Setembro 18 2008
Para aqueles que diariamente fazem o seu périplo através de blogs literários e de edição portugueses a notícia não é nova: o grupo LeYa lançou a colecção BIS.
Diz que é do melhor... se assim é não sei, mas a verdade é que livros de bolso de autores célebres e conceituados, portugueses e estrangeiros, com uma edição aparentemente cuidada, por apenas 5,95 euros não se encontram todos os dias.
E porque não vale a pena dizer o que já tantos disseram, aqui fica o link para o blog desta colecção, onde é possível conhecer os pormenores acerca da mesma.
Nota ainda para um último pormenor: a LeYa criou um blog para cada livro... uma boa iniciativa, sem dúvida. Resta é saber se chegarão ao segundo post.
Sejam desta ou de outra colecção, o que importa é que sejam Boas Leituras!
Publicado por Fábio J. às 22:25
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Setembro 15 2008
Algumas editoras portuguesas têm vindo a esforçar-se para acompanhar a evolução tecnológica. Primeiro foram os sítios na internet, depois as lojas virtuais, seguidas dos e-books e de uma crescente interacção multimédia com os leitores. Não há muito tempo, começaram a surgir vídeos promocionais, nos quais as editoras e os autores nos apresentam as suas novas obras. Os primeiros clips eram simples, desinteressantes e muito pouco informativos, e não duravam mais do que alguns segundos. Agora, a história começa a ser diferente...
Ontem encontrei, vi, ouvi e li o vídeo que promove No Silêncio de Deus, o novo livro de Patrícia Reis, editado pela Dom Quixote. Porquê referir este vídeo, dentre tantos outros que têm sido lançados? A resposta é simples: primeiro, porque o acho muito bem construído e elucidativo, uma produção que contêm tudo aquilo que me parece fundamental na promoção de uma nova obra; depois, porque o marketing resultou comigo, despertando-me a curiosidade e a vontade de ler este livro, o que me leva a divulga-lo aqui no blog. Assim sendo, vejam:
Aos meus ouvidos, Patrícia Reis era um nome distante. Agora é uma autora que pretendo ler. Esta evolução deveu-se a um vídeo, e este à evolução que refiro lá em cima. Conclusão: esta parece-me ser uma boa forma de promover autores, livros e leituras.
Sendo provável que esta evolução continue, só o tempo revelará de que forma as editoras e os autores se apoiarão nas tecnologias para dar a conhecer os bons velhos livros.

 

Publicado por Fábio J. às 19:52

Setembro 11 2008
Nos últimos tempos, a Gailivro tem se destacado com as suas inovadoras campanhas de marketing, criando vídeos, blogs e sites promocionais, procurando dar a conhecer as suas obras e atrair mais leitores.
Ora, desta vez a editora vai mais longe e promete fogo aos fãs do Ciclo da Herança, de Christopher Paolini. Como? A resposta está no convite feito pela editora:
Fã de Eragon,
BRISINGR está aí e a festa de lançamento vai ser… fogo! No próximo dia 25 de Setembro, todos os caminhos vão dar ao Castelo de São Jorge, em Lisboa, onde decorrerá um fantástico espectáculo. E tu estás desde já convidado(a)!
Não faltes. Contamos contigo a partir das 19h00. E atenção: os primeiros 50 fãs a confirmarem a sua presença recebem um exemplar grátis de BRISINGR (a levantar no local do evento) e ainda um prémio especial! Podes confirmar a tua presença através do mail mkt@gailivro.pt , bastando para isso que nos envies o teu nome, e-mail e n.º de telefone ou telemóvel.
Aparece e traz os teus amigos. Dá ainda mais cor e animação ao lançamento de BRISINGR. E não percas a oportunidade de seres um dos primeiros leitores em todo o mundo a ter nas mãos o livro do momento.
Saudações de Eragon.
Recordo que a versão original de Brisingr, em inglês, é lançada dia 20 deste mês e que, para contentamento dos fãs portugueses, apenas seis dias depois, dia 26, em português.
Trazendo à memória as noites de lançamento de um novo Harry Potter, este evento reafirma a notoriedade desta série em Portugal e consolida o universo dos fãs portugueses, que agora podem se encontrar para comemorar o lançamento deste novo livro.
Sem dúvida uma iniciativa louvável, à qual vale a pena responder. E já agora, fica a sugestão aos editores: eventos destes são sempre bem-vindos.
Publicado por Fábio J. às 18:20

Setembro 06 2008
Antes destas férias, nunca havia lido uma obra de algum escritor galardoado com o Nobel da Literatura. No entanto, enquanto lia o primeiro constatei possuir mais três autores destacados com este prémio. Foi então que decidi lê-los, seguidos, procurando, entre outras curiosidades, um ponto em comum nos seus estilos. Ora, depois destas quatro leituras só posso concluir que “ser Nobel” não diz tudo... e ainda bem.
Depois de Gordimer, esperava que J. M. Coetzee, também ele um autor sul-africano, se debruçasse intensamente sobre os problemas sociais que assolam o seu país. Contudo, Desgraça é muito mais do que um relato social: é um relato de sobrevivência pessoal numa sociedade decadente.
Passada na África do Sul pós-apartheid, este romance sincero e despudorado centra-se em David Lurie, professor universitário na Cidade do Cabo, de meia-idade, divorciado, que divide o seu tempo entre o desânimo da aulas e as satisfações momentâneas que encontra numa prostituta. Quando esta o deixa de atender, David desvia as atenções para uma jovem aluna, começando uma aventura sexual que, quando tornada pública, o leva ao despedimento e à humilhação.
É então que o protagonista decide ir viver com a sua filha Lucy, uma ex-hippy que se convertera à terra e que passa o tempo a cuidar da sua quinta, tentando manter o melhor que pode a sua relação com os vizinhos negros. Contudo, David não está livre de complicações, e pouco depois do seu reencontro, pai e filha são vítimas de nova desgraça, desta feita com consequências mediatas.
Não consigo dizer muito acerca deste livro, vencedor do prémio Booker em 1999, já que o enredo, tão simples mas tão perspicaz e cativante, apesar de me ter atraído não me arrebatou. Não se pense, contudo, que tal é um ponto fraco. O autor tem um estilo muito simples e limpo, reflexo duma sensatez e segurança como só um grande escritor consegue ter, o que resulta numa obra equilibrada e aprazível do princípio ao fim.
Gostei do que li. Não existe censura neste livro, já que todos os temas são tratados com igual naturalidade e todas as relações humanas, com ou sem o protagonista, avaliadas de uma perspectiva íntima mas universal, como se de uma consciência colectiva surgissem.
Fica a vontade de ler algo mais de Coetzee, e um sentimento de satisfação proporcionado por uma boa leitura. Recomendado!
 
Desgraça de J. M. Coetzee
Boas Leituras!
Publicado por Fábio J. às 23:43

Setembro 04 2008
Rosa Lobato de Faria é uma pessoa multifacetada, isso todos nós sabemos. Mulher estimada, actriz popular, escritora com uma vasta obra. Confesso que a tenho em alta consideração, devido ao seu excelente trabalho como actriz, mas nunca li nada da sua autoria. No entanto, o que li, vi e ouvi sobre As Esquinas do Tempo entusiasmou-me e aguçou-me a curiosidade.
O mote desta obra não podia ser mais simples: e se um dia acordássemos numa época que não é a nossa? Como reagiríamos se cruzássemos o tempo e viajássemos através dos séculos, para o passado ou para o futuro? É desta simplicidade que nasce o novo romance da autora portuguesa, com a componente de maravilhoso e criatividade que a caracteriza. 
Em entrevista, na SIC Noticias, a autora revelou acreditar em viagens no tempo. E porque não? Pelo menos na literatura, tudo é possível. Tudo começa assim: “Quando Margarida chegou à Casa da Azenha teve aquela sensação, não desconhecida mas sempre inquietante, de já ter estado ali.”
Margarida é uma jovem professora de Matemática. Um dia vai a Vila Real proferir uma palestra e fica hospedada num turismo de habitação, casa antiga muitíssimo bem conservada e onde, no seu quarto, está dependurado o retrato a óleo de um homem que se parece muito com Miguel, a sua recente paixão.
Por um inexplicável mistério, na manhã seguinte Margarida acorda cem anos atrás, no seio da sua antiga família.
Sem perder consciência de quem é, ela odeia esta partida do tempo. Mas aos poucos vai-se adaptando. Conhece o homem do quadro e apaixona-se por ele. Quando ele morre num acidente, Margarida regressa ao presente.
Romance simultaneamente poético e fantástico, As Esquinas do Tempo é mais uma prova do indesmentível talento literário de Rosa Lobato de Faria.
O primeiro capítulo, lido pela própria autora, pode ser ouvido na página da Porto Editora, e aconselho a fazê-lo: para além de valer a pena, é uma óptima maneira para decidir se queremos adquirir e ler esta obra.
Em entrevista à lusa, a autora sintetiza: “Pretendi que este livro fosse uma reflexão sobre o tempo, que é uma coisa que ninguém percebe nada. Não dou respostas nenhumas, nem as podia dar, pois não sei. Mas gosto de pôr as pessoas a pensar o que é isto do tempo, que mistério é este. E isso foi o que me moveu a escrever o livro”.
As Esquinas do Tempo de Rosa Lobato de Faria
Para mim vale bem a pena ler o livro, e já está na lista!
Publicado por Fábio J. às 22:45

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