Esta semana realizou-se uma pequena feira do livro na minha escola, mais uma entre as várias que este ano já se realizaram. Provavelmente foi a última deste ano lectivo, mas posso afirmar que pelo menos a minha escola cumpriu o seu papel, no que toca ao incentivo à literatura.
Não comprei nada, até porque a variedade era pouca e muito inclinada para a ficção conspirativa, com bastantes Dan Brown’s. A par com isto, comecei com o último livro que me esperava na prateleira, O Legado de Hastur, uma vez que acabei O Senhor dos Anéis – As Duas Torres há alguns dias.
Este último livro lido foi de leitura agradável. Vi-me, até, a lutar contra o sono e contra o tempo para conseguir ler determinadas partes da obra, tal era o meu interesse. Não digo que tenha ficado realmente encantado com a narrativa, pois tal como no antecessor existem aqui poucos momentos de real descoberta, contudo, como existem e como houveram momentos de entusiasmo e surpresa a minha opinião sobre a trilogia melhorou.
Um ponto de fundamental referência quanto à obra é o facto desta estar dividida em duas histórias paralelas, diferentes mas que ocorrem simultaneamente. Locais diferentes, heróis diferentes, objectivos e acontecimentos diferentes dão corpo às histórias que naturalmente estão intimamente relacionadas. Se tivesse de escolher uma, e apesar de ter “defendido” os hobbits em A Irmandade do Anel, escolheria a primeira parte.
A história começa com a desagregação da Irmandade, e acabamos por seguir Aragorn, Legolas e Gimli na sua busca pelo hobbits raptados. É a partir desta incessante busca que tem início a história, e com ela as novidades. Se no primeiro volume da trilogia os pormenores diferentes do filme eram bastante interessante, neste continuam a sê-lo até porque, arriscaria dizer, as diferenças são substancialmente maiores.
Gostei bastante dos acontecimentos relacionados com os Ents e a guerra no Abismo do Elmo (que indubitavelmente perdem pontos no filme), mas foi a queda de Saruman que realmente me espantou e entusiasmou. É daqueles capítulos que nos ficam na memória...
Pouco acontece depois destes acontecimentos e o resto fica para contar no próximo volume, uma vez que seguiu-se a segunda parte do livro, aquele na qual nos é descrita a aventura de Frodo, Sam e, mais tarde, Sméagol. Aqui a narrativa dedica-se mais à aventura pessoal de Frodo e aos seus conflitos internos. É uma descrição bastante rotineira, daí não ter o mesmo interesse que a primeira parte, mais viva.
Mesmo assim continuo a achar piada aos hobbits e gostei de vê-los contornar os seus obstáculos. Se me é permitido dizê-lo, acho Frodo um pouco “lento”. Ainda bem que ele tem lá o Sam, com a sua impulsividade! O final prova isto que estou a afirmar.
Generalizando, não posso deixar de dar os meus elogios à obra, continuando a afirmar que é mais estimulante que a antecessora. Agora resta-me ler O Regresso do Rei e esperar que seja, no mínimo, tão bom como este livro.
O Senhor dos Anéis - As Duas Torres de J. R. R. Tolkien
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Bom fim-de-semana e Boas Leituras!!!
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