Junho 17 2007
Gostava de poder começar este post com um grande “estou de férias!”, mas por enquanto esta frase terá de continuar pequena já que não estou ainda livre dos “encargos académicos”. Já faltou mais...
Já não escrevia desde sexta, e também desde sexta não lia um novo livro. Mas finalmente, no início do fim-de-semana, pude começar com A Praia mais Longínqua, o terceiro volume do soberbo Ciclo de Terramar de Ursula K. Le Guin. Os adjectivos para classificar a obra têm de ser bem escolhidos, tal como o são cada palavra que a fantástica Le Guin emprega nas profundas histórias.
Escreveria todo um post sobre a nova tarefa de Gued, desta vez acompanhado por Arren, mas ainda é cedo... Mas acreditem que estou apaixonado pela história.
Descobri hoje o site duma série literária lançada este ano em Portugal. CHERUB é o seu nome e é da autoria de Robert Muchamore, um ex-detective inglês que decidiu fazer da escrita um modo de vida. A série conta com dois livros publicados em português (o terceiro disponível a partir do dia 21), mas são já sete os na língua original, sendo que mais seis estão já planeados até 2010!
A Porto Editora não poupou na publicidade e acredito que a maioria de vós já tinha ouvido falar de O Recruta, O Traficante ou Segurança Máxima, respectivamente o 1º, 2º e 3º livros da série. A verdade é que um pouco por todo o mundo existem fás dedicados e a venda de camisolas oficiais (relacionadas com o ambiente da história) é um sucesso.
Para contextualizar, podemos afirmar que a CHERUB “é uma agência que pertence aos Serviços Secretos Britânicos. Os seus agentes têm entre dez e dezassete anos. Todos os querubins são órfãos recrutados de lares de acolhimento e treinados para trabalharem como agentes secretos. Vivem no campus da CHERUB, cujas instalações secretas se localizam num lugar escondido, algures numa região rural de Inglaterra.” Estas crianças são agentes profissionais, treinados para escapar ao radar dos adultos. Afinal, a “inocência” das crianças pode ser o melhor disfarce.
Digam o que quiserem, mas o enredo é interessantíssimo. Quem nunca desejou ser agente secreto? Eu já! Quando era pequeno passava muito tempo a fantasiar com isto... por isso mesmo a história diz-me muito.
Nestas histórias acompanhamos James Adams, um jovem com QI de 153 e brilhante a matemática que entra para a CHERUB. No primeiro livro é-nos narrada, tanto quanto sei, os cem dias de recruta da personagem, e pelo que li no primeiro capítulo não parece ter sido algo fácil. Os volumes seguintes centram-se em missões especiais com a mesma personagem.
As críticas internacionais dificilmente podiam ser melhores e ao que parece a frase Para efeitos oficiais, estas crianças não existem é já um conceito adorado por vários adolescentes.
Original e surpreendente, esta história promete continuar a fazer milhares de crianças e adolescentes sonhar com uma vida de acção e risco, na qual a luta contra terroristas e traficantes é contínua. Aqui as crianças são mais do que meninos e meninas: são espiões profissionais.
Quem já leu diga de sua justiça, quem ainda não o fez pode visitar o site português ou, para uma consulta mais pormenorizada, o CHERUB campus, em inglês.
Para aqueles que terão uma semana atarefada, com os exames, muito boa sorte! Afinal a nossa vida não é ficção e nós não somos espiões, logo há que concentrar nestas (importantes) coisas.

Logótipo da CHERUB (numa alusão aos cherubs - querubins (anjos))

Boa sorte e Boas semana!
Publicado por Fábio J. às 22:35

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