Março 03 2007

‘Tava com saudades de escrever para aqui, a sério que estava. Há dias que tento encaixar o blog no horário, e já tenho vários posts programados, por mais estranho que possa parecer.

Antes de mais devo dizer que na próxima semana estaremos na “Semana da Leitura 2007”, uma iniciativa enquadrada no Plano Nacional de Leitura (que infelizmente é necessário em Portugal), “com o Alto Patrocínio da Senhora Doutora Maria Cavaco Silva”. Tentarei não deixar esta semana passar em branco para os visitantes deste blog...só espero que o horário o permita!

Mas o que me trás aqui hoje não é esta semana, é sim mais um pouco de Tolkien, mais um pouco de Contos Inacabados. Mal tenho lido, e esta semana não li dois dias. Mas já há algum tempo acabei Nar i Hîn Húrin, ou seja, A história dos filhos de Húrin. É a segunda e última história da Primeira Era retratada neste livro. Bastante mais desenvolvida do que em O Silmarillion e certamente não tanto como estará em Os Filhos de Húrin, a sair a 17 de Abril deste ano.

Nesta história acompanhamos Túrin, o filho mais velho do Húrin e primo de Tuor. Desde a queda do seu pai na Nirnaeth Arnoediad, a Batalha das Lágrimas Incontáveis, até a à sua própria queda, Túrin vive amaldiçoado por Morgoth, que se vinga de Húrin castigando os seus filhos. Cedo morre Lalaith, a sua irmã mais nova, e ficando só com a mãe, Morwen, que estava grávida, acaba por ser enviado para Doriath, o reino escondido dos elfos, para ser protegido do mal. Aí é educado e cresce, até de tornar num homem, impaciente para vingar o pai, reencontrar a mãe e conhecer a irmã.

Mas quis o destino, ou a maldição das trevas, que Túrin virasse um foragido e fugisse de Doriath, passando a viver nos ermos. Muito se passa aqui, mas o importante é que o nosso invulgar e orgulhoso herói, já tão amaldiçoado e amaldiçoador de tantos, acaba por ir parar às fronteiras de Doriath, onde decide viver em paz e entregar sua vida ao destino.

Mas a sua mãe e irmã já se encontravam em Doriath, e sabendo do destino de Túrin partem na sua busca. Perdem-se ambas, a primeira porque morre, a segunda porque é iludida por um dragão. Mas esta, sem memória, acaba por ir parar aos braços de Túrin, mais não digo.

O final é trágico, mas merecido e esperado. A maldição cumpriu-se e os filhos de Húrin perderam-se para sempre, mas não sem antes influenciarem todo um mundo à sua volta. Gostei da história e sem dúvida que pretendo ler a obra que a completa.

Nesta Primeira Era de Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média são nos contadas as histórias de dois homens, Tuor e Túrin, num mundo guiado por elfos imortais e poderosos deuses. São, sem dúvida, histórias bem representativas da qualidade da escrita de Tolkien, mas sobretudo de grande beleza e magnificência.

Boa semana e Boas leituras!!!

Publicado por Fábio J. às 22:55

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