Nestes últimos tempos mal tenho tido oportunidade para vir até ao computador e à Internet, mas quando o faço encontro tantos temas sobre os quais publicar que tenho de seleccionar.
Por exemplo, acabei de descobrir que Albus Dumbledore, o director de Hogwarts, a escola de Harry Potter, é gay. Nunca tinha pensado na orientação sexual desta personagem com um passado tão misterioso e por isso esta revelação surpreendeu-me. Mais uma característica que torna esta personagem singular e misteriosa.
Depois são dois dos grandes lançamentos do mês, provavelmente da estação, pelo menos tendo em atenção o número de exemplares da primeira edição. 29€ é o preço de editor de Rio de Flores, o novo romance de Miguel Sousa Tavares, que sairá, dia 29, para as bancas numa edição com número excepcional: 100 mil exemplares, quando o habitual no nosso país muito dificilmente ultrapassa os 3 mil.
Também com uma tiragem elevada foi lançado O Sétimo Selo, do também jornalista José Rodrigues dos Santos. Desta vez o tema são os problemas que o nosso planeta enfrenta, como as alterações climáticas, o fim do petróleo barato e o facto de morrermos cada vez mais tarde.
Mas o que quero realçar neste post é o lançamento da Colecção Livros para Ouvir, por parte da 101 noites. Esta é, muito provavelmente, a primeira colecção de audiobooks (ou audiolivros, que o conceito já começa a ter fundamento em português) lançada em Portugal. Os seis audiolivros são narrados por seis conhecidos actores nacionais: João Perry, José Wallenstein, Alexandra Lencastre, Eunice Muñoz, Nuno Lopes e São José Lapa. Estes narram obras de Mário de Sá-Carneiro, Eça de Queirós, Florbela Espanca, Fialho de Almeida, Camilo Castelo Branco e Fernando Pessoa, respectivamente.
É possível comprar-se o livro impresso juntamente com o CD ou então comprar apenas a versão mp3, por 4,5€. Esta parece-me ser uma iniciativa louvável, tanto por tornar a leitura de clássicos mais fácil como por tornar possível a invisuais conhecer estas obras. Logicamente há quem beneficie economicamente com os produtos vendidos, mas só o facto de existirem é por si só uma mais valia. Agora dificilmente haverá desculpa para não conhecer as obras: no carro, no trabalho ou até no duche, as vozes dos actores estarão prontas a dar vida a todo um enredo.
Não é bem uma leitura, ou é-o mas não feita por nós. Ao invés duma relação entre nós, leitores, e o autor, através do livro, passa a haver uma relação entre o autor, o leitor e o ouvinte.
Adaptação aos tempos modernos ou facilitação exagerada duma actividade íntima? Seja qual for a resposta, para já, eu prefiro continuar a desfrutar dos meus momentos de leitura, nos quais apenas eu, com um livro na mão, me embrenho em histórias e enredos e encontro, em silêncio, as palavras que o autor propõe.
Boa semana e Boas Leituras!!!
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