Acabei esta tarde de ler o livro I da história de O Senhor dos Anéis. Não o primeiro volume, digamos assim – A Irmandade do Anel – mas sim uma das seis partes em que se divide a história. Vendo bem, não sei que parte salientaria. A história já não me é estranha, graças aos filmes, contudo, tanto devido às diferenças lógicas de apresentação como às reais diferenças na história, que até são bastantes, continua a ser uma leitura interessante e com surpresas.
Comecei a ler esta trilogia, provavelmente, por gostar da história que anteriormente conheci e o mesmo talvez se passe com uma outra obra de J. R. R. Tolkien que hoje é lançada: Os Filhos de Húrin.
A Tolkien Gateway refere que “o lançamento deste livro marca um momento histórico” na História da Terra-Média, e certamente não se engana. Já apresentada em O Silmarillion e em Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média este livro propõe-se narrar esta bela e simultaneamente trágica história sobre Túrin, filho de Húrin. Christopher Tolkien diz que “quando O Senhor dos Anéis estava terminado, ele [o pai] escreveu-a de novo, fê-la crescer grandemente em complexidade: ela tornou-se a história dominante no seu trabalho final sobre a Terra Média”.
Tal como já
aqui referi, esta história passa-se muito antes dos tempos de
O Senhor dos Anéis, na Beleriand, para lá dos Portos Cinzentos. Nesse tempo, Morgoth atormenta o mundo e guerreia os homens, e para se vingar de um deles, Húrin, o homem que ousou desafiá-lo e zombá-lo na sua própria face, amaldiçoa os seus filhos.
Contra eles, enviou o seu mais formidável servidor, Glaurung, um poderoso e corrompido dragão de fogo. Nesta história de conquista brutal e evasão, de esconderijos em florestas e perseguição, de resistência apesar do desespero, o Senhor Negro e o Dragão revelam-se de forma sombriamente articulada. Sardónico e trocista, Glaurung manipulou os destinos de Túrin e Niënor com mentiras e astúcia e falsidade diabólica. No fim, a maldição de Morgoth foi cumprida.
Da autoria do mestre e com edição do seu filho esta promete ser uma renovada e apaixonante obra, indispensável aos fiéis leitores do escritor.
Resta dizer que esta obra é ilustrada por Alan Lee, com trinta ilustrações a preto e branco e oito imagens a cores, e contem vários complementos como genealogias, mapas, listas de nomes e outras notas editoriais sobre a história.
89 anos depois de ser iniciada, esta história é finalmente publicada como uma obra singular. Não saberemos se poderá voltar a ser publicado outro livro assinado por Tolkien e por isso é necessário assinalar este dia, o dia em que um dos maiores escritores do século XX volta a estar nas bancas.
Eu lerei!

Os Filhos de Húrin de J. R. R. Tolkien
Até Breve e Boas Leituras!!!