O primeiro era uma livraria cuja montra apenas apresentava livros sobre o Natal e outros relacionados com religião. Pensei que se devesse à época e entrei. A livraria dispunha duma razoável gama de títulos, contudo eram todos religiosos, desde bíblias, a livros de orações, passando por reflexões filosóficas acerca do tema. Achei estranho, até porque a livraria aparentava ser totalmente... normal, mas não havia um único Dan Brown, um Tolkien, um Potter, nem sequer um José Rodrigues dos Santos ou um Lusíadas. Havia apenas Paulo Coelho... toda a obra de Paulo Coelho. Fiquei, então, um pouco pasmo por ver que entre bíblias e afins se encontrava Paulo Coelho, ou melhor, apenas Paulo Coelho. Acabei por não trazer nada...

Ontem, enquanto “deambulava” por um centro comercial entrei numa loja que se caracterizava como sendo sobre “Cultura”. No início da loja encontravam-se livros, DVD’s, CD’s... mais à frente viam-se playstation’s, xBox’s, entre outras consolas... depois deslumbravam-se telemóveis e iPod’s... bem lá no fundo, encontrávamos as belas das batedeiras eléctricas, máquinas de café, máquinas de lavar roupa e televisões. Fiquei feliz por ver que, em Portugal, a nossa cultura é tão abrangente ao ponto de incluir todas estas coisas, e mais algumas...

Recolhi-me, então, com o meu humilde conhecimento sobre “Cultura” (seja lá o que a palavra signifique, hoje em dia), para a secção dos livros. Aqui, ao contrário da outra livraria, já encontrei livros sobre tudo (ou quase), no entanto, vi apenas dois ou três dos que me interessavam, o resto não conhecia... ou eram Paulo Coelho... toda a obra de Paulo Coelho. Como os preços não compensavam, em relação a outros locais (tais como na net), acabei por não trazer nada...

Agora, depois destas duas aventuras por cultura electró-religiosa, acho que posso dizer que cresci, não sei como, mas cresci. Pelo menos já sei que se vir alguém com uma PSP na mão e uma obra de Paulo Coelho na outra, se trata dum seguidor da cultura electró-religiosa, e que o máximo que me podem fazer é atirar com um telemóvel à cara.

Acabo por aqui, mas se alguém conhecer um templo ou museu sobre esta cultura informe-me, pois fiquei bastante curioso.

Até breve e Boas Leituras!!!

Publicado por Fábio J. às 19:07

Dezembro 06 2006

Hoje, enquanto estava na paragem a esperar pelo autocarro, depois dum dia de aulas cansativo, eis que reparo num jovem que estava a ler sentado no banco da mesma. Olhei para o livro para tentar visualizar o seu título, mas como o referido jovem estava a lê-lo, mantendo-o aberto, não consegui perceber de qual se tratava. Associei a dois que conheço por capa, mas como não tinha confirmação a minha curiosidade foi, estranhamente, crescendo, e cheguei ao ponto de me inclinar para tentar ver a capa e até, certa vez quando o rapaz tinha o livro semi-fechado, a ir deitar uma pastilha elástica ao lixo para me aproximar mais. Mesmo assim não consegui obter uma confirmação, e ainda agora me sinto curioso por saber de que obra se tratava.

Sei que esta história pode parecer estranha, mas talvez exista explicação. A primeira é que suspeitava ser um livro pelo qual me interesso, mas talvez o facto de não ter, neste momento, nada novo para ler, me tenha aumentado substancialmente a curiosidade.

Ontem acabei de ler O Feiticeiro e a Sombra, de Ursula K. Le Guin, uma obra com poucas páginas mas digna do uso do adjectivo “grande”. É uma obra comparada, por críticos literários, às Crónicas de Narnia ou a O Senhor dos Anéis, mas arriscaria dizer que não tem, de todo, nada a ver, não por ser de menor qualidade, mas pura e simplesmente por ser um livro único, bastante imaginativo e carregado de profundas e tocantes palavras. É daquelas obras onde facilmente encontramos frases dignas de citações e de moldura, frases que precisamos ler duas, três, quatro vezes, simplesmente porque são fantásticas.

Quem já leu Harry Potter ou Eragon vai encontrar alguns termos e definições que se encaixam, mas, não esquecendo que este livro foi escrito nos finais da década de 60, mesmo assim, não irá encontrar qualquer facto que pareça repetitivo ou sem a beleza da primeira vez.

É um livro tocante, ou até, para dizer melhor, chocante, pois a certa altura foi-me difícil perceber se Gued, o nome do herói da história, era um exemplo a seguir, alguém ligado ao bem, ou alguém que transmite todos os males que um ser humano pode ter. Com o desenvolver da história vamos encontrando resposta para todos estes porquês, e embora a história pareça sem rumo, a verdade é que continua, sempre, a caminhar para um marcante final, digno, ou muito melhor, de qualquer clássico do fantástico.

Pode não ter sido o melhor livro da minha vida, mas mesmo assim não o vou esquecer, e quero continuar a ler a tetralogia e ver por que lado de Terramar andará Gued, o poderoso e estranho feiticeiro.

Se poderem, não percam este pequeno grandioso livro.

O Feiticeiro e a Sombra - Ursula K. Le Guin

Até breve e Boas Leituras!!!

Publicado por Fábio J. às 21:42

Dezembro 04 2006

Esta época natalícia desperta sempre o que de mais infantil há em mim. Não considero que seja algo mau, mas de certa forma esta infantilidade retrata-se no meu comportamento e atitude, o que me faz ficar um pouco anormal (no sentido de não estar normal, nada mais).

Bem, este post não tem nada (pelo menos por enquanto) de carácter literário. Deve-se apenas ao facto do blog comemorar os seus 6 meses de existência. Pode não parecer muito, mas no fundo reflecte a dedicação e empenho que apliquei aqui, neste blog.

Acho que posso dizer que não foi um esforço, pois tudo que aqui fiz fi-lo com prazer e por vontade, e não posso esconder que me sinto recompensado e contente com cada comentário e visita que tenho. Digo “tenho”, pois no fundo este blog é uma parte de mim, uma parte que partilho com todo o gosto e na qual cresço com cada visitante.

Depois de quase 70 posts e, também quase, 350 comentários, sinto-me no direito de dizer que sou um parte da blogosfera, parte deste infindável mundo virtual no qual imensas pessoas passeiam. Muitas das que se “passeiam” pelo meu blog são já parte do meu dia-a-dia, pessoas que me influenciam e que são, no fundo, já referências na minha vida.

Esta vida prematura do blog tem ainda muito caminho pela frente, caminho esse não só construído pelo tempo e quantidade de posts, mas também, esperemos, com uma qualidade crescente, sobretudo onde reine o interesse.

Da minha parte, podem contar com mais 6 meses de blog OsLivros e com um esforço para melhorar a cada dia, mas eu contarei também com a vossa visita e opinião.

Esperando que este seja, apenas, o início dum projecto com futuro, despeço esperando pela vossa companhia por mais 6 meses.

Até lá, Boas Leituras!!!

Publicado por Fábio J. às 17:49

Dezembro 01 2006

Novo mês que chegou. Corre rápido este tempo! É como um livro que gostamos... acaba depressa

Hoje é dia da Restauração da Independência e como sempre as perguntas sobre esta e sobre o que haveria sem esta voltam a ser colocadas. Tenho a minha própria opinião sobre isto, mas acho que, independentemente do título que hoje pudéssemos ter, da independência ou dependência que reinasse sobre nós, seríamos, contudo, sempre “nós”, porque a alma, essa, não há palavra ou política que a altere. É imutável, mas ao mesmo tempo imensamente transformável.

Já num livro a imutabilidade é sinónima de inalterabilidade, pois uma história, independentemente da interpretação que possa ter, nunca deixa de ser a mesma história, a mesma acção retratada num tempo paralelo ao nosso, que nem a maior força de vontade consegue alterar.

No entanto, tal como uma alma, uma história não pode ser explorada duma só vez, contando-nos os seus desígnios e o seu futuro. Mas por vezes necessitamos ter uma ideia sobre o que vamos ler, como também necessitamos duma ideia sobre as pessoas com quem vamos, possivelmente, conviver. Para as pessoas existem os currículos ou as biografias e para as histórias as sínteses ou as críticas, no entanto, nada disto nos dá a ideia sobre o que vamos encontrar.

Muitas vezes guiamo-nos pela aparência, e é certo que muitas vezes a primeira impressão conta muito. Mas se, no caso das pessoas, o aspecto físico, a forma de agir ou a simpatia que transmitem são os primeiros factos a serem analisados, o que se passará com os livros?

Entramos numa livraria e pegamos num livro. A partir daí são vários os factores que nos podem influenciar. Podemos observar o título e tentar decifrar o título, arriscando descobrir o que de mais subjectivo há nele, mas também pode ser a sua simplicidade e clareza a nos chamar atenção.

Se gostarmos de ler talvez prestemos atenção ao nome do autor, tentando perceber se já o conhecemos, ou não, ou se o seu nome transmite confiança, se bem que esta nem sempre resulta, tanto positivamente como negativamente.

Quem presta maior atenção ao aspecto ou se deixe influenciar pelo que vê, talvez se deixe apaixonar pela capa e pela mensagem que esta transmite. Pode parecer algo inculto, mas a verdade é que o que vemos importa e influência as nossas escolhas; quem sabe não acontece um amor à primeira vista!

Sendo os livros objectos comerciais (apesar de, pelo menos eu, não os gostar de ver assim) há que entender que a editora também influência as nossas escolhas. É como um restaurante ou café que habitualmente frequentamos, pode não influenciar directamente os produtos que lá são vendidos, no entanto, marcamo-los com confiança.

Podem no entanto haver outros factores a ter em conta, pois afinal, tal como com as pessoas, cada caso é um caso e não devemos generalizar.

Espero que tenham uma bom mês e que este, marcado por festas tão simbólicas, vos façam crescer e melhorar como pessoas, descobrindo o que há de bom em cada um, seja esse “um” uma alma ou um livro.

 

A primeira coisa tida em atenção num livro desconhecido é:
 
50% O título
18.75% O autor
21.25% A capa
1.25% A editora
8.75% Outro

 

Total: 80 respostas

Até Breve e Boas Leituras!!!

Publicado por Fábio J. às 21:23
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Um blog sobre livros e afins. A descongelar lentamente...
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