Sou realista. Este blog está a perder interesse de dia para dia, muito por causa da desactualização. Para além disso, o pouco tempo que tenho para fazer algo aqui nem sempre é assim tão rentável. Preciso mudar a rotina e o ar do blog, e, portanto, haverão alterações em breve. As férias, que finalmente estão a chegar, também proporcionarão tempo e disposição para voltar a dar vida aos posts. Até lá, peço desculpa pela monotonia.
Mas as notícias continuam! Faz sexta-feira um ano que o Plano Nacional de Leitura, o LER+, se tornou uma realidade na sociedade portuguesa. Sou sincero: durante este ano não me recordo de uma única vez que este “plano” tenha chegado até mim, muito menos influenciado as minhas leituras. Mas os ministérios da Educação, da Cultura e dos Assuntos Parlamentares não podiam louvar mais esta actividade anual.
Hoje não tive aulas, devido à grave, e foi ao ver as notícias, ao início da tarde, que recebi esta informação. Segundo consta, um milhão de crianças, do ensino pré-escolar ao 2º ciclo, participou nas iniciativas do PNL ao longo de um ano de actividade, tendo havido, segundo os responsáveis, “uma participação muito expressiva da sociedade civil e dos agentes ligados ao sector”; se eles o dizem...
É, sem dúvida, muito louvável que haja este incentivo à leitura, tentando assim diminuir os níveis de iliteracia em Portugal. O projecto foi direccionado, principalmente e como já foi dito, aos alunos que frequentam desde o ensino pré-escolar ao 2º ciclo, com sugestões literárias e actividades de leitura e escrita. Talvez tenha tido a sua importância com os membros mais novos da nossa sociedade, já com os outros é outra história.
Apesar de apoiar, não acredito assim tanto na força de persuasão ou influência desta iniciativa, e muito menos em alguma mudança de mentalidades e hábitos revolucionária, como os responsáveis parecem querer passar. Não nos adianta comparar os níveis de literacia de hoje com os de há 30 anos atrás, afinal a taxa de analfabetismo era, até há alguns anos, verdadeiramente vergonhosa em Portugal (não que agora seja reconfortante).
Deixando de críticas, o importante é que o governo português manifestou a sua preocupação com a iliteracia e as derivadas consequências, pondo mãos à obra e tentando, pelo menos, mudar mentalidades e hábitos. Por algum lado temos de começar e acho que vamos num bom caminho, embora íngreme.
Resta-me desejar que este seja um ano mais proveitoso e que realmente os hábitos de leituras em Portugal cresçam, fazendo acender a paixão pelos livros. Neste blog, faz-se por isso.
Até Breve e Boas Leituras!!!
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