Maio 25 2007
Esta semana realizou-se uma pequena feira do livro na minha escola, mais uma entre as várias que este ano já se realizaram. Provavelmente foi a última deste ano lectivo, mas posso afirmar que pelo menos a minha escola cumpriu o seu papel, no que toca ao incentivo à literatura.
Não comprei nada, até porque a variedade era pouca e muito inclinada para a ficção conspirativa, com bastantes Dan Brown’s. A par com isto, comecei com o último livro que me esperava na prateleira, O Legado de Hastur, uma vez que acabei O Senhor dos Anéis – As Duas Torres há alguns dias.
Este último livro lido foi de leitura agradável. Vi-me, até, a lutar contra o sono e contra o tempo para conseguir ler determinadas partes da obra, tal era o meu interesse. Não digo que tenha ficado realmente encantado com a narrativa, pois tal como no antecessor existem aqui poucos momentos de real descoberta, contudo, como existem e como houveram momentos de entusiasmo e surpresa a minha opinião sobre a trilogia melhorou.
Um ponto de fundamental referência quanto à obra é o facto desta estar dividida em duas histórias paralelas, diferentes mas que ocorrem simultaneamente. Locais diferentes, heróis diferentes, objectivos e acontecimentos diferentes dão corpo às histórias que naturalmente estão intimamente relacionadas. Se tivesse de escolher uma, e apesar de ter “defendido” os hobbits em A Irmandade do Anel, escolheria a primeira parte.
A história começa com a desagregação da Irmandade, e acabamos por seguir Aragorn, Legolas e Gimli na sua busca pelo hobbits raptados. É a partir desta incessante busca que tem início a história, e com ela as novidades. Se no primeiro volume da trilogia os pormenores diferentes do filme eram bastante interessante, neste continuam a sê-lo até porque, arriscaria dizer, as diferenças são substancialmente maiores.
Gostei bastante dos acontecimentos relacionados com os Ents e a guerra no Abismo do Elmo (que indubitavelmente perdem pontos no filme), mas foi a queda de Saruman que realmente me espantou e entusiasmou. É daqueles capítulos que nos ficam na memória...
Pouco acontece depois destes acontecimentos e o resto fica para contar no próximo volume, uma vez que seguiu-se a segunda parte do livro, aquele na qual nos é descrita a aventura de Frodo, Sam e, mais tarde, Sméagol. Aqui a narrativa dedica-se mais à aventura pessoal de Frodo e aos seus conflitos internos. É uma descrição bastante rotineira, daí não ter o mesmo interesse que a primeira parte, mais viva.
Mesmo assim continuo a achar piada aos hobbits e gostei de vê-los contornar os seus obstáculos. Se me é permitido dizê-lo, acho Frodo um pouco “lento”. Ainda bem que ele tem lá o Sam, com a sua impulsividade! O final prova isto que estou a afirmar.
Generalizando, não posso deixar de dar os meus elogios à obra, continuando a afirmar que é mais estimulante que a antecessora. Agora resta-me ler O Regresso do Rei e esperar que seja, no mínimo, tão bom como este livro.

O Senhor dos Anéis - As Duas Torres de J. R. R. Tolkien

Bom fim-de-semana e Boas Leituras!!!
Publicado por Fábio J. às 22:47

Abril 27 2007
Já é tarde, quando faço este post. E estou cansado. Cansado do dia, da semana, em enfim, cansado... Contudo existe uma história que percorre a minha mente e lhe dá vivacidade. Esta tarde, estive a ver uns pormenores já esquecidos de A Última Feiticeira e a ler O Guerreiro Lobo. Desde que o fiz, a história não me sai da cabeça... É como se estivesse ligado ao livro. Uma sensação estranha mas fantástica.
São este tipo de sensações que nos fazem gostar mesmo, ou não, duma obra literária. É lógico que há outros factores, mas este parece-me fundamental.
À medida que fui lendo A Irmandade do Anel, fui descobrindo subtis sensações deste tipo, contudo, estas não passaram de ténues sentimentos. Talvez tenha sido por já conhecer a generalidade da história e por a surpresa se resumir a recônditos pormenores que não chegaram ao filme. Muito do encanto reside nos pormenores, e eu também me encantei!, mas saber por onde seguirão as personagens, qual será a próxima paragem e quem morrerá no capitulo seguinte é, no mínimo, pouco misterioso.
Desde logo fixei-me na vida dos estranhos hobbits. Foi, talvez, a parte mais interessante, aquela em que me senti realmente um novo viajante da Terra Média, que descobre os seus mistérios aos poucos. Redescobrir Frodo e restantes hobbits foi curioso, e a sua longa viagem, até Bree, revelou-se uma grande novidade, talvez por os acompanhar de tão perto, como se fosse um deles. São vários os acontecimentos que se dão nessa viagem, e alguns realmente surpreendentes. Tom Bombadil é uma dessas surpresas, uma personagens até então desconhecida e que me deixou intrigado.
Quando os hobbits passam a caminhar com a Irmandade a narração passa a explorar outras áreas e torna-se, a meu ver, um pouco mais fria. As trevas assombram o grupo mas é a frieza dos seus elementos que mais se acentua. Nem a beleza de Lórien consegue dar um entusiasmo eficaz à história. Possivelmente a história também não tenta captar o entusiasmo, e percorre outros caminhos, mas acredito que o filme vem prejudicar leituras posteriores do livro.
Palpitei com a quase morte de Frodo, os perigos quase fatais que afectaram o grupo e as conversas agitadas das personagens, mas nem a morte de Gandalf me proporcionou grande entusiasmo.
Fica a ganhar devido aos hobbtis, ao incrível Tom Bombadil, a Bree, aos orcs de Mória e às palavras ditas em Lórien e no final. No geral, continua a ser um bom livro pelo óptimo enredo e pela fantástica criação.
Gostei de ler o livro, embora esperasse um pouco mais. Comparando com O Hobbit, a aventura de Bilbo foi-me muito mais interessante, mas mais uma vez digo que o filme pode (e deve) ter influenciado a minha opinião.
Mesmo assim, O Senhor dos Anéis – A Irmandade do Anel é uma obra incomparável e que continuarei a seguir.

O Senhor dos Anéis - A Irmandade do Anel de J. R. R. Tolkien

 

Para vós, um Bom fim-de-semana e Boas Leituras!
Publicado por Fábio J. às 23:22

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