Junho 04 2007
Há algum tempo atrás comentei com alguém aqui no blog qual a minha verdadeira intenção quando pensei criar um blog. Uma vez que o blog comemora, este mês, um ano de existência achei apropriado trazer até aqui as razões que me levaram a criar o blog, com este tema, usando este nick.
Antes de me lembrar, tão-pouco, em criar um blog, já navegava por vários outros, no início por puro acaso, por vezes porque era de um conhecido, mas com o passar do tempo o carácter intimista e pessoal da blogosfera convenceu-me e cativou-me. Tinha entrado neste mundo virtual.
Se hoje ainda o é, não sei, mas a verdade é que há um ano atrás estava na moda ter o seu blog pessoal, onde se podia falar mal dos colegas, dos professores ou patrões, da sociedade, enfim, desabafar sem que ninguém conhecido ficasse a par das nossas inclinações. Não considero que tenha sido influenciado por esta moda (até por não sou lá grande fã do blog: isto-é-meu-digo-o-que-quiser-toma-lá-os-meus-problemas!) mas talvez ficasse com curiosidade para saber o porquê deste hábito.
Decidi, então, criar um blog. Devo dizer que as decisões foram todas tomadas praticamente no mesmo dia. Foi um pouco segundo o meu estado de espírito (ainda bem que não criei o blog num dia mais stressante).
A minha ideia era criar um espaço onde pudesse dar a minha opinião sobre factos actuais da sociedade. Ambiente, política, televisão, enfim, de tudo um pouco, sendo um espelho daquilo que me ia na alma. Era para ser um espaço de critica quase feroz, uma mistura de Bloco de Esquerda e Quercus, se é que me faço entender. Dai o nick: O Crítico. Achei que dava vivacidade à coisa, representando tudo aquilo que se pudesse esperar do blog, ou seja, críticas e mais críticas.
Contudo, como calculam, a ideia não foi para a frente. Nem sei bem porquê, talvez pela inexperiência: não podia chegar aqui e armar-me em revolucionário virtual, dum dia para o outro! Quem sabe um dia, mais tarde, não concretize este blog, não duma forma tão brutal mas ao jeito de crónicas, que tão bem me sabem fazer.
Surgiu então, como que por magia, a ideia de criar um blog sobre livros. Estava a ler O Código da Vinci e precisava de partilhar aquelas ideias todas! Onde poderia ter pessoas dispostas a trocar opiniões sobre o livro? Ora bolas, na maior rede global, na comunicação do futuro: Internet.
Toca a ir ao registo de blogs Sapo. Escolhi os do Sapo, já agora, porque não conhecia ninguém que já tivesse um nesta plataforma, logo estava a ser criativo. Para além disso, considero-me um pouco pró-Sapo, mas isso já é outra conversa,
O nick (O Crítico) deixei ficar. Achei que também se enquadrava, no fundo. Já não iria atacar com críticas ferozes, é certo, mas iria dar opiniões, ou seja, apontar críticas, fossem elas positivas ou negativas.
E se eu era O Crítico, e iria ter um blog sobre livros porque não ter um blog intitulado Livros? A resposta é simples: o endereço com esta palavrinha já existia (e existe, podem ir lá ver). Mas não houve problema! Já que era O Critico o meu blog chamar-se-ia Os Livros. A única falha foi o e-mail (livros.blog[at]sapo.pt) que não tem o Os, mas também não poderia ser perfeita, esta história.
Agora que já contei a História do blog OsLivros já posso ir dormir descansado. Resta-me dizer que o blog está de acordo com o que digo em cima: ninguém meu conhecido (à excepção de... 2 pessoas) sabe que tenho este blog. Não é mania... pura e simplesmente aconteceu e não vejo razão para estar a divulgar o blog a pessoas que não tenham interesse por ele. Se tiverem, acabarão por cá chegar.
Amanhã escreverei mais. Por agora (e já é dia 4) espero que tenham uma Boa semana, Boas Leituras e que o blog OsLivros, que tanta importância tem tido na minha vida, continue a fazer parte dela, sempre com a vossa presença.
Obrigado!
Publicado por Fábio J. às 00:01

Junho 01 2007
Antes de mais tenho de assinalar: entramos no meu último mês de aulas. Antes dele terminar estarei de férias!!!
Concentrando-me no dia de hoje, pois bem, é Dia Mundial da Criança, como todos sabemos. Todos nós temos um pouco de criança, mas é às verdadeiras crianças, aquelas que constituem o futuro da sociedade, que este dia se dedica. E como todas elas são um poço de imaginação e de insaciável curiosidade há que as satisfazer. Um livro, nas mãos de uma criança, estimula a imaginação, ajuda a crescer e abre portas a mundos fantásticos. Nós só temos de as ajudar a bater às portas.
A imaginação é sem dúvida um dos bens mais preciosos, se não o mais precioso, de que o Homem dispõe. Com ela fomos capazes de lutar por objectivos, muitas vezes considerados irracionais. Criamos tudo o que conhecemos e, mais fantástico ainda, continuamos a sonhar com novas experiências, novas visões, novos mundos!
Talvez por já termos criado tanto e por sabermos que o ser humano é complexo tenhamos curiosidade por ler sobre a realidade. Aprofundar o dia-a-dia, a vida, as ideias, e os sentimentos de personagens lúcidas e nas quais nos reflectimos consegue ser compensador. Por outro lado, descobrir realidades que nos alertam e chocam (dada a irrealidade quase ficcional da vida) consegue prender-nos como qualquer outra história.
Mas por vezes a realidade também cansa, e há quem goste de partir para novo locais, seguir outras personagens regidas por outras regras, enfim, um mundo que evoluiu do nosso e constitui um refugio onde nos podemos abstrair, ou até esconder, da nossa vida e dos nosso problemas. Somos levados pela mente, guiados pela imaginação.
Existem, no entanto, histórias que ultrapassam a nossa imaginação. Em muitos livros encontramos factos verdadeiramente novos, quase inacreditáveis, pormenores que não podem ser conjugados com nosso mundo e aos quais a nossa mente nunca chegaria, já que foram criados por uma mente individual e criativa. Nestas histórias podemo-nos perder, esquecer que existe um mundo real com regras e problemas, pois tudo é diferente e fantástico.
Seja qual for a área explorada, e o que se explore, um livro permite-nos sempre encontrar novas perspectivas e novos conceitos fazendo-nos crescer. Com a leitura é possível abstrairmo-nos da nossa vida e viver outras, como se trocássemos de corpo e de alma. Por isso mesmo podemos dizer que o Homem é um explorador sem limites, sempre à procura de mais.
Um livro é um passaporte e a leitura uma grande viagem...
___________________________________
Nos livros prefiro explorar:
 
15.58% a realidade
28.57% a imaginação
55.84% o inimaginável

 

Total: 77 respostas
Bom mês e Boas Leituras!!!
Publicado por Fábio J. às 22:29

Um blog sobre livros e afins. A descongelar lentamente...
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