Outubro 15 2009
Dentre as mil e uma coisas que se têm passado no universo literário nas últimas semanas, venho agora destacar duas iniciativas promovidas pela Antagonista Editora.
A primeira é uma colecção de novelas literárias de Ficção Científica e de Terror Fantástico, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2010. A editora aceita manuscritos originais vindos de todos os países lusófonos e ainda da Galiza, de Goa e de Macau. Aqueles que quiserem participar ou saber mais têm apenas de seguir este link.
Esta colectânea enquadra-se na segunda iniciativa: a criação de uma nova colecção de Literatura Fantástica em Portugal. Chama-se Мир (pronuncia-se MIR, e corresponde a uma palavra russa que significa simultaneamente paz, mundo e universo) e trará às livrarias “diversos autores internacionais conceituados (finalistas ou galardoados com os prémios Hugo e Nébula) intercalando-os com autores lusófonos, europeus e sul-americanos a cada dois ou três meses, o objectivo final sendo a edição de um título mensal.”
“Esta colecção”, escrevem os editores, “nasce, primeiramente, da nostalgia de alguns entusiastas (ou fãs, se preferirem) destes géneros que recordam ainda a abundância de títulos e colecções existentes no mercado português há não muito mais de uma década. Infelizmente as grandes editoras optaram por congelar as suas colecções, dando origem a um vazio que, até agora, não tem sido preenchido.”
Ambição existe! Resta saber se a colecção tomará, efectivamente, o seu lugar nas livrarias. Até porque, parece-me a mim, nos últimos meses diversas obras do género têm sido publicadas, em colecções ou não.
Seja como for, estou bastante curioso em relação à constituição e rumo desta nova colecção.
Publicado por Fábio J. às 23:37

Outubro 12 2009
No último mês, têm sido muitos os lançamentos e anúncios literários relevantes. Por essa razão, nem sempre consigo destacar o que gostaria. Mas, ainda assim, tentarei divulgar algumas das obras de referência.
Começo, desde já, com O Espião de D. João II, de Deana Barroqueiro, autora merecedora de menção no que toca à ficção histórica em língua portuguesa, na actualidade.
Depois de D. Sebastião e o Vidente e O Navegador da Passagem, a autora traz-nos a aventura vivida por Pêro da Covilhã, navegador português do séc. XV às ordens de D. João II.
O formidável Espião de D. João II possuía qualidades e talentos comparáveis aos de um James Bond e Indiana Jones, reunidos num só homem. A memória fotográfica, uma capacidade espantosa para aprender línguas, a arte do disfarce para assumir as mais diversas identidades, a mestria no manejo de todas as armas do seu tempo e, sobretudo, uma imensa coragem e espírito de sacrifício, aliados ao culto cavaleiresco da mulher e do amor que o fascinavam, fazem dele uma personagem histórica única e inspiradora.
El-rei D. João II escolhia-o para as missões mais secretas, certo que qualquer outro falharia. Talvez esse secretismo seja a razão do seu nome de família e do seu rosto terem ficado, para sempre, na penumbra.
Em 1487, Pêro da Covilhã foi enviado de Portugal, ao mesmo tempo que Bartolomeu Dias, a descobrir por terra, aquilo que o navegador ia demandar por mar: uma rota para as especiarias da Índia e notícias do encoberto Preste João.
Ao espião esperava-o uma longa peregrinação de cerca de seis anos pelas regiões do Mar Vermelho e costas do Índico até Calecut e, também, pela Pérsia, África Oriental, Arábia e Etiópia, descobrindo povos e culturas em lugares hostis, cujos costumes lhe eram completamente estranhos. Na pele de um enigmático mercador do Al-Andalus, o Escudeiro-guerreiro do Príncipe Perfeito realizou proezas admiráveis que causaram espanto no mundo do seu tempo.
Neste romance fascinante, Deana Barroqueiro convida-nos a seguir o trilho de Pêro da Covilhã na sua fabulosa odisseia recheada de aventuras, amores, conquistas e descobertas inolvidáveis
Mais uma livro, fruto de rigoroso trabalho de investigação, que certamente agradará aos apreciadores de uma narrativa densa e da História nacional. Nas bancas a partir do próximo dia 15.

O Espião de D. João II de Deana Barroqueiro
Ésquilo, 2009
Boas Leituras!
Publicado por Fábio J. às 22:16

Outubro 09 2009

 

Palavras para quê? Está bem visto que Herta Müller é uma desconhecida do público português. Felizmente, a maioria parece mostrar algum interesse…
Publicado por Fábio J. às 23:58

Outubro 08 2009
Herta Müller (via Wikimedia Commons)
Herta Müller, escritora alemã de origem romena, de 56 anos, foi hoje distinguida com o Prémio Nobel da Literatura.
A Academia Sueca justifica esta escolha, afirmando que a autora, “com a densidade da poesia e a franqueza da prosa, descreve as paisagens dos desfavorecidos”.
Em Portugal estão publicados os romances O homem é um grande faisão sobre a Terra, pela Cotovia, e A Terra das Ameixas Verdes, pela Difel, mas é provável que, até ao Natal, surjam reedições e novas traduções.
É a 12ª mulher distinguida com este importante galardão. Entretanto, surgiram já críticas negativas, que realçam a pouca visibilidade da autora. Seja como for, a escolha da Academia servirá para mostrar a obra de Müller ao grande público. Feito isso, cada leitor decidirá.
Ainda não encontrei informação suficiente sobre a obra para formular qualquer ideia ou opinião, mas sendo o seu tema geral a política e o alerta social, ficarei atento às novidades. Até agora, dada a escassez de traduções e o desconhecimento da autora, mantém-se o silêncio das livrarias e das editoras.
Resta-nos esperar para ver se Müller tomará lugar nas livrarias ou cairá no esquecimento.
Publicado por Fábio J. às 19:16

Outubro 02 2009
Depois de ter lido algumas obras suas, tornei-me um admirador e passei a estar atento à obra de José Saramago. Por isso mesmo, o anúncio de um novo lançamento foi aqui referenciado.
Depois do vídeo, deixo-vos aqui a sinopse e a capa de Caim:
Quem diabo é este Deus que, para enaltecer Abel, despreza Caim?
Se em O Evangelho Segundo Cristo José Saramago nos deu a sua visão do Novo Testamento, em Caim regressa aos primeiros livros da Bíblia. Num itinerário heterodoxo, percorre cidades decadentes e estábulos, palácios de tiranos e campos de batalha pela mão dos principais protagonistas do Antigo Testamento, imprimindo ao texto o humor refinado que caracteriza a sua obra.
Caim revela o que há de moderno e surpreendente na prosa de Saramago: a capacidade de fazer nova uma história que se conhece do princípio ao fim. Um relato irónico e mordaz no qual o leitor assiste a uma guerra secular, e de certa forma, involuntária, entre o criador e a sua criatura.
Tendo em conta as minhas leituras anteriores e o tema desta história, bem, definitivamente trata-se de um livro a não perder. O lançamento é já no próximo dia 15.
Caim
Caim de José Saramago
Editorial Caminho, 2009
Fica a sugestão, seja para os apreciadores, seja para os novos leitores.
Publicado por Fábio J. às 23:19

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