Sexta-feira Santa, feriado religioso dos cristãos católicos e protestantes. A história e o início do protestantismo são sem dúvida muito interessantes, uma verdadeira revolução na Europa do século XVI. Mas esta história não é para aqui chamada, ou pelo menos directamente, embora seja o Vaticano o tema de fundo deste post.
E porquê o Vaticano, o pais mais pequeno do mundo e sede do catolicismo? A Resposta é simples: é o principal cenário de Anjos e Demónios, o livro de Dan Brown que ontem acabei de ler.
Mais uma vez temos como protagonista o professor de simbologia Robert Langdon, e imaginem só, é envolvido por uma sucessão de acontecimentos que não consegue controlar e que o fazem testar os seus conhecimentos mais profundos sobre simbologia religiosa tendo a seu lado, vejam lá, uma bela e desconhecida mulher que em muito o ajudará. Para emoldurar têm de fazer uma corrida contra o tempo. Antigas irmandades, personalidades históricas, descobertas que mudarão a Humanidade. Uma estrutura bastante parecida com a de O Código da Vinci, o best-seller que chegou depois desta obra...
Apesar de tudo isto a opinião não podia ser melhor. Confesso que um pouco do encanto se perdeu com a semelhança entre as obras, mas desde logo a minha mente perdeu-se entre as linhas e comecei a viver história. Não queria parar e ansiava por ler os acontecimentos seguintes, sem dúvida uma relevante característica das obras de Dan Brown.
Tudo começa quando Robert Langdon é chamado para identificar um estranho símbolo gravado no peito dum cientista do CERN. Logo que a vê, Robert percebe que a marca é de uma antiga Irmandade chamada Iluminatti, supostamente extinta há séculos e inimiga da Igreja Católica. Entretanto, no Vaticano, é descoberta um perigosa arma: a antimatéria. Juntamente com Victoria Vetra, Robert parte para Roma, seguindo as pistas perdidas dos Iluminatti para salvar os cardeais raptados e toda a Cidade do Vaticano.
De perder o fôlego, este livro tem um pano de fundo tão credível que é difícil perceber onde acaba a realidade e começa a ficção. Empolgante, vi-me suster a respiração nos momentos mais críticos desta aventura sentido que a naturalidade com que factos acontecem é verdadeira obra de Deus, um Deus que esta obra enaltece e repudia.
Apaixonante desde as primeiras páginas, vi-me envolvido nas conspirações e tramas, fazendo de detective e suspirando com cada descoberta inesperada. Reconheço que o final foi uma grande surpresa. E lamentei, mesmo, a morte de algumas personagens, principalmente depois de descobrir o que realmente aconteceu.
Esta obra foi tão arrebatadora que envolvia todo o meu ser. Sem dúvida o meu juízo sobre o livro é positivo, e bastante. Tal como com O Código da Vinci não acho que Igreja Católica seja prejudicada pela obra. A certa altura as palavras tinham exactamente o sentido contrário, exultando a necessidade da fé e duma Igreja viva.
Um enredo fascinante, uma narrativa viciante, uma história verosímil. Uma obra a não perder!
Anjos e Demónios de Dan Brown
Que os Anjos e os Demónios vos acompanhem, pois só assim a vida tem sentido.
Bom fim-de-semana e Boas Leituras!!! 

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