Outubro 21 2007
Nestes últimos tempos mal tenho tido oportunidade para vir até ao computador e à Internet, mas quando o faço encontro tantos temas sobre os quais publicar que tenho de seleccionar.
Por exemplo, acabei de descobrir que Albus Dumbledore, o director de Hogwarts, a escola de Harry Potter, é gay. Nunca tinha pensado na orientação sexual desta personagem com um passado tão misterioso e por isso esta revelação surpreendeu-me. Mais uma característica que torna esta personagem singular e misteriosa.
Depois são dois dos grandes lançamentos do mês, provavelmente da estação, pelo menos tendo em atenção o número de exemplares da primeira edição. 29€ é o preço de editor de Rio de Flores, o novo romance de Miguel Sousa Tavares, que sairá, dia 29, para as bancas numa edição com número excepcional: 100 mil exemplares, quando o habitual no nosso país muito dificilmente ultrapassa os 3 mil.
Também com uma tiragem elevada foi lançado O Sétimo Selo, do também jornalista José Rodrigues dos Santos. Desta vez o tema são os problemas que o nosso planeta enfrenta, como as alterações climáticas, o fim do petróleo barato e o facto de morrermos cada vez mais tarde.
Mas o que quero realçar neste post é o lançamento da Colecção Livros para Ouvir, por parte da 101 noites. Esta é, muito provavelmente, a primeira colecção de audiobooks (ou audiolivros, que o conceito já começa a ter fundamento em português) lançada em Portugal. Os seis audiolivros são narrados por seis conhecidos actores nacionais: João Perry, José Wallenstein, Alexandra Lencastre, Eunice Muñoz, Nuno Lopes e São José Lapa. Estes narram obras de Mário de Sá-Carneiro, Eça de Queirós, Florbela Espanca, Fialho de Almeida, Camilo Castelo Branco e Fernando Pessoa, respectivamente.
É possível comprar-se o livro impresso juntamente com o CD ou então comprar apenas a versão mp3, por 4,5€. Esta parece-me ser uma iniciativa louvável, tanto por tornar a leitura de clássicos mais fácil como por tornar possível a invisuais conhecer estas obras. Logicamente há quem beneficie economicamente com os produtos vendidos, mas só o facto de existirem é por si só uma mais valia. Agora dificilmente haverá desculpa para não conhecer as obras: no carro, no trabalho ou até no duche, as vozes dos actores estarão prontas a dar vida a todo um enredo.
Não é bem uma leitura, ou é-o mas não feita por nós. Ao invés duma relação entre nós, leitores, e o autor, através do livro, passa a haver uma relação entre o autor, o leitor e o ouvinte.
Adaptação aos tempos modernos ou facilitação exagerada duma actividade íntima? Seja qual for a resposta, para já, eu prefiro continuar a desfrutar dos meus momentos de leitura, nos quais apenas eu, com um livro na mão, me embrenho em histórias e enredos e encontro, em silêncio, as palavras que o autor propõe.
Boa semana e Boas Leituras!!!
Publicado por Fábio J. às 20:06

Julho 17 2007
Num mundo em constante mudança e evolução, todos os pormenores da sociedade têm de galgar os degraus calcados pela humanidade e modernizar-se, para que continuem integrados e a cumprir as suas funções. Durante séculos o livro evoluiu, nomeadamente a sua parte física, seja o papel, a capa ou a caligrafia, pequenos passos de aperfeiçoamento... Agora, talvez seja necessário dar um salto a fim de alcançar um novo patamar, tal como aconteceu com o aparecimento do livro impresso.
Por um lado, existem os audiobooks, histórias que podemos ouvir no carro, na praia, na tranquilidade do nosso quarto, seja a partir de um leitor de CD’s, dum Mp3 ou até dum GPS. Este é um suporte que ganha adeptos, mas no qual pouco se aposta.
Comparativamente existe o mercado dos e-books, que não chega a ser um mercado, já que na grande maioria das vezes os textos são distribuídos gratuitamente, normalmente pela Internet. A maioria corresponde a livros antigos ou institucionais que há muito perderam os direitos de autor. Muitos deles são, por isso, pouco aliciantes.
Existem sempre aquelas pérolas que podem ser úteis, como os poemas de Florbela Espanca, a obra de Camões ou Jane Austen (só para dar umas “luzes”), bem como muitos, muitos outros clássicos portugueses e internacionais. Mas e a actualidade?
Bem, hoje em dia começam-se a dar os primeiros passos no sector e já existem autores a disponibilizar os títulos em formato digital pouco depois de serem lançados. Mas o número é ainda inexpressivo já que ninguém quer abdicar dos direitos de autor ou colocar o texto em formato digital à venda, já que é ainda pouco seguro e pouco lucrativo, atitudes que, portanto, se compreendem.
Em Portugal, numa iniciativa inédita, foi recentemente colocado à disposição do público O Futuro à Janela, uma obra publicada em 1991 da autoria de Luís Filipe Silva. A obra, composta por uma colectânea de contos, venceu o Prémio Caminho de Ficção Científica, um dos mais prestigiados para obras originais em língua portuguesa do género fantástico, e é agora disponibilizado gratuitamente para leitura e divulgação no site do autor, TecnoFantasia, podendo ser descarregado.
Esta é, sem dúvida, uma boa notícia e quem sabe outros autores não seguirão a iniciativa tornando este sector cada vez maior e, o mais importante, repleto de boas obras.
A indústria do livro afirma que não é inimiga do e-book, já que reconhece que a maioria dos leitores não trocaria o prazer que um livro tradicional proporciona, enquanto objecto, pela frialdade de um digital. Bem, recentemente um fabricante de ebookman's apresentou um novo aparelho que, supostamente, consegue imitar as principais características dum livro convencional, mas um livro convencional será sempre (pelo menos por agora) um verdadeiro livro.
Seja como for, a opinião é unânime: o importante é ler, divulgando conhecimentos e culturas, dando novos mundos ao mundo, mudando mentalidades.
Para aqueles que quiserem dar o primeiro passo deixo aqui a referência ao Projecto Gutenberg, fundado pelo homem que há 36 anos colocou o primeiro livro digital na Internet. Hoje, cerca de 3 milhões de livros (audiobooks ou e-books) são descarregados, mensalmente, neste portal.
O futuro está cada vez mais perto!
Boas Leituras, pois afinal, ler será sempre ler!!!
Publicado por Fábio J. às 19:47

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