Consegui arranjar um tempo para escrever para o blog. Quem me dera ainda continuar livre como nas férias, mas não estou e não há nada a fazer. No entanto, este “regresso” não é assim tão mau. Ainda hoje tive uma verdadeira discussão (no bom sentido) sobre religião e, no fundo, naquilo que se crê sem ver.
Um dos meus colegas é totalmente céptico, mais do que ateu até, e dediquei muito do meu tempo a ouvir as suas “teses”. Infelizmente algumas pareceram-me verdadeiramente mal fundamentadas, e outras até ridículas: deveremos nós acreditar que na estratosfera estão os espíritos de todos os humanos que já morreram, no dito céu? Deveremos nós acreditar na metáfora do Adão e Eva, ou em centauros, lobisomens ou dragões? Sinceramente, questionar este tipo de coisas parece-me ridículo, pois é obvio que são mitos ou metáforas. A única explicação que encontro é falta de informação. Pessoas que pensam ser iluminados por verem algo que mais ninguém vê, mas que no fundo estão à margem do que a sociedade segue e acredita. Ler; o melhor é começar por ler... E não me alongo mais nisto que o post é sobre um livro.
Há uns tempo chegou até mim a notícia do lançamento de um livro que, supostamente, merecia a atenção dos amantes da leitura. Refiro-me a O Portão do Corvo, o mais recente livro de Anthony Horowitz, autor de Alex Rider, a ser publicado em Portugal. Na altura li sobre a obra e os seus dois primeiros capítulos, que achei entusiasmantes, mas só agora se proporcionou publicita-la.
O Portão do Corvo, primeiro livro da série O Poder dos Guardiães, dá início a uma história de duelismo entre o Bem e o Mal, envolvendo o leitor numa teia de sucessivas perguntas e respostas a um ritmo frenético.
Tudo começa quando Matt, um jovem de 14 anos, criado num orfanato, é apanhado pela polícia durante um assalto. É, então, enviado para um centro de recuperação de jovens delinquentes, num povoado rural. Desde o primeiro momento, Matt sente que algo está errado com a sua tutora, a Sra. Deveril, e com toda a aldeia, onde a feitiçaria e a magia desfrutam de uma longa tradição. Matt começa a ouvir vozes, pressente a existência de rituais estranhos e descobre um segredo terrível: demónios banidos do mundo há muito tempo atrás, por cinco crianças com poderes extraordinários (os Cinco Guardiães) estão prestes a regressar. E os que veneram o Mal pretendem trazê-los de volta a qualquer custo…
Perante tão terrível revelação, Matt (que sempre pressentiu ter poderes diferentes) percebe que está destinado a impedir que Os Velhos, tal como são conhecidas essas forças do Mal, tão antigas como o próprio mundo, voltem. Esta é a sua missão, é o preço por ser diferente, por ter um dom. Mas como? Ninguém o quer ajudar, ninguém acredita nele, e quem o faz… morre!
Anthony Horowitz começou a escrever esta história depois do 11 de Setembro e da Guerra do Iraque, pois, diz ele, “Pareceu-me que se a batalha do Bem contra o Mal alguma vez ocorresse lugar no nosso mundo, seria agora.”
Descrita como “O Senhor dos Anéis ou As Crónicas de Narnia passada aqui, no mundo real”, esta história é já um ponto de referência na fantasia actual. Eu gostei dos dois primeiros capítulos e pretendo continuar.
Para saber mais basta visitar o
blog da saga em Portugal, o site do
autor ou da
saga.

O Portão do Corvo de Anthony Horowitz
Até Breve e Boas Leituras!!!